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Sexta-feira, 3 de outubro.

Primeira Leitura: Lula deu mais um show de mídia.

No rádio, no palanque

O governo Lula deu mais um show de mídia quinta-feira, com uma entrevista para nove rádios, sob coordenação da Radiobrás, a emissora do governo. E a mídia, claro, deu mais um show de subserviência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agrediu a realidade e os números à vontade, certo de que poderia falar qualquer coisa sem ser contestado.

O espetáculo da mídia

A entrevista às rádios teve o tempo todo um tom de palanque e abriu com o próprio Lula dizendo não saber "quantas vezes um presidente da República deu entrevista sem antes saber das perguntas que iam lhe ser feitas". O jornalista e coordenador da entrevista, Luiz Fara Monteiro, da Radiobrás, entrou no clima de amabilidades e completou: "A gente agradece [o] caráter democrático deste encontro".

O espetáculo que não haverá

O presidente aproveitou a entrevista para anunciar "uma certeza", a de que "acabou o tempo das vacas magras" na economia. Para justificar o fim das "vacas magras" em substituição ao "espetáculo do crescimento" anunciado no início do ano, o presidente disse acreditar que o país vai crescer no último trimestre do ano.

Natal é natal

É verdade. A economia sempre cresce no último trimestre, mesmo nas piores crises, por conta do aquecimento da indústria e comércio provocado pelo Natal e Ano Novo. A diferença é que, em economias saudáveis, o aquecimento começa já no terceiro trimestre. O que não aconteceu em 2003.

O "espetáculo" da Bené

Lula defendeu o descalabro cometido pela ministra Benedita da Silva (Assistência Social), que usou dinheiro público em viagem feita na semana passada a Buenos Aires para um encontro religioso e particular.

O espetáculo do desmando

Uma vez lá, a ministra recheou a visita com uns contatos mais oficiosos do que oficiais para tentar atenuar a descoberta do desmando. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, está pedindo que a ministra devolva o dinheiro gasto. Mas, para o presidente, tudo não passa de um "erro administrativo".

O espetáculo da retórica

Na relação com os EUA, o presidente recorreu a um jogo de baralho e disse: "Nós demos uma trucada, ou seja, nós estávamos com o zápete na mão". O Zápete é a carta de maior valor no jogo de Truco, mas não garante, sozinha, a vitória. Se o Brasil já venceu a primeira rodada e tem a tal carta, o presidente está dizendo que vencemos os EUA. Você, leitor, acredita nisso?

Um espetáculo real

A posição do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal melhorou. Entre 1991 e 2000, o IDH-M, uma escala que varia de 0 a 1, passou de 0,709 para 0,764, com melhoria de classificação de 99,87% dos municípios do país.

Desenvolvimento, sim

Os municípios de baixo desenvolvimento humano, que somavam 995 em 1991, caíram para 23 em 2000. Os de alto desenvolvimento aumentaram de 19 para 574 no período. Os definidos como de médio desenvolvimento cresceram de 4.493 para 4.910 nesses nove anos.

Cidades de Primeiro Mundo

Outra boa notícia é que, em 1991, o maior IDH-M, de 0,847, não atingia o de países como o Uruguai, enquanto, em 2000, chegou a 0,919, equivalente ao de países de maior desenvolvimento humano. A disparidade entre os melhores e os piores, no entanto, persiste, embora tenha diminuído.

Um Estado que funciona

A concentração de renda diminuiu num período em que a economia cresceu muito pouco. Isso significa que o Estado funcionou melhor e chegou aos mais pobres. Quem melhora de vida com a ajuda do Estado são justamente aqueles que mais perdem durante crises econômicas.

Assim falou... Benedita da Silva

"Estou no Ministério porque sou competente, e não por ser amiga do Lula, negra e ex-favelada."

Da ministra da Assistência Social, ontem, tentando se defender da acusação de que teria usado dinheiro público para participar de um encontro evangélico em Buenos Aires.

Está escrito

"Não está claro se erramos por um pouco ou se erramos por um quilômetro. Se foi por muito, terá sido uma pena e nós saberemos disso", disse Donald Rumsfeld, quando perguntado se acreditava de fato na existência de armas de destruição em massa no Iraque. É bom lembrar que a existência dessas armas, e o risco potencial que representariam para a segurança da América, foram os motivos apresentados pelo presidente George W. Bush para invadir o Iraque.

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2003, 8h31

Comentários de leitores

3 comentários

Shw de mídia? Que novidade! Acho que o Lula se ...

Silvia Maria Ramos Gusmão ()

Shw de mídia? Que novidade! Acho que o Lula se equivocou na escolha, pois ao invés de presidente devia ser ator. Ou será que não conseguiu ser ator e virou presidente? Como saber? Só sabemos que ele adora estar na mídia. O que me impressiona é o tempo que ele tem para isso, pois um país deste tamanho, com tantos problemas, como ele tem tempo para tanto discurso, enterro e inauguração?. Um recadinho para o Sr Dirceu, ops!, um racdinho para o Sr Palloci, ops! novamente; um recadinho para o Sr. Lula, "vá trabalhar, vá governar" . E a Senhora Ministra, não dá para orar aqui mesmo no Brasil? Cuidado Senhora Benedita, se é conhecedora da Bíblia "é pecado roubar dos pobres" Não devemos roubar ninguém, muito menos dos pobres. Seria mais digno e mais cristão, confessar seu pecado, pedir perdão e devolver logo o dinheiro. Faça isso. E Sr. Presidente, não justifique nada, e não jogue culpas, é mais digno.

O governo (ou desgoverno) encabeçado por determ...

ramos (Advogado Sócio de Escritório)

O governo (ou desgoverno) encabeçado por determinados membros do PT é uma vergonha nacional. Após o estelionato eleitoral perpetrado contra os eleitores brasileiros que acreditaram na proposta petista, a senda dos governistas é defender o nepotismo, a exploração desmedida dos recursos nacionais por interesses internacionais, a incompetência e agora, a improbidade administrativa. O que mais virá ? Certamente suportaremos, aliás, somos muitíssimo mais fortes do que os insanos, medíocres e fâmulos que se apoderaram do poder através do pífio e baixo oportunismo.

Sobre o caso Benedita. Qualquer destes livros ...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Sobre o caso Benedita. Qualquer destes livros auto-intrutivos na área de administração de empresas ensina ao leitor uma regra básica a ser seguida por quem comanda organizações humanas: "contrate devagar, demita rápido". Ao que parece nosso presidente ainda não se deu ao trabalho de consultar um destes preciosos alfarrábios, caso contrário já teria se livrado de pelos menos meia dúzia destes seus ministros fraquinhos.

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