Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quinta-feira, 9 de outubro.

Primeira Leitura: "Lula gosta de tudo que é contra o Judiciário."

A hora dos eufóricos

A expectativa de elevação na nota do Brasil pelas agências de classificação de risco provocou ontem melhora substancial de todos os indicadores financeiros. A taxa de risco do país caiu ao menor desde julho de 1998. O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, alcançou a cotação histórica de 93,5% do valor de face.

A hora dos eufóricos - 2

A Bovespa fechou em alta de 1,92%, com quase 17.804 mil pontos, a maior pontuação desde janeiro de 2001. Há outros detalhes que comprovam o vigor dos negócios: só ontem, o volume financeiro chegou a R$ 1,46 bilhão, giro que não se vê num pregão normal (ou seja, sem operações especiais) desde janeiro de 2001. Com o resultado, a alta da Bovespa em 12 meses já é de 100%.

Face luminosa

Toda essa euforia ocorreu porque a Moody's e a Standard & Poor's melhoraram os ratings de países emergentes. A Moody's deu um upgrade de dois graus na nota da Rússia. A S&P melhorou os ratings da Malásia, da Indonésia e da Tailândia. Para operadores, é provável que uma delas, especialmente a Moody's, decida melhorar a avaliação do Brasil nos próximos dias, reconhecendo a face luminosa do governo Lula: a aprovação do mercado financeiro à sua política econômica.

Face sombria

Euforia no mercado, depressão na economia real. A diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Messer, disse que ainda é prematuro afirmar que a indústria brasileira esteja em recuperação. Dá para dizer apenas que a produção parou de cair.

Realismo de resultados

O presidente da CUT, Luiz Marinho, entregou ao presidente Lula a proposta de criar frentes de trabalho nas áreas de limpeza, saneamento básico e construção de casas populares. Segundo Marinho, o crescimento, previsto para o último trimestre deste ano, terá impacto na redução do desemprego apenas no fim do primeiro semestre do ano que vem.

Realismo de resultados - 2

Não se ouviram de Marinho críticas à política econômica. Nem elogios. Marinho apenas constata realidades e, com esse perfil calculadamente realista, vai confirmando seu papel de coadjuvante no projeto de poder do PT, do qual a CUT é aliada. Ele expõe os problemas de forma fria e racional e propõe alguma medida atenuante até o dia em que tudo vai melhorar. O quando vai melhorar, no caso, é irrelevante. Com seu discurso de amanhãs floridos, governo e central sindical mantêm a esperança popular tonificada.

A novidade é o poder

Os mais críticos devem desconfiar da atuação de Marinho como sindicalista -- é governista demais, dirão. Não deveriam perder tempo com suspeitas, mas sim olhar com crueza o que nem Marinho, sejamos justos, esconde. Marinho é explícito na intenção e no gesto: ele faz parte de uma estratégia e de um marketing políticos que não são novidade nem na CUT nem no PT. A única novidade é que, agora, os siameses partido e central chegaram ao poder.

Correção de lentes

Se existe algo a ser corrigido nesse trajeto é a visão que os brasileiros têm do sindicalismo. A idéia difundida pela própria CUT de que haveria um sindicalismo independente, a serviço unicamente do interesse do trabalhador, mais uma vez foi desmentida na vida real.

Gravidez pelo ouvido

O presidente Lula engravidou uma agente da ONU pelo ouvido. O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) anunciou que as Nações Unidas devem enviar um relator ao Brasil para inspecionar o Judiciário. O anúncio foi feito depois da reunião de Lula com a relatora especial da ONU para Execuções Sumárias, Asma Jahangir.

O Iraque é aqui?

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, criticou a proposta. "Essa senhora não entende nada sobre como funciona o Judiciário no Brasil." Corrêa atacou Lula por ter apoiado a idéia: "O governo tem gostado de tudo que é contra o Judiciário". O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, também reagiu negativamente: "Essa idéia nos coloca no mesmo plano do Iraque. Nós somos o quê? Uma República submetida a um controle internacional?".

Assim falou... Marco Aurélio Garcia

"Não nos peçam para entregar o país"

Do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, rebatendo as críticas de ministros da área econômica do governo à atuação do governo brasileiro nas negociações comerciais para a formação da Alca.

Lances de uma guerra estranha

"Que não reste dúvida: até o fim, Saddam Hussein sempre preservou a ambição de ameaçar o mundo com armas de destruição em massa." Essa é a mais nova desculpa da Casa Branca para justificar a invasão do Iraque e a deposição de seu ditador. A frase é de Condoleezza Rice, assessora nacional de segurança de George W. Bush, e faz parte de uma ofensiva publicitária do governo para tentar recuperar o estrago em sua imagem produzido pelo relatório ao Congresso de David Kay, o inspetor de armas do próprio governo americano, que disse aos parlamentares que, até agora, nada de realmente importante foi encontrado.

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2003, 14h18

Comentários de leitores

5 comentários

Ninguem conhecia o PT? É isso aí!! Nem a Erundi...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Ninguem conhecia o PT? É isso aí!! Nem a Erundina aguentou esse pessoal.

Para um governo que se espelha em Cuba como mod...

José Israel de Oliveira ()

Para um governo que se espelha em Cuba como modelo de nação, poderiamos esperar o que? É eviddente que busca-se uma política para desestabilizar as instituições para poder estabelecer uma ditadura socialista no país. No entanto, até mesmo para realização de tal feito exige-se competência. E isso falta ao governo...Nunca um governo promoveu tanta besteira por metro cúbico como esse. É simplesmente inacreditável.

Muito bem colocado, Udilberto Jaime Lobo. Isso ...

Paulo André Bueno de Camargo ()

Muito bem colocado, Udilberto Jaime Lobo. Isso revela apenas uma das inúmeras das contradições entre o discurso e a prática de alguns petistas.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 17/10/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.