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Quinta-feira, 16 de outubro.

Primeira Leitura: Lula reconhece deficiência do governo na educação.

Bom momento

O Brasil fez ontem a quinta e maior captação soberana no mercado global do governo Lula. Vendeu US$ 1,5 bilhão em títulos para investidores, com vencimento em 2011, e o dinheiro será diretamente incorporado às reservas internacionais, sem passar pelo mercado de câmbio.

Mais que o esperado

Se quisesse, o Banco Central teria captado mais porque a demanda pelos papéis brasileiros foi superior a US$ 5 bilhões, receptividade com a qual nem o governo contava, já que programava, inicialmente, uma emissão menor, de cerca de R$ 1 bilhão. Apesar das condições favoráveis -- demanda forte, num momento em que a taxa de risco do país está abaixo de 600 pontos, patamar inédito desde julho de 1998 -- o governo brasileiro decidiu não ampliar muito mais a emissão.

Estratégia correta

O governo fez bem em não emitir mais. Está contando com uma melhora ainda maior do ambiente, o que deve ocorrer, pois há um movimento global de valorização de papéis de países emergentes. É bom aproveitar o período de bonança. E, de preferência, preparar o país para a próxima turbulência internacional.

2004 é agora

No mês passado, o Banco Central anunciou que o governo pretende captar até US$ 5,5 bilhões no exterior no ano que vem. Parte dessas emissões, contudo, poderá ser antecipada para este ano -- como foi o caso, ontem.

Aquecimento

A produção industrial paulista voltou a crescer em agosto (1%) depois de quatro meses consecutivos de queda. Outro indicativo de algum aquecimento: em setembro, o governo arrecadou 6,68% a mais na comparação com agosto, de acordo com a Receita Federal. O recolhimento da Cofins (imposto que reflete o ritmo da atividade) cresceu 2,88%.

Vergonha

Pesquisa da Fundação Procon-SP feita em outubro mostra redução de 0,16 ponto percentual na taxa média mensal cobrada no cheque especial. Com isso, o percentual cobrado de quem excede o limite do cheque atingiu, neste mês, o menor patamar desde que a pesquisa foi implantada, em 1995. Parece uma boa marca, mas a redução tão pequena é vergonhosa se confrontada com a queda da taxa básica de juros da economia, que tem sido muito mais intensa.

Provocação ao Judiciário

Menos de uma semana depois de a relatora das Nações Unidas para execuções sumárias, Asma Jahangir, ter anunciado a disposição da entidade de enviar ao Brasil um representante para investigar o Poder Judiciário, a ONU anunciou a visita de um novo relator, Miguel Petit, que estará no país entre os dias 3 e 14 de novembro.

Segundo Petit, o objetivo da viagem é verificar a situação da venda de crianças brasileiras, da prostituição infantil e do uso de menores em pornografia. E saber o que a Justiça brasileira está fazendo para resolver a questão.

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

"Nós sabemos que não temos o direito de ficar reclamando com mais ninguém, porque o povo nos elegeu para cuidar disso."

Do presidente da República, reconhecendo, em seu discurso no Dia do Professor que não fez nem 10% do que havia prometido para a educação.

A história como ela é

É uma aberração a troca que o Banco Central está promovendo de dívida cambial por LFTs (Letras Financeiras do Tesouro). Os títulos cambiais pagam 2% ao ano de juros, mais a valorização do dólar, que tem sido nenhuma. E, sob patrocínio do Estado brasileiro, esses títulos estão sendo trocados por LFTs que pagam juros do overnight, ou seja, 20% ao ano.

Não por acaso, banqueiros não param de elogiar a atuação do Banco Central, já que estão trocando um investimento por outro que rende 10 vezes mais. Não por acaso, igualmente, o Brasil está se tornando o queridinho dos investidores. Ninguém no setor financeiro está se convertendo aos valores do PT, evidentemente. Dá-se, justamente, o processo contrário.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2003, 11h48

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