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Quarta-feira, 8 de outubro.

Primeira Leitura: produção industrial nacional caiu 1,8%.

Espetáculo lamentável

O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) demonstrou irritação ontem com o Ministério das Relações Exteriores ao falar da reunião preparatória para a Alca, realizada na semana passada, em Trinidad e Tobago. Furlan reclamou que os ministros que integram a Câmara de Comércio Exterior (Camex) não receberam cópia da proposta que o Brasil levou para o encontro. E disse que tem se inteirado sobre o assunto pelos jornais.

Muy amigos...

"Não tenho informações intragovernamentais sobre o que foi discutido na última reunião da Alca. O noticiário que eu tenho é o que estou lendo", afirmou. Primeira Leitura apurou que integrantes do governo tomaram conhecimento da proposta brasileira por intermédio de um ministro argentino.

Líder isolado?

Furlan lembrou que o Brasil tem uma responsabilidade adicional no processo de negociação por ser co-presidente das negociações para formação do bloco e que, por isso, não pode ter uma posição individual. Na reunião, a proposta brasileira não obteve apoio nem sequer do Uruguai e do Paraguai, membros do Mercosul.

Avexado

As declarações de Furlan foram feitas um dia depois de o ministro Roberto Rodrigues (Agricultura) ter criticado a atuação do Itamaraty no encontro. Rodrigues disse ter ficado "encabulado" com os resultados da reunião e considerou a posição brasileira "rígida e intransigente".

Nem o Peru quer

O isolamento do Brasil nas negociações comerciais ficou ainda mais patente ontem, quando o Peru confirmou seu desligamento do G-21, bloco formado por países em desenvolvimento, para se contrapor às propostas dos países ricos na reunião da OMC, realizada em Cancún, entre os dias 10 e 14 de setembro. O grupo foi constituído por iniciativa do governo brasileiro. Leia mais em www.primeiraleitura.com.br .

Queda livre

A produção industrial nacional caiu 1,8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo levantamento do IBGE divulgado ontem. É o quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Os bens de capital apresentaram queda de 3,1%, puxada principalmente pelo mau desempenho da indústria metalúrgica, com índice negativo de, atenção, 30,8%!

Discretíssimo

Entre julho e agosto, houve crescimento de 1,5% -- número que deverá ganhar o maior destaque da mídia, claro. Esse desempenho mensal positivo, contudo, é discreto na avaliação do próprio IBGE. Segundo o instituto, há uma recuperação moderada da atividade, que atingiu especialmente os bens duráveis (+5,2%), como os automóveis.

Recessão durável 1

O setor foi beneficiado pela redução do IPI e pelas melhores condições de financiamento devido ao recuo na taxa básica de juros. A queda da renda e o elevado desemprego, no entanto, reduziram a produção de bens de consumo semi e não-duráveis -- alimentos, remédios e roupas.

Recessão durável 2

As vendas da indústria brasileira caíram 2,86% em agosto se comparadas com o mesmo mês de 2002, mas registraram melhora em relação a julho, com alta de 3,77%, informou a ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Desconto em folha

Enquanto isso, o mercado financeiro comemora: a taxa de risco do Brasil recuou pelo quarto dia consecutivo, para 633 pontos. É o menor patamar desde janeiro de 2000.

Assim falou... George W. Bush

"As decisões que ele tomou para defender seu povo são válidas. Nós teríamos feito a mesma coisa."

Do presidente americano, referindo-se a premiê israelense, Ariel Sharon, e dando sua aprovação final aos ataques contra a Síria do último domingo.

Bolsa de apostas

A Medida Provisória do governo que permite atrelar empréstimos bancários à folha de salários já começa a dar frutos. Depois da jabuticaba e da pororoca, temos mais uma invenção tipicamente nacional: sindicato que embolsa taxa de corretagem por empréstimos contraídos por seus filiados. A Força Sindical, que firmou um acordo com o Banco Santader/Banespa, anunciou que pretende firmar pelo menos 500 mil contratos já no primeiro ano.

Tal desempenho lhe renderia R$ 7,75 milhões em comissão! Que ninguém duvide de que esse "custo de corretagem" vai ser incluído no custo do empréstimo, ou seja, na taxa de juros. Está aí a mais nova invenção nacional: sindicato trabalhista colaborando com o spread dos bancos...

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2003, 10h02

Comentários de leitores

1 comentário

Quando se vê a redução da produção industrial n...

Hermes Corrêa ()

Quando se vê a redução da produção industrial no país, questiona-se o que a tribo tupiniquim faz e fará com os graves problemas de ordem tributária. A queda na produção industrial esta diretamente ligada a carga tributária e ao poder de compra do cidadão. Vejamos por exemplo, no setor automotivo, onde a empresa Volkswagem mascara uma hipotetica demissão de 4.000 funcionários... A solução não é tão complexa quanto parece...Basta que haja um pouco de bom senso entre Governo e Empresários. Basta inverter o ordem de algumas coisas...Por exemplo...O IPVA...quando se compra carro zero quilometro, o comprador paga 100% do IPVA no PR. Ora, por que se parcela tal imposto visando incentivar a compra de automovel novo...ou seja, quem detém automoveis antigos, paga mais...é uma das fórmulas para aquecer a economia do país...evidente que a redução do IPI e do Imposto de Importação é fundamental... Basta verificar que com o aquecimento do setor industrial, dentre eles, o automobilistico, os demais setores da cadeia economica por si só, crescerão...fulminando maior demanda de empregos e por conseguinte aumento de consumo... Acorda Brasil !!!

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