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Quarta-feira, 15 de outubro.

Primeira Leitura: nível de emprego na indústria paulista subiu 0,29%.

Tudo bem no ano que vem

A agência de classificação de risco Fitch divulgou ontem seu relatório trimestral para a América Latina em que elogia o Brasil e prevê uma recuperação econômica "robusta" em 2004.

País que vai prá frente

Com isso, o mercado voltou a apostar na melhora da nota do país, e a taxa de risco no início da noite havia desabado 4,8%, para 575 pontos básicos, a menor desde julho de 1998. O C-Bond, um dos principais títulos da dívida externa, foi negociado pela cotação recorde de 94,62% do valor de face.

O Brasil dos mercados

O otimismo tomou conta do mundo financeiro. A Bovespa fechou em alta de 0,64%, a 18.178 pontos, melhor nível desde março de 2000. No mercado futuro, as taxas de juros voltaram a recuar.

O Brasil dos brasileiros

O Brasil dos mercados, porém, contrastou ontem com o Brasil dos brasileiros, no qual se viam estatísticas abomináveis. As vendas do varejo no país caíram em agosto 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado mostrou, ao contrário do que previa o IBGE, um recrudescimento da crise econômica, apesar dos três meses seguidos de redução da taxa básica de juros, processo que começou em junho.

Ano perdido

Que haveria queda de vendas, isso era sabido, mas o instituto esperava que fosse menor do que o percentual registrado em julho, de - 4,4% em relação a julho de 2002. Para o técnico do IBGE, Nilo Macedo, o ano está perdido para o comércio.

Fala, IBGE

Nilo Macedo, que apresentou a pesquisa sobre as vendas do comércio, não fez previsões em relação a 2004, mas deixou claro que não há mágica nessa área. "Não importa que a taxa de juros esteja melhor, o ambiente econômico mais favorável e o câmbio esteja estabilizado", avisou, referindo-se à euforia do mercado. "Enquanto houver uma situação de desemprego e queda da renda, dificilmente o setor comercial vai retomar seu crescimento."

Fala, Fiesp

O nível de emprego na indústria paulista subiu 0,29% em setembro, o que corresponde à criação de 4.383 vagas, segundo levantamento da Fiesp. É a primeira alta desde março deste ano. Em 12 meses, o saldo é negativo: foram fechadas 19.425 vagas. Clarice Messer, diretora do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas da entidade, disse não ver recuperação do mercado interno. O aumento do emprego ocorre atrelado ao bom desempenho das exportações.

Menos renda, mais imposto

Na há renda na sociedade, mas o governo pensa em reduzi-la ainda mais, não corrigindo a tabela do Imposto de Renda, uma forma de transferir mais dinheiro para o Estado. Ou seja, eventual reposição de perdas salariais decorrentes da inflação acabará confiscada em parte pelo Leão. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC enviou carta ao ministro Antonio Palocci (Fazenda) reivindicando a correção da tabela. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário considera o congelamento é ilegal e calcula que a tabela de IR precisaria ser corrigida em 54% em 2004.

Assim falou... Guido Mantega

"O lançamento do PPP nada tem a ver com o de Alcântara"

Do ministro do Planejamento, numa analogia mais do que infeliz ao apresentar o programa Parceria Público-Privada (PPP) ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O acidente na Base de Alcântara, no Maranhão, matou, no dia 22 de agosto, 21 funcionários do Centro Técnico Aeroespacial de São José dos Campos (SP), e interrompeu o programa espacial brasileiro.

Blefes da história

Durante o apagão do governo FHC, especialistas em energia ligados ao PT saíram a público a dar aulas de planejamento, a opinar sobre falhas no modelo, a apontar erros. Lula ganhou a eleição, e esses especialistas foram para o governo. Pois bem, Lula vai encerrar seu primeiro ano de governo sem um modelo para o setor, igualzinho a FHC. Aliás, o novo modelo para o setor elétrico, que o Ministério de Minas e Energia promete enviar ao Congresso para ser apreciado ainda neste ano, está provocando divisões dentro do próprio governo.

Em reunião no no Rio, na sexta, o Ministério da Fazenda fez várias restrições à proposta em elaboração pelo de Minas e Energia. Os secretários de Política Econômica, Marcos Lisboa, e de Acompanhamento Econômico, José Tavares, apontaram falhas no projeto apresentado pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim. Detalhe: enquanto o nó energético não for desatado, o Brasil não poderá crescer de forma sustentada.

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2003, 11h19

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