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Porque vou votar em Vitorino

Mariz revela porque votará em Vitorino nas eleições da OAB-SP

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Participante de algumas campanhas eleitorais para a Seccional da OAB e atento observador de outras, o subscrito da presente verifica algumas características inéditas no pleito deste ano, que o preocupa sobremodo.

Em primeiro lugar, deve ser realçado nunca se ter assistido a uma campanha tão marcada por boatos, invencionices e falsidades, que objetivam alterar a realidade eleitoral criando apoios e adesões inexistentes para iludir o advogado, como se ele fizesse sua opção apenas pela perspectiva da vitória.

Ademais, em nenhuma outra disputa eleitoral dentro da entidade se viu aporte de recursos tão abundantes, como tem ocorrido principalmente para um específico candidato. Desconhece-se a origem desses aportes. Com certeza, não provêm dos advogados que apóiam a respectiva candidatura.

Temo que, para o candidato resgatar os compromissos com seus financiadores de campanha, a Ordem venha a ser vinculada a interesses alheios aos seus objetivos, ou mesmo contrários a eles.

Ainda, como marca exclusiva destas eleições, temo a utilização desmedida de recursos visuais. Além de refletir a inadimissível ingerência do poder econômico e a interferência de terceiros estranhos à entidade, procura-se com a imagem substituir o contato direto do candidato com os advogados.

O desconhecimento da própria entidade, assim como dos angustiantes problemas da advocacia, provoca justo receio de questionamentos embaraçosos por parte dos colegas. Por tal razão, procura-se maquiar deficiências com uma intensa e onerosa campanha visual.

É a embalagem escondendo o conteúdo.

Em face destas e de outras peculiaridades do quadro sucessório que põem em risco o próprio futuro da Ordem e a ruptura com seu glorioso passado, reitero o meu entusiástico apoio à chapa EM DEFESA DA ADVOCACIA, liderada por Vitorino Francisco Antunes Neto.

Militante da advocacia pública e da advocacia privada há vinte e cinco anos ininterruptos, ele já demonstrou rara capacidade administrativa e aguçada sensibilidade política como presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo, como presidente do Exame de Ordem (1998/2000) e, mais recentemente, como tesoureiro da Seccional.

Sua formação ética e seu caráter impoluto podem ser demonstrados com duas atitudes concretas: ao assumir a sua candidatura, renunciou ao cargo de juiz do TRE, que ocupava como um dos dois representantes dos advogados -- faltavam seis meses de mandato e poderia vir a ser reconduzido -- e, licenciou-se do cargo de tesoureiro da Seccional, exemplo não seguido por outros candidatos, que continuam com assento na diretoria.

Ao lado dessas demonstrações de desprendimento e de apreço pela Ordem, suas metas e seus objetivos de gestão nos dão certeza de que Vitorino Antunes está fadado a ser um excepcional dirigente da nossa entidade, sendo, sem sombra de dúvida, o melhor dos candidatos.

 é advogado, foi secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo e presidente da OAB-SP

Revista Consultor Jurídico, 24 de novembro de 2003, 17h03

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