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Comentários de leitores

5 comentários

O Poder Judiciário possui, ainda, credibilidade...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

O Poder Judiciário possui, ainda, credibilidade, porém, em minha opinião, não se encontra "num grande momento". Tenho para mim que as principais causas impeditivas do retorno da total credibilidade ainda sao o nepotismo que infelismente ainda campeia em seu seio e o corporativismo que impede a puniçao de seus membros. O Juíz (ainda escrevo com maiúscula) que nao corresponde às exigências da funçao que exerce, deve ser exluido do quadro da magistratura, em qualquer de seus níveis e nao simplesmente aposentados, mas, sempre, após o devido processo legal (inquérito administrativo). Isso, nao só em relaçao aos corruptos, mas também alcançando os incompetentes, preguiçosos e prevaricadores. Mais uma vez eu repito o que sempre disse: o Poder Judiciário deve ser totalmente independente. A escolha dos integrantes dos Tribunais Superiores nao deve, jamais, passar pelas mãos do Presidente da República. Devem, sim, ser escolhidos em lista tríplice pelos Plenos dos Tribunais em que ocorram as vagas - desembargadores federais e estaduais -; através de um Colégio de Presidentes da OAB - caso de advogado -; por um Colégio de Procuradores - caso de membro do Ministério Público estadual ou federal -. A nomeação do escolhido deve ser através de ato da Presidencia do Tribunal em que atuará. Nem o Poder Legislativo deve sabatinar os candidatos. Deve ser tal sabatina, levada a efeito pelo Pleno do Tribunal interessado, em audiências públicas e televisadas através do canal da Justiça. Entristece-me ler notícias sobre destemperos de Ministros do Supremo, indicados e nomeados politicamente pelo Presidente da República. Não honram esses tais, a toga que vestem. Nao se comportam o devido respeito que o cargo exige.

Quem bem sabe o que passa de ruim no judiciário...

MArcos José Teixeira Leite ()

Quem bem sabe o que passa de ruim no judiciário é o próprio jurisdicionado e o advogado, acho que trata-se de um ledo engano do Exmo. Sr. Desembargador, quando afirma que "Judiciário está num grande momento de credibilidade." pois o que se sabe é que o judiciário está num grande momento de descredito, principalmente em função do comportamento de alguns juizes corruptos como ele próprio afirma, somando-se a isso a impunidade e o corporativismo. diante disso não resta no momento outra alternativa qual seja o conntrole externo com punições severas e que os orgãos de classe participe ativamente desse controle.

É lamentável que os operadores do direito não r...

Augusto César Gomes Leite (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

É lamentável que os operadores do direito não respeitem as posições e opiniões de autoridades do porte do Presidente do TJPB, prefirindo, sem qualquer conhecimento da realidade por aquele descrita bombardear em seus pronunciamentos, críticas pelo simples desejo de criticar. Como tenho dito em todas as discussões em que me encontro, a classe dos advogados deveria ser a mais interesseda em defender um Poder Judiciário independente, não sujeito a pressões políticas, como pretendem as classes ploíticas dominantes, uma vez que estarão dando insegurança às decisões a serem analisadas, e que somente uma pequena minoria de advogados pertence a esta classe dominante, no entanto são sempres estes que mais se exaltam pois defendem interesses dos poderosos da hora, que muito possivelmente não o serem horas depois. Assim é necessário criticar apontando soluções, e reconhecendo o imenso esforço feito pelos dignos operadores do direito.

O Brasil já gasta 10% do PIB com o Poder Judici...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

O Brasil já gasta 10% do PIB com o Poder Judiciário. A se implementar esta visão utópica da proporcionalidade que vige na Alemanha, chegará cedo o tempo em que teremos que escolher entre ter irrestrito acesso a um sofisticado processo judicial (o que não quer dizer acesso a justiça, diga-se) ou termos hospitais, escolas etc. A esperança última reside no grande Nelson Jobim, em relação ao qual espera-se, sinceramente, não ocupe o cargo apenas para se promover politicamente.

a ilha de excelência do judiciário paraibano po...

José Ribamar Alves Lins ()

a ilha de excelência do judiciário paraibano pode ser encarada no máximo como mera presunção.aguardemos que os paraibanos se pronunciem, especialmente os profissionais do direito.

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