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Sexta-feira, 21 de novembro

Primeira Leitura: Justiça leva culpa por lentidão de reforma agrária.

Esperteza...

Ao discursar para cerca de 3 mil sem-terra reunidos em Brasília, o presidente do PT, José Genoino, atribuiu a lentidão da reforma agrária ao Legislativo e ao Judiciário. Disse que a reforma "precisa subir três rampas": do Planalto, do Congresso e do Judiciário. "A do Planalto é mais fácil; no Congresso, a maioria é conservadora; e a do Judiciário é mais complicada ainda".

... e convescote

A marcha do MST, aliás, mais parecia um convescote de aliados do Planalto. O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) disse que a gestão Lula fez muito pouco pela reforma agrária (como se ele não pertencesse ao governo!!), prometeu melhoras para o ano que vem, mas não citou números. Deu dezenas de autógrafos aos excluídos...

Disfarce

Naturalmente, houve quem, no piquenique dos sem-terra, mantivesse alguma ensaiada compostura. Disfarçado de oposicionista, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, criticou a política econômica ao afirmar que "existem alas" que ainda defendem o neoliberalismo. Ele atacou os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Roberto Rodrigues (Agricultura) ao tratar a cidade de Ribeirão Preto como antimodelo de reforma agrária: "Ribeirão Preto, onde o Palocci foi prefeito, e o ministro da Agricultura tem fazenda, existem mais pessoas na cadeia do que no meio rural".

Infantilismo

A tática do governo no relacionamento com o MST chega a ter aspectos de infantilismo político, tal a sua transparência de propósitos, a sua bisonhice analítica, a previsibilidade de suas iniciativas.

Metas descumpridas

Vamos ver: Lula descumpriu todas as metas anunciadas na campanha e nos primeiros dias de governo no que concerne à questão agrária. Nessa hora, a gente sente quase vontade de dizer: "Ainda bem!" -- afinal, aqui já se disse, os sem-terra não existem. São sem-emprego, sem-renda e sem-Estado.

Teatro

Mas voltemos ao ponto: que aborrecido, em verdade, aquele teatro do MST em Brasília. Causa enfado ver Miguel Rossetto a dar autógrafo em palanque; constrange ouvir José Genoino a insuflar os sem-emprego e sem-renda, travestidos de sem-terra, contra o Judiciário e o Legislativo.

Poética abandonada

Causa certo engulho analítico constatar, claro como um dia de sol a pino em Brasília, que o exército do sr. João Pedro Stédile é mera âncora de ajuste do PT com o movimento social, uma panacéia para responder aos famosos "desmandos históricos" das "elite" (sem o "esse" mesmo...) de manual, um mero "botão quente" da política a ser acionado sempre que o partido precisa de uma causa em trânsito para relembrar sua velha e já abandonada poética. Leia mais em www.primeiraleitura.com.br.

O sorriso do lagarto

Ora, que país estamos construindo!! E o jornalismo político, como o lagarto, sorri.

Assim falou... George W. Bush

"Nós vamos terminar o trabalho que começamos."

Do presidente dos Estados Unidos, referindo-se à guerra contra o Iraque. O perigo, já evidente, dessa política beligerante de Bush é que o movimento islâmico vai sendo, pouco a pouco, jogado no colo do terror.

Guerra depois da guerra

Menos de uma semana depois de dois atentados a sinagogas em Istambul terem matado 24 pessoas, a cidade voltou a ser alvo de violentos ataques terroristas ontem. Dois carros-bomba explodiram, deixando um saldo de pelo menos 27 mortos, entre eles o cônsul-geral da Inglaterra, Roger Short, e cerca de 450 feridos. Ambos os alvos eram britânicos. O primeiro atentado ocorreu em frente à sede do banco britânico HSBC. Pouco depois, nova explosão, desta vez, em frente ao Consulado britânico. A rede terrorista Al Qaeda e um grupo local, o Great Eastern Raiders' Front, enviaram mensagem a uma agência de notícias assumindo a autoria conjunta dos atentados. No Iraque, houve outro ataque.

Pelo menos 23 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em uma série de atentados a bomba., dois garotos, entre 11 e 12 anos, foram mortos quando uma explosão atingiu a sala de aula em que estavam. O presidente dos EUA, George W. Bush, declarou que vai aumentar o número de soldados no território iraquiano, caso seja necessário. "Nós vamos terminar o trabalho que começamos", afirmou Bush.

Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2003, 15h28

Comentários de leitores

1 comentário

Esse é o governo do Partido dos Trabalhores, qu...

Alexandre de Souza ()

Esse é o governo do Partido dos Trabalhores, que nada mais faz do que encontrar culpados. O Judiciário só cumpre o seu papel. Elel aplica as leis no caso concreto. Se o governo não tem capacidade para fazer a reforma agrário, que assuma isso. Esta na hora de parar de apontar culpados. O povo brasileiro quer ações, soluções.

Comentários encerrados em 29/11/2003.
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