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Eleição da OAB-SP

Aidar pede comportamento exemplar de candidatos na eleição

Depois da balbúrdia em que se transformou o debate promovido pela OAB-SP entre os candidatos à Presidência da Seccional, na segunda-feira (24/11), o presidente da entidade, Carlos Miguel Aidar, divulgou uma carta pedindo aos candidatos espírito desarmado e comportamento exemplar na eleição desta quinta-feira (27/11).

Aidar declarou que, apesar de o debate ter sido uma iniciativa democrática pioneira de sua gestão, acabou por se tornar uma arena de excessos, com confrontos impróprios e condutas radicalizadas. Contudo, segundo ele, "o incidente servirá de reflexão e de aprendizado, principalmente para os candidatos, nessa fase final das eleições".

Leia a íntegra da carta:

Em consonância com as tradições de urbanidade, dignidade e ética, que sempre nortearam a Advocacia, somente poderia esperar dos convidados ao Primeiro Debate Oficial da OAB-SP entre os Candidatos à Presidência -- realizado ontem (24/11), no auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie e transmitido ao vivo pela Rede Vida de Televisão -- um comportamento irrepreensível. Afinal, todos tinham se reunido para um embate de idéias e não para confrontos impróprios e condutas radicalizadas, que pudessem transformar o pleito da Ordem numa cópia do que há de pior nas eleições político-partidárias.

Pela primeira vez, de forma democrática, a OAB-SP abriu a possibilidade para que todos os candidatos à presidência da entidade participassem de um debate público, dando oportunidades iguais para todos exporem suas propostas e projetos. Criaram-se as condições ideais. Foram realizadas reuniões com as assessorias de todos os candidatos, acertadas as regras do debate, a distribuição dos tempos e a ordem de apresentação. E, de forma transparente e conjunta, foram formatados os blocos e escolhidas as perguntas, entregues uma hora antes do debate. A participação do público também integrava a proposta de transparência do processo eleitoral, compartilhada por todos.

Não tenho olhos complacentes para julgar o que aconteceu durante o debate entre os candidatos, com a adoção de posturas exacerbadas, adotadas por correligionários de algumas chapas, que desabonaram a imagem da Advocacia e da OAB-SP. Mas, tenho a plena convicção que aprenderemos mais com a realização dos debates, do que com a sua ausência. O constrangimento experimentado no debate por todos os advogados, presentes no auditório e pelos que assistiam pela TV, não pode ser atribuído aos organizadores, mas aos autores da inominável quebra do decoro, que fizeram da história e da grandeza da Advocacia uma tábula rasa.

Os advogados e as advogados de São Paulo possuem o direito democrático inalienável de conhecer e comparar os programas dos candidatos e a Seccional Paulista possibilitou as condições para que isso acontecesse. Tenho a certeza que o incidente servirá de reflexão e de aprendizado, principalmente para os candidatos, nessa fase final das eleições. Precisamos serenar os ânimos e manter o nível da campanha em nome da grandiosa história da OAB-SP. Acredito que uma verdade é incontestável para todos os advogados: ninguém pode pretender ser o representante máximo da Advocacia Paulista se, de alguma forma, contribuir para denegrir sua honrosa imagem.

Carlos Miguel Aidar

Presidente da OAB-SP

Revista Consultor Jurídico, 26 de novembro de 2003, 16h00

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