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Porque vou votar em Clito

Eduardo Bottallo revela porque vai votar em Clito na eleição da OAB-SP

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Pediram-me que resumisse, em uma página, ou pouco mais, o porquê da minha decisão de votar no Clito. Vou tentar.

Vou votar no Clito por uma questão de coerência e respeito à profissão que abracei e que exerço há mais de quarenta anos ininterruptos.

Não se trata de uma decisão de agora.

De certa forma, ela começou a ser tomada no início da década de setenta, quando conheci o Clito na condição de meu aluno na PUC de São Paulo. Aluno sério, responsável, inteligente e que já demonstrava uma retidão de conduta que, mais tarde, viria a confirmar-se em diferentes contextos.

Fortaleceu-se quando Clito, então advogado do Banco Central (admitido por concurso no qual se classificou em primeiro lugar), não hesitou em pedir demissão, por não concordar com a diretriz, que comprometia sua independência profissional, de "recorrer a todo custo" das sentenças que liberavam poupanças confiscadas em função do malfadado Plano Collor.

Adquiriu ainda maior consistência quando o Clito despontou no cenário acadêmico do País como jurista dotado de qualidades que, nas palavras do grande Lourival Vilanova, bem expressam "o ponto de intersecção entre a teoria e a prática, entre a ciência e a experiência".

Não bastasse tudo isso, tive ainda o privilégio de acompanhar o desempenho de Clito, primeiro como Conselheiro e, depois, como presidente da querida Associação dos Advogados de São Paulo, cargos que exerceu com desassombro e competência, não raro com severos prejuízos pessoais e profissionais, mas sem jamais transigir quando se tratava de cumprir o compromisso de servir a classe, sem buscar reconhecimento ou recompensas pessoais. Perfil que o saudoso Theotonio Negrão imprimiu àquela Casa e que o Clito, com muita dignidade, honrou e respeitou.

Trata-se, em suma, de um grande líder, um advogado exemplar e um extraordinário ser humano.

Aí estão, portanto, algumas das razões que justificam o meu voto, que darei imbuído da profunda convicção de que a nossa classe merece o Clito. Mais do que isso, precisa dele.

 é professor das Faculdades de Direito da USP e de São Bernardo do Campo; ex-conselheiro e ex-vice-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 25 de novembro de 2003, 17h52

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