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Primeira Leitura

Guido Mantega desmente novo líder do governo na Câmara

Estréia amarga

O ministro Guido Mantega (Planejamento) desmentiu a primeira fala do novíssimo líder do governo na Câmara, professor Luizinho, que afirmou que o aumento do salário mínimo seria retroativo a 1º de abril. Mantega foi taxativo: não será.

O mundo de Lula – 1

No Acre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu um país com uma dívida “praticamente impagável” e que “todo mundo sabe disso” e acusou o governo FHC de ter provocado a morte de 300 mil crianças, entre 1998 e 2001, por não ter investido em saneamento básico.

O mundo de Lula – 2

Lula disse considerar “normal” que FHC fale. “Em um ano eleitoral todo mundo se dá ao luxo de falar o que bem entende”. E completou: “Também falei muito, a vida inteira. Não reclamo. [...] e agora eles cobram de nós como se nós pudéssemos fazer em 500 dias o que eles não fizeram em 500 anos”.

O mundo de Lula – 3

Apesar de ter criticado todas as gerações de governantes que o país teve até hoje, Lula afirmou que tomou a decisão de olhar para frente e de não ficar falando dos governos anteriores.

Arrogância

Lula está criticando exatamente quem? Em princípio, parece referir-se a FHC. Diz o presidente que, em ano eleitoral, cada um fala o que bem entende. Claro! Até Lula se dá conta de que ele mesmo saiu de uma campanha eleitoral não faz muito tempo. Por isso, solerte, inclui-se entre esses mesmos que ele critica. Parece modéstia? Não! É arrogância.

O fim da política

Nessa operação, aparentemente banal, o que faz é desqualificar a política, que passa a ser então o locus da enganação. FHC, assim, estaria apenas enganando os brasileiros com sua crítica, como ele próprio, Lula — e ele o admite — enganava antes. Agora que ele chegou lá (por meio das mentiras, então, que atribui aos outros e a si mesmo), julga-se o “único” (eis o seu diferencial) capaz de fazer alguma coisa.

Sindicalismo sem resultados

Luiz Marinho, presidente da CUT, central ligada ao PT, disse que, ao menos, o governo Lula está disposto a debater como (não) reajustar o funcionalismo, e criticou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que estaria “se fingindo de morto”.

Assim falou... Fernando Ferro

“Infelizmente, há muito disso no Partido dos Trabalhadores, e há muitas pessoas que ainda vão criar problemas para o governo.”

Do deputado federal petista, em entrevista ao jornal The New York Times, ao admitir que o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz não será o único caso de corrupção na gestão petista.

Tudo é história

O realismo de FHC, com tintas de auto-ironia, chega a ser engraçado. Ao comentar a reação do PT a seu artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo no domingo, limitou-se a dizer que criticou a desfuncionalidade do governo Lula, mas não a falta de crescimento: “Estamos acostumados a cobrar tudo do governo. Mas eu não quero cobrar do presidente Lula o que ele disse que ia fazer: o crescimento da economia, o espetáculo. (...) Porque ele, Lula, não pode fazer o crescimento. Como eu não podia. Não depende mais de uma decisão nem da vontade do governante.

Ele pode ajudar criando um clima propício”. Pois é: destaque-se a diferença de tom entre um e outro, não é? O tucano é gentil com o petista. A inversa está longe de ser verdadeira. Mas isso é o de menos e só diz do estilo de cada um e do entendimento do que vem a ser política. O que merece destaque na fala do ex-presidente é uma espécie de quase fatalismo sobre as alternativas de política econômica. FHC sabe que seu sucessor não apenas lhe segue os passos na economia, como ainda radicaliza aquela opção. Que, com efeito, não leva ao crescimento econômico. A questão está no fatalismo.

Aí, não custa lembrar, este Primeira Leitura é tão crítico das alternativas hoje abraçadas por Lula quanto foi daquelas antes abraçadas por FHC em seu segundo mandato. De fato, Lula não é, na economia, opção a FHC. Mas não se pode supor que a opção a Lula seja uma não-opção que remeta a um passado que, na verdade, ainda é presente. Pode parecer confuso, mas é só ler com calma.

*A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura -- www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 7 de abril de 2004, 13h42

Comentários de leitores

1 comentário

Lamentavel que, decorridos mais de quinze meses...

Aron Friedenbach ()

Lamentavel que, decorridos mais de quinze meses de tentativas de governabilidade, plenamente recheados de discursos de palanque com novas ou reiteradas promessas de soluções para, logo a seguir, serem desmentidas ou tomarem rumo diverso do proposto, S.Excia. o Senhor Presidente da República, acusa facções populacionais e partidarias pela falta de apoio ao não aceitar chefia de simples "Torneiro Mecânico". É mais um desserviço que S.Excia. com todo seu carisma e livre expressão prestou à Nação, semelhante àquele em que se vangloriou, em sua posse, ao engrandecer o fato de não haver estudado mas, apesar disto, conquistou seu primeiro diploma: o de Presidente da República. Ainda bem que o sambista da Cultura, acompanhado pelo telefonicamente desautorizado e despedido, não aproveitaram a idéia para divulgação para maior projeção de seus ministérios. Chega Excia. Esqueça ou faça esquecer um passado que ninguém está cobrando, mediante realizações efetivas. Feche a torneira, trabalhe e decida. Deixe de ser o Reizinho da Fisiologia em nome de pactos de governabilidade. O chamado é adequado, pois em seu govêrno, com raríssima exceção por seguir planos e diretrizes lançados por govêrno anterior, somente prestaram algum serviço, ministros estranhos aos "quadros" do Partido Governamental.

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