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Recurso negado

Supremo rejeita queixa-crime contra deputado Darci Martins Coelho

O procurador da República Mário Lúcio Avelar não conseguiu reverter a rejeição de uma queixa-crime contra o deputado federal Darci Martins Coelho (PFL-TO). O parlamentar é apontado como autor de crimes de calúnia, injúria e denunciação caluniosa.

A decisão unânime é do Plenário do Supremo Tribunal Federal, que acompanhou o voto do relator, ministro Marco Aurélio. Os ministros rejeitaram o agravo no inquérito em que o procurador pedia a nulidade de decisão monocrática do ministro Maurício Corrêa que rejeitou a queixa-crime contra Coelho.

Segundo o procurador, o deputado deu entrada, no Ministério Público, de notícia-crime em que o acusava de enriquecimento ilícito e, "não satisfeito, cuidou de dar ampla divulgação do fato na mídia", nas edições de 5 e 7 de dezembro de 2002 dos jornais Folha Popular, de Tocantins, e Folha de São Paulo.

No agravo, Avelar pedia a nulidade da rejeição da queixa-crime, por violação ao artigo 294 do Regimento Interno do STF. Segundo o dispositivo, tanto o recebimento como a rejeição da queixa-crime constituem atos do Plenário e que apenas com relação ao crime de denunciação caluniosa é que poderia haver decisão monocrática, rejeitando a queixa.

Segundo o ministro Marco Aurélio, relator do inquérito, o argumento de nulidade é improcedente. O ministro citou o parágrafo 1º do artigo 21 do Regimento Interno do STF, que se aplica independente da natureza da ação. Diz que o relator poderá arquivar ou negar seguimento a pedido a recurso intempestivo, incabível ou improcedente e ainda contrariar a jurisprudência predominante do Tribunal.

Marco Aurélio afirmou que Corrêa negou seguimento a pedido manifestamente incabível. O objetivo da norma regimental, salientou, não é outro senão de evitar a sobrecarga desnecessária do colegiado, e rejeitou a preliminar de nulidade.

Quanto ao mérito, Marco Aurélio ficou com a argumentação da Procuradoria-Geral da República de que a veiculação das notícias nos jornais se deu a partir do exercício do mandato de deputado federal.

"A imunidade alcança as três figuras: a injúria, a calúnia e a denunciação. Pouco importa que a representação encaminhada ao procurador-geral da República contra o membro do Ministério Público, bem como o que contido nos discursos da tribuna da Câmara, tenham extravasado, alcançando o noticiário. O fato decorreu das acusações feitas, estando coberto de qualquer forma pela imunidade", disse Marco Aurélio. A decisão foi unânime. (STF)

Inq 1.920

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2003, 19h59

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