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Primeiro round

Advogada acusa juiz de falta de paciência e aspereza

Uma audiência para ouvir testemunhas num caso de seguradora de veículos deu o que falar. Menos pelo caso em si e mais pelo desentendimento entre advogada e juiz. O que era para ser uma audiência, se transformou num bate-boca. A informação está publicada no site The Sunda & Times.

A advogada Sandra Paulino acusa o juiz Antonio Carlos Santoro Filho, da 26ª Vara Criminal Central, de aspereza no tratamento e falta de paciência em ouvir a testemunha -- que também, segundo ela, demonstrava pressa em ir embora.

Durante a discussão, ele teria levantado a voz e dito que a advogada era um “problema”. Ela respondeu:“Eu disse, para todo mundo ouvir, dentro e fora da sala, ‘não grite comigo, não tenho medo de grito!’.

Os fogos estão longe de cessar. Sandra fez representação na Corregedoria contra o juiz e solicitou explicações. Ele devolveu na mesma moeda: não só representou a advogada na OAB-SP como também entrou com processo de injúria, calúnia e difamação contra ela. O juiz foi procurado pela revista Consultor Jurídico, mas preferiu não comentar o assunto.

Revista Consultor Jurídico, 6 de abril de 2004, 16h51

Comentários de leitores

11 comentários

Ao Alvaro Benedito contraponho resumo da fábula...

Sandra Paulino (Advogado Autônomo)

Ao Alvaro Benedito contraponho resumo da fábula "Cão/Coelho":2 vizinhos c/filhos e bichinhos de estimação:cão/coelho.Juntoscresceram/amigos se tornaram. Anos depois, família viaja e a outra vê, no domingo, entrar o cão/c/coelho entre os dentes/arrebentado/morto. Apanha muito.Cuidados c/o corpo do coelho fazem parecer um coelho dormindo.Em seguida, ouvem os vizinhos chegando e os gritos das crianças.O dono do coelho parece ter visto fantasma. O coelho... O coelho o que? Morreu! Morreu? Morreu 6ªf! 6ª? Foi, antes de a gente viajar!As crianças o enterraram no fundo do quintal! O cachorro, buscou o amigo, nada mais! É o grande personagem desta estória. O ser humano continua julgando os outros pela aparência, mesmo que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier. É a tendência de julgar antecipadamente. Donos da verdade? Pode ser, mas existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra atirada; a palavra proferida; a ocasião perdida e o tempo passado.O plantão foi acionado imediatamente ao sair da sala de audiências em protesto contra a atitude do juiz e o plantonista fez relatório à Comissão onde o i. colega foi assessor em 1999 e onde há relatórios que o tempo e a memória não apagaram...A comentarista agradece a atenção que ainda desperta no nobre colega.

O nosso dia-a-dia oferece muitas situações de p...

Laor da Conceição ()

O nosso dia-a-dia oferece muitas situações de provocação, de afronta. E em muitos casos não dá para esperar chegar representante de comissão, nem dá para baixar a cabeça e aguentar a afronta. Muitos de nós já vivemos este tipo de situação. Desculpem a expressão, mas ninguém tem sangue de barata. Às vezes se você não responder na hora pode ganhar uma bela úlcera, um cancer, ter um derrame. Não conheço os pormenores do caso, mas, em princípio, me solidarizo com a colega Sandra e endosso as palavras do colega Sergio e da colega Edith.

Deveria a colega também denunciar o respeitoso ...

Gesiel de Souza Rodrigues ()

Deveria a colega também denunciar o respeitoso juiz pelo crime de abuso de autoridade. Esquece-se o magistrado que a fase inquisitorial é feita pela Polícia Judiciária. Em sala de audiência o tratamento deve ser de urbanidade - que lamentavelmente nem sempre o é. O advogado jamais é o problema, pelo contrário, é essencial a Justiça. Enquanto juízes estreitos continuarem a ter tal comportamente perdem todos. Perde os juízes cordatos, respeitosos e ciosos do relevo de sua atividade, que cientes disso desenvolvem seu labor sempre no sentido de obter o fim maior -JUSTIÇA. Perdem os advogados que precisam se altercar com tais autoridades - desnecessariamente. A OAB precisa urgentemente agir de forma contundente contra tais desvarios.

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