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Sob suspeita

Violações de direitos faz Anistia Internacional visitar o Brasil

Chega ao Brasil no próximo dia 7 de novembro Irene Kahn, maior autoridade do grupo de direitos humanos -- Anistia Internacional -- considerado o mais influente do Planeta. Ela virá acompanhada de sete membros da Anistia e fará visitas em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Irene Kahn pretende se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista à revista Consultor Jurídico, falando de Londres, o especialista da Anistia para o Brasil, Tim Cahill, explicou o motivo da visita ao Brasil. Segundo ele, "violações estão ocorrendo dramaticamente bem no momento em que os olhos do mundo de focam no Brasil".

"Essas violações têm chocado muitas pessoas, mesmo as que tem trabalhado tantos anos nos direitos humanos no Brasil. Não é de surpreender, portanto, que esses índices de violações tenham aumentado tão dramaticamente. Estão aumentando os números de mortes praticadas pelas polícias do Rio e de São Paulo, os números de indígenas mortos, bem como os números de mortes no campo. Reconhecemos que o governo brasileiro tem um discurso progressista, quer acabar com a miséria e com a fome, mas também se quer ver no Brasil uma proteção e uma segurança que inclua toda a população brasileira", afirmou.

Sem dúvida, o fator que mais contribuiu para a visita de Irene Kahn foi a divulgação, há mês e meio, de relatório do Centro Justiça Global, ONG presidida pelo cientista político norte-americano e professor de Harvard James Cavallaro, e dirigida, no Brasil, pela socióloga Sandra Carvalho. O dossiê da Justiça Global revelava o extermínio de quase 250 agentes de direitos humanos em todo o Brasil.

Em 20 de setembro passado, a paquistanesa Asma Jahangir esteve em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, para investigar grupos de extermínio formados por policiais militares. A relatora de execuções sumárias da ONU encontrou-se com um militante que deu-lhe pistas sobre tais grupos. Há duas semanas, o militante foi assassinado.

Na terça-feira (21/10), a pedido da promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira do Nascimento, a juíza da Comarca de Santo Antônio de Jesus decretou a prisão preventiva dos policiais militares conhecidos como Pomponet e Luis de Bia por suspeita de integrarem o grupo de extermínio que matou o militante.

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2003, 9h22

Comentários de leitores

2 comentários

Muito interessante esse artigo. Apenas uma únic...

Rubens Ribeiro ()

Muito interessante esse artigo. Apenas uma única pergunta? Por acaso os nobre defensores dos "direitos humanos" já estiveram em Cuba? na China? na Coréia do Norte? no Irã? e demais paises onde é proibido ser contra o governo? Seria uma boa ocasião para demonstrarem suas boas intenções visitarem essas nações o quanto antes. Isto é se conseguirem entrar nesses países.

Chegamos à conclusão de que, em nosso País, que...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Chegamos à conclusão de que, em nosso País, quem deve mesmo viver à solta são os bandidos (ladrões, assaltantes, latrocidas, os que usam cargos políticos para cometer suas falcatruas) para os quais há grandes defensores de direitos, e que, para o bem de todos e felicidade geral da Nação, com economia de dinheiro para sustentar os bandidos, acabemos com todas as Polícias, em todos os seus níveis. Fechemos as cadeias e transformemo-las em hotéis para os tais. Entreguemos-lhes a segurança pública, nos armemos todos e que cada um cuide de si, sem lei e sem alma. Se há policiais bandidos, que sejam condenados e que cumpram pena com seus colegas bandidos. O tal de especialista Brasil da anistia internacional (para mim é assim mesmo, pequenininha quando fala do nosso País), fala de Londres e é norte-americano e não se manifesta sobre o que ocorre em seu país, claro, onde se vê sem tetos, sem vida porque mortos pela sua polícia, com fome, sem nada. Antigamente eram os franceses que metiam a colher gratuitamente em nossos assuntos; agora são pessoas de países que não têm respeito por seus habitantes, que se metem a falar do nosso. Esses estrangeiros investigam grupos de exterminio formado por bandidos? Por que? Trazem algum subsidio e cooperam com nossa população para que seja mais protegida? Sabem o que ocorre em seus próprios países, ou vêm de outros Planetas? Será que esses "militantes" que foram mortos, o foram pelos policiais que acusaram? Ou será que o foram por implicação com bandidos e por eles eliminados? Lê-se, do texto, que para os policiais(?)citados foi decretada a prisão "por suspeita" de pertencerem a grupo de extermínio. E para aqueles bandidos que há provas concretas e suficientes, porque não se decreta prisão preventiva? Nossos cidadãos estão ficando cada dia mais Infelizes. Lemos em outro texto deste Conjur de hoje, que para as viúvas de policiais mortos no cumprimento de seu dever, estavam sendo negados os direitos à pensão. Vejam só.

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