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Nomes do Banestado

Luiz Francisco rebate afirmação de presidente da CPI do Banestado

O procurador Luiz Francisco rebateu a afirmação do presidente e do relator da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros e deputado José Mentor, respectivamente, de que não informou à Comissão os nomes dos 400 políticos acusados de mandar dinheiro ilegalmente para o exterior.

Segundo Luiz Francisco, o senador sequer enviou ofício requerendo os 400 nomes. "Ele [Paes de Barros] disse que ia requerer e não me enviou pedido algum. Eu, ao contrário, enviei ofício e disse que o número de nomes de políticos e servidores estava em mais de mil. Por isso, o senador ou mentiu ou enviou o ofício a outro procurador ou qualquer coisa assim", afirmou.

A assessoria de imprensa de Paes de Barros afirmou que o perito Renato Barbosa, da Polícia Federal, foi intimado a informar os 400 nomes, mas enviou ofício ao presidente da CPI alegando que as investigações feitas pela força tarefa coordenada por Luiz Francisco ainda não permitiram "a identificação das pessoas proprietárias de recursos no exterior".

Luiz Francisco disse que, numa reunião reservada, "ensinamos a CPI a procurar nomes e fornecemos 441 nomes. Esta é que é a verdade. Evidentemente que nos 441 nomes há homônimos, mas pelo menos uns 30% são nomes corretos."

O relator da CPI, deputado José Mentor, disse que "o procurador, que nos acusa de não querer investigar os políticos suspeitos, não está colaborando com a CPI". Ao tomar conhecimento do ofício, o senador Heráclito Fortes disse que a postura de Luiz Francisco "é um blefe do procurador, que demonstra novamente ser um procurador de meias investigações".

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2003, 15h24

Comentários de leitores

13 comentários

A certeza da impunidade faz qualquer um pleitea...

Marcos (Advogado Autônomo)

A certeza da impunidade faz qualquer um pleitear uma acareação com o acusador até mesmo em horário nobre da TV. Pode-se, inclusive, convencer a platéia da própria inocência, mediante o uso de dotes dramatúrgicos. Aliás, para se convencer o Judiciário e os órgãos de controle estatal da não culpabilidade dos investigados, não se necessita de tanto. Basta exigir dos ocupantes de cargos estratégicos em tais órgãos a contraprestação por terem sido guindados a tais postos. Queiram ou não, é assim que funciona. E isso é tão comum que os adeptos de tais práticas, mesmo quando flagrados "com a boca na botija", consideram-se acima de qualquer suspeita. Gostaria de saber como se portariam diante do olhar embaraçoso de um filho ou quando tiverem que ajustar as contas com o responsável pela Justiça Divina.

Esclareça-se ao Sr Antônio Marcos seu total equ...

Fernando J C Pereira ()

Esclareça-se ao Sr Antônio Marcos seu total equívoco. Primeiramente, pelo menos no caso do Ministro Eduardo Jorge este não apenas declarou inumeras vezes não ter cometido qualquer dos ilícitos denunciados por LF como também pediu que o Senado Federal convocasse ambos para debaterem e se acarearem. LF se recusou. Em segundo lugar que informe-se, também, que ninguem é mais chicaneiro que o Procurador Luis Francisco. Este já falsificou ofícios e dados em processos para incriminar seus desafetos entre eles o ex Presidente da OAB Amaury Serralvo. Declara que não fez o que fez e depois declara que mentiu por razões nobres em processos em que é acusados de calúnia quando vazou mentiras e depois responsabilizou a reporter. Quosque tandem abuterem?

A grande desvantagem do baixo clero é não poder...

Marcos (Advogado Autônomo)

A grande desvantagem do baixo clero é não poder se valer do anominato nem das inúmeras chicanas processuais para se subtrair das conseqüências penais ou não dos próprios atos. Quanto aos acusados pelo sr. Luis Francisco, nunca vi um deles dizer que não cometeu tal ou qual ilícito. Apenas afirmam (e isso lhes basta num Estado infiltrado pela criminalidade) que ninguém possui provas que os incrimine. Aliás, é essa infiltração que me traz a certeza de que a impunidade continuará grassando neste país. Por isso, permitam-se insistir no brinde àqueles que se valem da falta de controle da coisa pública para alcançar, única e tão-somente, os próprios e mesquinhos interesses.

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