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Reality show

TV Justiça mostra '24 horas na vida de um juiz' em documentário

Estréia nesta quarta-feira (29/10), às 22h, o documentário "24 horas na vida de um juiz", produzido pela TV Justiça. O programa mostra a vida de dois magistrados, que atuam em localidades diferentes -- uma pequena comarca no interior do Maranhão e um tribunal em Curitiba -- e exercem a magistratura diante de realidades bem diversas.

Que diferenças existem entre aqueles que atuam em pequenas cidades, dos magistrados de grandes centros urbanos? Como vivem os juízes brasileiros? Que pontos unem todos os que escolhem zelar pelo cumprimento das leis? Para responder essas perguntas, a equipe da TV Justiça percorreu mais de cinco mil quilômetros, entre o pequeno município maranhense de Bom Jardim e a capital do Paraná, Curitiba. Tudo para acompanhar 24 horas na vida dos juízes Julio César Prazeres, no Maranhão, e João Koptowski, no Paraná.

Como resultado, o telespectador poderá descobrir, por exemplo, as dificuldades enfrentadas por Julio César Prazeres -- único juiz da comarca que inclui os municípios maranhenses de Bom Jardim e São João do Caru, localizados a aproximadamente 300 quilômetros da capital São Luiz. Com cinco anos na profissão, ele atua em primeira instância. Já o colega João Koptowski é presidente da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada do Paraná e tem vasta experiência -- são 34 anos na magistratura.

Entre pesquisa, produção e edição, "24 horas na vida de um juiz" consumiu um mês até chegar ao resultado final. E, a partir de hoje, operadores do Direito e público em geral conhecerão do trabalho dos dois juízes, o que eles fazem nas horas vagas e detalhes do relacionamento com a família e com os amigos, que também participam do programa. A nova produção da TV Justiça tem uma hora de duração, com reprise no domingo (2/11), às 22h. (STF)

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2003, 16h39

Comentários de leitores

1 comentário

Assisti ao documentário 24 horas na vida de um ...

Helio Rodrigues de Souza (Advogado Autônomo)

Assisti ao documentário 24 horas na vida de um juiz e achei interessante. Proponho para a TV Justiça outro roteiro: " 24 horas na vida de um advogado", com cenas de clientes reclamando da morosidade judicial e culpando o advogado cansado de receber em seu escritório pessoas com problemas de desemprego, saude, dinheiro, depressão esperando o desfecho de um processo previdenciário que pode alterar o modo de viver de suas familias. E logo após que se mostre uma juiza que insiste em negar o direito não só ao processo mas a uma vida com um pouco mais de dignidade. Que se mostre também as cenas de uma juiza que protegida por suas prerrogativas constitucionais insiste em não entender que o desfecho de um processo pode significar a infelicidade de uma família.Vou narrar um dialogo com um juiza que merecia ser cena de filme. Ao saber que o litigante era idoso, desempregado, que não tinha como sustentar a família, que sua esposa estava com diabetes, pressão alta e problemas de depressão e que além disso seu direito estava sendo reconhecido pelo jurisprudencia do tribunal superior a juiza disse que conhecia as decisões do tribunal mas que ela não era obrigada a segui-las e que a instância estava esgotada e que o problema deveria ser resolvido pelo tribunal. Gostei do filme sobre os juizes. Aqueles dois juizes são exemplos de magistrados que dignificam a carreira e conheço muitos juizes como eles. Numa democracia os juizes devem aproximar-se da população. Alguns juizes que deixam todas as decisões para os tribunais estão entupindo a segunda instância. Proponho que os tribunais superiores alertem os juizes de primeiro grau que eles também são co-responsáveis pela morosidade do judiciário e que eles podem colaborar decidindo rapidamente e antecipadamente em casos urgentes. Os JEFs resolvem parte do problema, mas não todo o problema. O direito previdenciário é uma questão de estabilidade social. Esse caos que narrei nesse roteiro pode estar maior do que o judiciário possa imaginar e antes que a população revoltada com as prerrogativas dos magistrados e com a morosidade dos tribunais possa vir a perder o controle sugiro essa pequena solução. Há muitos juizes excelentes como os dois personagens desse filme. Tudo o que eu disse acima é ficção. É apenas o roteiro de um filme, de uma tragédia urbana. É um roteiro digno de Franz Kafka. Meu personagem não existe. Juizas como a que citei não existem. Todas elas são como os juizes retratados no filme.

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