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Quarta-feira, 29 de outubro.

Primeira Leitura: Paulinho diz que terá de pedir desculpas a Serra.

Dinheiro novo

Na primeira reunião do governo com a missão técnica do FMI que está no Brasil para fazer a quinta revisão do acordo firmado no ano passado, o ministro da Fazenda deixou a cautela de lado e anunciou o inesperado: que a revisão está concluída e que, na verdade, as reuniões tratarão de acertar um novo empréstimo para o país, para vigorar em 2004. O FMI bem que tentou negar o propósito do encontro, mas já havia sido atropelado pela versão ministerial.

Ânimo novo

Mesmo negando a negociação sobre uma nova injeção de recursos no país, o chefe da missão do Fundo, Jorge Marquez-Ruarte, também procurou dar boas notícias. Segundo ele, a recessão no Brasil acabou. "Já vemos a recuperação. A inflação e as taxas de juros estão baixando, o real está se apreciando e o risco país está caindo a níveis que não eram vistos há muitos anos".

Missão cumprida

A reação do mercado foi imediata. A cotação do dólar, que abriu em alta, fechou em queda de 0,34%, a R$ 2,86, a menor em uma semana. O risco do país caía no início da noite 2,74%, para 639 pontos básicos. A Bovespa encerrou os negócios em alta de 2,24%, a mais de 18 mil pontos.

Detalhes

Palocci não apenas confirmou o novo empréstimo -- que deverá ser de US$ 10 bilhões, aproximadamente, segundo informações oficiosas -- como prometeu fornecer em dez dias todos os detalhes da operação. E, neste caso, é nos detalhes mora o diabo. O governo brasileiro pretende negociar um relaxamento das contrapartidas. Se conseguir, será uma vitória genuína. Do contrário, será vitória de Pirro.

O alquimista

De todo modo, Palocci comportou-se como um alquimista. Conseguiu transformar em grande feito algo que só denuncia a fragilidade do Brasil. A necessidade de outro acordo com o FMI evidencia que a vulnerabilidade externa do Brasil ainda é imensa, assim como sua dependência. Por isso, nos anos FHC, esse acordos eram sempre criticados por petistas, não eram mesmo?

O jogador

Com a incomum -- e calculada -- sinceridade, o ministro conseguiu reverter, ao menos momentaneamente, certa percepção de investidores de que o Brasil começa a ficar "caro demais". A tradução deste economês é a seguinte: a taxa de risco do Brasil teria chegado a um limite de baixa, e os títulos da dívida do país já estariam valorizados demais. Nesse cenário, os indicadores tenderiam a piorar de agora em diante.

O político

Com a antecipação da notícia do acordo com o FMI, Palocci conseguiu, também, tirar do foco principal do noticiário os escândalos envolvendo ministros e as denúncias da revista Veja de que petistas, durante a campanha, montaram uma operação de guerra contra adversários de Lula e ainda trabalharam pela destruição de provas contra a administração petista de Santo André.

Qual crescimento?

O nível de atividade da indústria paulista, apurado pela Fiesp, cresceu 6% em setembro na comparação com agosto e 5,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o nível de emprego caiu 0,2% em relação ao mês anterior. Ou seja, a produção está crescendo por meio do aumento das horas trabalhadas, não da contratação de empregados.

Assim falou...Paulo Pereira da Silva

"Acho que terei de pedir desculpas ao Serra"

Do presidente da Força Sindical e ex-candidato a vice-presidente, pelo PTB, na chapa de Ciro Gomes (PPS), referindo-se ao tucano José Serra. No ano passado, durante a campanha, Serra foi tratado como suspeito de espalhar denúncias de mau uso de dinheiro público pela Força Sindical. Reportagem da revista Veja, publicada nesta semana, atribui a petistas o esquema de desmoralização do candidato.

O mundo no mundo da mídia

Os atentados que mataram pelo menos 37 pessoas em Bagdá na segunda-feira provocaram uma saraivada de críticas da imprensa mundial à presença das tropas americanas no Iraque. Até mesmo jornais simpáticos à ação dos EUA manifestaram preocupação com a escalada de violência. Segundo o britânico The Independent, a carnificina assinala um momento decisivo na crise iraquiana e representa um teste ao poder de Washington.

O principal jornal saudita, o al-Riad, disse que os EUA deveriam desistir de seus sonhos de controlar não só o Iraque, mas toda região, ou terão de enfrentar novos atentados. Para o diário egípcio al-Akhbar, a mensagem dos atentados foi clara: se não quiserem se afundar em um pântano, os americanos deverão entregar logo o poder aos iraquianos.

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2003, 9h57

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