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Às claras

Pesquisa de preferência eleitoral para OAB-SP gera polêmica

A pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Brasmarket para aferir as preferências da advocacia para o comando da Seccional paulista da OAB -- e que apontou a liderança folgada de Luiz Flávio Borges D'Urso gerou grande polêmica nos comitês. As equipes dos candidatos Vitorino Antunes e Carlos Ergas questionaram os resultados.

Segundo a assessoria de Ergas, o fato de o levantamento ter sido produzido por encomenda de Raimundo Hermes Barbosa e de Everson Tobaruela, que hoje apóiam D'Urso, "deixa dúvidas no ar". A revista Consultor Jurídico, apontada como patrocinadora da pesquisa, na verdade, apenas prontificou-se a divulgar seus resultados, assim como faz com toda notícia de interesse da comunidade.

O advogado Eduardo Carnelós, ex-presidente da Aasp e que apóia Vitorino Antunes, considerou "muito curiosos" os dados da pesquisa feita com 2.122 advogados de 13 a 17 de outubro. Responderam a entrevista 1.062 homens e 1.060 mulheres na capital, Grande São Paulo e interior. Luiz Flávio Borges D'Urso está em primeiro lugar com 24,6% da preferência eleitoral. (Saiba as posições dos outros candidatos no link que está no final da notícia).

"Está bem que pesquisa de intenção de voto, quando feita segundo critérios científicos, deve ser considerada como o retrato de determinado momento numa campanha eleitoral, inclusive para que os candidatos que apresentem baixos índices de intenção de voto possam ter conhecimento disso e dos setores onde têm menor aceitação. Contudo, para que se possa aceitar os resultados, é fundamental que se saiba qual a metodologia empregada, o critério de divisão sócio-econômica para a escolha das regiões a serem pesquisadas, o meio de formulação das entrevistas (se pessoal ou telefônico, e se em domicílio ou aleatoriamente, na rua) e, fundamentalmente, é preciso conhecer o questionário apresentado nas entrevistas", afirmou Carnelós. Segundo ele, também "é de bom tom saber quem contratou o instituto".

Para o advogado, "a credibilidade dos resultados apresentados pode ser desde logo aferida pelo fato de constar, dentre os 'candidatos' à presidência da Ordem, o nome de Aylton Gimenez, que há mais de dois meses deixou de ser candidato para se compor com Pitô".

Carnelós ressaltou ainda os índices de entrevistados que se declararam indecisos. "E não se sabe qual foi o fator usado para fazer a média ponderada, o que é bastante conveniente para 'justificar' posteriores resultados diferentes do 'retrato' feito pela pesquisa", disse.

De acordo com o ex-presidente da Aasp, "a pesquisa mais parece peça de propaganda, mas da pior espécie, pois segue a máxima de Goebbels, segundo a qual, pela repetição exaustiva, pode-se transformar mentira em verdade".

E acrescenta: "Quem mantém contato com a advocacia -- e não se limita, portanto, a defender interesses estranhos a ela, para cuja atuação recebe farta quantia de dinheiro capaz de proporcionar campanha milionária, como nunca se viu antes na Ordem -- sabe que Vitorino Antunes tem recebido significativos apoios por todo o Estado e, portanto, não pode contar com o índice de intenção de votos que lhe é atribuído pela 'pesquisa' divulgada".

Revista Consultor Jurídico, 22 de outubro de 2003, 17h34

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