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A OAB e as eleições

Approbato reafirma apoio à candidatura de Luiz Flávio D´Urso

Desenrolam-se em todo o país as eleições para o próximo triênio -- 2004/2006 -- dos novos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil. Vê-se, com muita clareza, que, à exceção do Paraná, onde concorreu uma única chapa, em todas as demais seccionais há uma intensa e acirrada disputa, a revelar a grandeza da OAB, a sua projeção perante a sociedade brasileira, mercê de sua tradicional caminhada institucional em defesa da cidadania, da democracia, da liberdade e da justiça. A disputa, em alguns casos, vem, no entanto, ultrapassando os limites da razoabilidade, merecendo atenção especial a seccional paulista, que concentra o maior contingente de advogados no Brasil. Ineditamente, há oito chapas postulando a direção da OAB SP. Cabe ao eleitor decidir o que quer para o futuro da profissão. O eleitor não pode, na sua escolha, se deixar levar pelo sentimento, ainda que nobre, da amizade, uma vez que a OAB não é nem deve ser uma "ação entre amigos", e nem pela indiferença. O eleitor deve analisar as candidaturas, por suas idéias, seus projetos, suas propostas. O candidato à Presidência deve ser escolhido em face de sua inteligência, criatividade, liderança, formação jurídica, intelectual e moral, seu amor à advocacia.

Foi, exatamente sob essa ótica, advogado que sou há quase cinqüenta anos, e só advogado, e com a responsabilidade dos cargos que exerci e exerço não só na OAB, mas em outras entidades jurídicas, que me levou a fazer a opção por uma dessas candidaturas. Faço, publicamente, essa opção, não só como um direito de advogado inscrito na seccional paulista e, portanto, eleitor, mas, principalmente, como um dever por me sentir devedor da advocacia por tudo que ela representa na minha vida. Sem demérito dos demais colegas que estão postulando o elevado e prestigioso cargo de Presidente da OAB SP, reafirmo meu irrestrito apoio à candidatura de LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO.Trata-se de um advogado leal, culto, talentoso, aguerrido, articulado, que ama a profissão e a OAB. Tem uma vida voltada à atividade intelectual em prol da advocacia. Foi o recordista de cursos realizados pela OAB SP; foi o meu maior incentivador na criação da Escola Superior da Advocacia e de sua capilarização para o interior.

Esse compromisso se revela ao ter na sua Chapa essa figura extraordinária de professora que é a advogada Ada Pellegrini Grinover. Foi o criador e articulador da Comissão do Jovem Advogado, que nasceu, na minha gestão à frente da OAB. Incentivou-me, a todo instante, a descentralizar a OAB, dando aos advogados interioranos o prestígio e a força para o bom desempenho profissional, tanto intelectual, quando o de defesa de suas prerrogativas. É líder. É independente. É um nome de respeito nacional. É o nome que a OAB necessita para estar à frente dos grandes temas institucionais. Tem compromisso público de lutar pelo bom ensino jurídico, não dando tréguas àqueles que corrompem esse ensino. Tem compromisso com um sério e aperfeiçoado exame-de-ordem, tanto que já divulgou o nome dessa figura notável de educadora a Professora Ivete Senise Ferreira, para presidir, na sua gestão, a Comissão de Exame de Ordem. Não é por acaso que lidera todas as pesquisas de intenção de votos, com percentual superior ao dobro do segundo colocado. Não é por acaso que, no recente debate promovido pela OAB SP, foi o alvo daqueles que não têm programa, e que produziram cenas impróprias à pureza da OAB.

Censurem-se os organizadores desse debate, mas, muito mais do que isso, censurem-se os candidatos sem idéias, sem projetos, sem programas, que querem sobreviver às custas de ofensas pessoais, impróprias, repita-se, de uma campanha da OAB que deve ser ética, paradigmática, exemplar. É lamentável que, nos debates, só um candidato tenha apresentado propostas, e esse único, D'Urso, ao invés de contestado nas suas idéias, foi vítima de uma articulação dos desesperados. Esperemos que nesses dois dias que restam, todos se conscientizem dos males que esse tipo de campanha causam à advocacia e à ORDEM, ela que é e deve ser padrão da moralidade neste país.

Revista Consultor Jurídico, 26 de novembro de 2003, 14h08

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