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Servidor público pede em outdoor julgamento de processo

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O jornal O Estado de S. Paulo noticia nesta quinta-feira (9/10) que, depois de esperar durante três anos por uma decisão da Justiça, um funcionário público de Sorocaba, Laércio Dias, perdeu a paciência. Investiu R$ 500 na montagem de um outdoor em que faz um pedido às autoridades - "Por favor, julguem meu processo" - e o instalou em um dos acessos à cidade, na rodovia José Ermírio de Moraes. O outdoor tem o número do processo - 2001.61.10.008233-0.

Servidor público da União, com 37 anos, Dias era agente da Polícia Federal e foi deslocado para outra área. Por esta atividade ele reclama pagamento de diárias, num valor inferior a R$ 4.000.

"Não faço só por mim, mas também pelas pessoas que são obrigadas a esperar vários anos por um julgamento." Segundo o Fórum Federal da cidade, o processo de Dias é de 2001 e está em fase de julgamento. O fórum tem dois juízes para cuidar de 26 mil processos.

José Maria Tomazela é jornalista de O Estado de S. Paulo

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2003, 13h50

Comentários de leitores

3 comentários

Ué! Desde quando servidor público tem dinheiro ...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Ué! Desde quando servidor público tem dinheiro para pagar outdoor? Ainda mais sendo servidor da União. Estão os servidores públicos federais sempre reclamando que seus salários são baixíssimos, que não têm aumento há vários anos. Opa! O reclamante é policia federal e não reclama de salários atrasados, mas, sim de DIÁRIAS. Assim sendo, deve esperar pelos trâmites normais do processo, como o fazem os milhões de pessoas que aguardam, não o julgamento de seus processos, MAS SIM, SEJAM PAGOS OS SEUS PRECATÓRIOS ALIMENTARES, determinados em processos já julgados e que não são cumpridos pelos chefes dos executivos (assim mesmo, em miúdo). Feliz do reclamante que lhe devem apenas alguns trocados de diárias.

Sobrecarregam o judiciario com impetracoes, mui...

Paulo Renato da Silva ()

Sobrecarregam o judiciario com impetracoes, muitas vezes espurias e que em sua maioria poderiam concluir-se em primeira instancia, a mais importante, pois e quando ouvem-se as partes e testemunhas, e o manancial didatico juridico e o mesmo do inicio ao fim. O problema e que existe a industria dos recursos e mais recursos, mesmo casos incontestes, e volto a frizar poderiam ter sido concluidos a primeira instancia, mas os interesses financeiros tem voz mais ativa e com correcao infima, como diz o ditado popular, empurrar com a barriga e mais vantajoso. Em plena era da informatica e do "on line" e inaceitavel que estes recursos de conveniencia alastrem-se por mais de ano, muitas vezes definhando autor ou reu. Ha muitas coisas imensuraveis que acontecem no interim de uma acao, que podem levar o ser humano ao desespero. urge a reforma judiciaria.

Muitíssimo interessante a notícia (se a moda pe...

Maria Lima Maciel ()

Muitíssimo interessante a notícia (se a moda pega...), aliada à alegria, sempre renovada, de lembrar, mais uma vez, o querido jornalista JOSÉ MARIA TOMAZELA, honestíssimo e mais do que competente profissional, uma pessoa que, mal você acaba de conhecer, já vira seu "tipo inesquecível". Muitos advogados querem levar uma notícia ao jornal, e, ao mesmo tempo, não querem que seu nome venha à tona, por razões mais do que óbvias (uma delas, não antipatizar o Tribunal...). Com o Tomazela, pode-se dormir em paz... Saudoso abraço, até mais! Maria Lima Maciel

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