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Quarta-feira, 22 de outubro.

Primeira Leitura: Plano de Segurança do governo não saiu do papel.

Cadê o Plano de Segurança?

Lula governa há dez meses, e o tal Plano de Segurança, em cooperação com os Estados, não saiu do papel. Nem mesmo a verba especial para o Rio, conflagrado, foi liberada!

Domingo no parque

Bem, somos todos favoráveis ao desarmamento, certo? Aliás, quem poderia ser a favor de que pessoas andem por aí disparando tiros por causa de briga de trânsito ou por conta de divergências sobre o coração de Tereza? Desde Domingo no Parque, de Gilberto Gil pré-ministro, aprendemos que amor pode combinar com cachaça, mas não combina nem com arma branca... Assim, claro!, Primeira Leitura não poderia deixar de apoiar o tal Estatuto do Desarmamento.

Tédio

Os leitores mais atentos poderiam apontar uma certa defesa preguiçosa do tal estatuto. Não, senhores! Não chega a ser preguiça, mas um certo tédio com essas vagas de opinião pública que varrem o país como panacéia. Ok, sejamos claros: a (in)segurança pública que preocupa vai se alterar de forma significativa com o tal estatuto? Mas não vai mesmo.

Na roda gigante

É até possível que, se bem aplicado e se entrar na categoria das leis "que pegam", tenhamos um número menos de crimes passionais -- embora, a turma do Domingo no Parque não abra mão de resolver seus vermelhos dramas de amor com arma branca...

No complexo da Maré

A pergunta óbvia -- e Primeira Leitura a faz ou ninguém faz, não é mesmo? -- é quem vai ocupar o Complexo da Maré para desarmar os que lá se acoitam, chantageando e submetendo gente de bem às suas vontades? Quem vai impedir o tráfico de armas no Brasil? Quem vai vigiar as fronteiras para que drogas e armas não alimentem a rede criminosa estabelecida nos vácuos de Estado, que deixaram a pobreza entregue aos traficantes?

Com os diabos!

O Brasil não consegue construir um presídio de segurança necessária -- reparem que nem dizemos a tola expressão "segurança máxima" -- para prender um bandido quase pé-de-chinelo como Fernandinho Beira-Mar!

O direito à vida

Primeira Leitura é absolutamente favorável ao desarmamento. Primeira Leitura defende até o direito à vida das saúvas, desde que elas não acabem com o Brasil, sob controle, em seu habitat, mas Primeira Leitura deplora que o estatuto ocupe o lugar errado do debate.

Marketing só não basta

Caiu a popularidade do governo, caiu a avaliação pessoal do presidente Lula e caiu o percentual dos que consideram positiva a condução da economia, da área social e das negociações políticas. Além dessas quedas registradas pela 65ª rodada de pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, o levantamento mostra que a população não esqueceu as promessas de campanha e continua tendo a geração de empregos como a maior preocupação.

Emprego, emprego, emprego...

Até mesmo em perguntas que só muito indiretamente se relacionam com o assunto, os entrevistados demonstram preocupação com o emprego. A pesquisa ouviu duas mil pessoas entre os dias 15 e 17 deste mês, em 195 municípios de 24 Estados.

Números

A avaliação do desempenho do governo Lula foi a pior desde a posse, em janeiro: a avaliação positiva (ótimo e bom) caiu de 48,3%, em agosto, para 41,6% neste mês. A avaliação regular subiu de 38,6% para 42,3%; a negativa oscilou dentro da margem de erro, de 10% para 12,3%. O índice de aprovação do desempenho pessoal de Lula, que em agosto era de 76,7%, caiu para 70,6%. O percentual dos que desaprovam Lula subiu de 16,2% para 20,8%.

Assim falou... Peter Allgeier

"Quem tem mais independência, um país para o qual exportamos US$ 97 bilhões, como é o caso do México, ou um para o qual exportamos US$ 12 bilhões, que é o Brasil?"

Do embaixador e co-presidente americano das negociações da Alca, usando o México, que cresceu muito mais do que o Brasil nos últimos anos, para contestar versões de que Alca poderia atentar contra a soberania do país. Ele participou de seminário em Brasília.

Bolsa de Futuros

As eleições municipais de 2004 podem se transformar em uma disputa federalizada, isto é, movida a temas de abrangência nacional. Segundo a pesquisa CNT/Sensus, 44,4% dos eleitores tendem a escolher o prefeito entre os candidatos que demonstrarem capacidade para atrair investimentos e empregos para os municípios. Essa opção ganhou das outras quatro oferecidas: combate à violência (18,4%); melhora dos serviços públicos e da educação (14,8%); combate à corrupção (8,7%); representar bem o município junto aos governos estadual e federal (7,2%).

Revista Consultor Jurídico, 22 de outubro de 2003, 9h51

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