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Debate nacional

Campanha nacional para erradicação de trabalho escravo é lançada

O secretário-geral da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Jorge Maurique, que representou hoje a entidade no lançamento da Campanha Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, na Câmara dos Deputados, afirmou que o País esta saindo da fase meramente de indignação com essa forma de exploração da mão-de-obra e partindo para ações concretas e efetivas, que levem à sua extinção no seio da sociedade brasileira.

"A importância dessa campanha é para que nos conscientizemos de que já passou a fase da indignação com a existência do trabalho escravo no Brasil", disse o representante da Ajufe." É momento de passarmos à ação e aprofundarmos as ações já desenvolvidas na erradicação do trabalho escravo no País".

O juiz Jorge Maurique considerou "uma vergonha que num país que se pretende a oitavas economia mundial existam ainda parcelas da produção exploradas por meio da mão-de-obra escrava". Ele afirmou que a entidade dos juízes federais do Brasil está engajada firmemente na campanha lançada hoje, unindo-se aos demais órgãos que apóiam a luta contra o trabalho escravo no Brasil.

Para o Jorque Maurique, a importância do lançamento da campanha está também no fato de que ela propiciará um resgate da dignidade para os brasileiros. "Erradicando de nossa sociedade a prática dantesca do trabalho escravo, não precisaremos mais nos envergonhar do fato de sermos brasileiros e convivermos num país com cidadãos iguais a nós, nossos irmãos, explorados como trabalhadores escravos. Essa campanha visa justamente a acabar com essa vergonha nacional", sustentou o representante da Ajufe.

O secretário-geral da Ajufe participou do lançamento da Campanha

Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, no Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara dos Deputados, ao lado do presidente da Casa, deputado João Paulo Cunha (PT-SP); do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto; do ministro do Trabalho e Emprego, Jaques Wagner; do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda; da procuradora-geral do Trabalho, Sandra Lia Simon, e da coordenadora nacional do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho, Patrícia Audi. A campanha é coordenada pela OIT e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência do Secretário. (Ajufe)

Revista Consultor Jurídico, 22 de outubro de 2003, 17h56

Comentários de leitores

2 comentários

Após ter feito meu comentário acima, li no Jorn...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Após ter feito meu comentário acima, li no Jornal O Estado de São Paulo, que o Sr. Procurador Geral da República, Sr. CLÁUDIO LEMOS FONTELES (assim, em maiúsculas), alertou o presidente da República sobre o corte de R$ 4 bilhões da Saúde, e que seriam desviados para outros assuntos que são contemplados no Orçamento. Alerta o ocupante da presidencia da República, para o crime de lesa-Constituição que está em vias de cometer com esse tresloucado ato. Mas, na mesma notícia, leio que o DOUTOR PROCURADOR DA REPÚBLICA (assim, em maiúsculas), possui hombridade no exercício do importantíssimo cargo que ocupa - ao contrário do Brindeiro -, demonstrada AO DENUNCIAR O deputado federal inocencio de oliveira (assim mesmo, pequenininho) POR SUBMISSÃO DE TRABALHADORES RURAIS À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVOS. E olha que foi conduzido ao cargo, pelo ocupante da presidencia da República. Renovamos nossas esperanças com a leitura dessas notícias, que devem ser lidas por aqueles citados no comentário anterior, pensadas e que tomem vergonha e cumpram também com os seus poderes-deveres.

Ué!? o Ministério do Trabalho e Emprego (nome p...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Ué!? o Ministério do Trabalho e Emprego (nome pomposo, não?)não possui corpo de fiscais para verificarem as condições de trabalho nesses locais? Não tem esse Ministério também essa função? Para que servem as Delegacias Regionais do Trabalho? As Procuradorias Regionais do Trabalho servem para que? Infelizmente, em nosso País, nada se faz além de reuniões e muito blá, blá, blá, para efeito de aparecimento na mídia. Campanhas são a forma que nossos políticos utilizam para aparecer na mídia. DEVERIAM TRABALHAR, EXERCENDO, DE FATO OS PODERES QUE OS CARGOS QUE OCUPAM LHES CONFEREM. Conscientes estamos todos nós cidadãos comuns, dos graves problemas que assolam nosso País. Quem deles não se conscientizam são aqueles que ocupam cargos que, para eles, significam, apenas, meio de ganhar o seu dinheiro. Se somos a oitava economia, no mundo, isso se deve ao fato de sermos os primeiros em tributos sobre a classe produtiva.

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