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Porque voto em D'Urso

Raul Haidar explica porque vai votar em D' Urso para a OAB-SP

O sistema eleitoral da OAB precisa ser modificado. Já existe um projeto na Câmara nesse sentido, propondo votações individuais e acabando com as "chapas". Do jeito que votamos hoje, somos obrigados a votar em quem não queremos ou somos impedidos de escolher aqueles que desejaríamos ver no Conselho. Notamos, ainda, que a proliferação de chapas nem sempre representa crescimento da democratização na entidade, mas pode indicar apenas crescimento das vaidades.

Decidi não fazer parte de qualquer chapa e já manifestei meu apoio à chapa 12-D'URSO NOVA OAB-SP INDEPENDENTE, na qual votarei consciente de que faço a melhor escolha. Além de ser um excelente candidato, D'Urso teve a sorte de conseguir a fusão com o grupo do dr. Orlando Maluf Haddad, unindo, sem sombra de dúvida e sem demérito a outros, advogados que melhor podem conduzir nossa entidade.

Mas sinto-me triste de, impedido pelo sistema injusto que ainda vigora, não poder, por exemplo, votar em Kalil Sales, Fernando Castelo Branco, José Manssur e Francisco Antonio Feijó, integrantes da Chapa 11 que, ao que parece, traz exagerada participação de advogados vinculados a órgãos públicos e até juizes aposentados, o que, no meu ponto de vista, não garante que a advocacia possa ser melhor representada.

Também a chapa 13 traz pessoas que respeito e que tenho certeza seriam excelentes Conselheiros, como os admiráveis Euro Bento Maciel, Cyro Kuzano (de cuja chapa participei em 92), Alberto Rollo e José Urbano Prates, todos advogados que honram nossa profissão. Infelizmente, se votasse neles, teria que eleger colegas aos quais não posso dedicar o mesmo sentimento e com os quais a OAB poderia perder muito.

Não posso votar também na chapa 14, embora lá estejam o meu estimado amigo Pitô, o meu honrado "brimo", Mefle Gidrão Neto e o seu próprio presidente, Clito, advogado respeitável. Todos seriam excelentes Conselheiros, mas formaram uma chapa da qual participam vários colegas que ainda não demonstraram qualidades que garantam um bom trabalho à frente da OAB-SP.

Na chapa 15 não posso votar, pois nela não conheço ninguém. Advogando há cerca de 30 anos, tenho a impressão que conheço os advogados que mais se destacaram na profissão nesse período e, ao perceber que todos me são estranhos, parece-me que tal voto seria um mergulho no desconhecido, uma aventura a que não posso me arriscar, pois está em jogo a nossa OAB.

Quase tão desconhecida é a chapa 16, ao que dizem formada às pressas, para servir como "escada" para as próximas eleições municipais. Aliás, nela está o meu Irmão, Paschoal Del Gaizzo, extraordinário colega, que eu gostaria de ver no Conselho, mas não em companhia de pessoas em quem, por não conhecer, não posso confiar.

Fico também um pouco chateado por não conseguir votar no Cesar Cordaro, no Aldimar de Assis, no João Sady, no Livio Enescu, no Paulo Roma e no próprio Valter Uzzo, todos brilhantes colegas, extraordinários advogados, que compõem a chapa 17, presidida pelo Valter. É uma pena que não tenham sido menos radicais e não tenham conseguido contornar as dificuldades de uma composição política que, se obtida, favoreceria a OAB e impediria tamanha fragmentação entre os bons.

Por fim, é com grande tristeza que também não posso votar na Rosana Chiavassa e na Marli Cestari, integrantes da chapa 18, presidida pela primeira, de cuja candidatura fui incentivador no primeiro momento. Rosana, sem dúvida, seria uma excelente presidente. Mas ela também, na minha opinião, radicalizou demais, ao trazer para a chapa, em posições importantes, alguns advogados que, embora respeitáveis, não acredito estejam habituados a tratar das questões da advocacia, uma vez que vivem de outras atividades. E essa impossibilidade de voto me entristece ainda mais, pois Marli Cestari foi, na gestão de Approbato, uma das melhores, mais produtivas e mais brilhantes Conselheiras da OABSP. Uma advogada desse nível, com a sua postura ética e sua forma de viver, honra e dignifica qualquer entidade a que pertença e é um orgulho da nossa Profissão. E, lamentavelmente, não posso votar nela, pois acima de tudo, mesmo das minhas amizades, coloco o interesse da Advocacia, pois é esta profissão que escolhi e que amo, da qual vivo e na qual quero morrer, que é também a profissão de uma das minhas filhas, aliás formada na mesma Faculdade do dr. D'Urso.

Por tudo isso, votarei na chapa do dr. D'Urso e estou pedindo aos meus colegas que façam o mesmo, pelos mesmos ideais e em nome dos mesmos sonhos, pois A ADVOCACIA SERÁ SEMPRE MAIOR QUE QUALQUER ADVOGADO.

Revista Consultor Jurídico, 22 de novembro de 2003, 14h45

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