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Mão na roda

Conheça os carros milionários de investigados na Anaconda

Gravações feitas durante a Operação Anaconda mostram um planejamento bastante alentado sobre os negócios de imóveis, carros e lanchas, promovidos sobretudo pelo agente federal Cesar Herman, assistente do juiz João Carlos da Rocha Mattos. Constam negócios de casas em Atibaia, de automóveis Mercedes, Land Rover e Audi.

O relatório, datado de 20 de outubro passado, indica aos agentes da Anaconda que os investigados teriam montado um novo esquema de venda de sentenças -- chamado Operação São Paulo -- nome que até agora é um mistério para a polícia.

Num dos diálogos uma pessoa telefona ao delegado Bellini e se identifica como um ex-procurador, identificado como HNI hoje advogado, que traz aparelhos eletrônicos dos EUA e pede a Bellini que este "entre no time".

Este é o quinto relatório da Operação Anaconda publicado pela revista Consultor Jurídico. A operação da Polícia Federal levou à prisão o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos e o delegado José Augusto Bellini, entre outros acusados.

Leia a íntegra do relatório:

MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL

DIRETORIA DE INTELIGÊNCIA POLICIAL

COORDENAÇÃO DE DOUTRINA E INTELIGÊNCIA POLICIAL

SETOR DE INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE

RELATÓRIO PARCIAL DE INTELIGÊNCIA

(AUTO CIRCUNSTANCIADO 22)

Ref. Processo nº. 2002.80.00.2311/7

Senhor Delegado; Apresento a Vossa Senhoria síntese das diligências e resultados das interceptações realizadas em nossas bases operacionais de MACEIÓ/AL e SÃO PAULO/SP. BASE DE MACEIÓ

Em MACEIÓ, não foi captado áudio referente à interceptação autorizada através do Ofício nº 54/2003 - GAB pertinente à linha (82) 9302-6551. Através do Ofício nº 144/2003-DCINT/DIP/DPF, cópia anexa, encaminhamos, via fax, no dia 06/10/2003, o ofício supra e solicitamos a antiga operadora BCP, hoje CLARO, informar a data e horário de início da interceptação. Até o momento não obtivemos resposta. Encaminhamos também Ofício nº 160/2003-DCINT/DIP/DPF, cópia anexa, no qual acusa a não recebimento do áudio e solicita o histórico de chamadas efetuadas e recebidas das últimas 24 horas. Também não obtivemos resposta até o momento. Fizemos vários contatos, por telefone, com os funcionários FERNANDO FREITAS e FABIANA QUEIROGA do setor jurídico da mencionada operadora, solicitando providências para solução de possíveis problemas técnicos.

BASE DE SÃO PAULO

Em SÃO PAULO/SP são os seguintes telefones monitorados e prazos concedidos pela Justiça:

- telefone celular (11) 9915-0451, referente à décima sexta prorrogação de prazo que compreende o período de 06/10 a 20/10/03. Mencionado telefone pertence ao investigado JORGE LUIZ BEZERRA DA SILVA;

- telefone celular (11) 9985-6898, referente à décima quarta prorrogação de prazo e compreende o período de 06/10 a 20/10/03. O terminal antes referido pertence a CÉSAR HERMAN RODRIGUEZ;

- telefone celular (11) 9655-5425, referente à nona prorrogação de prazo correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Citado terminal pertence ao investigado JOSÉ AUGUSTO BELLINE;

- telefone celular (11) 9723-2133, referente à quinta prorrogação de prazo, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal é utilizado pelo investigado CÉSAR HERMAN RODRIGUEZ;

- telefone celular (11) 9102-7315, referente à terceira prorrogação de prazo, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal é utilizado pelo investigado ARLINDO ORSOMARZO;

- telefone celular (11) 9911-9394, referente à primeira prorrogação de prazo, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal é utilizado pelo investigado SÉRGIO CHIAMARELLI JÚNIOR;

- telefone celular (11) 9659-4479, referente à primeira prorrogação de prazo, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal é utilizado pelo investigado VAGNER ROCHA;

- telefone celular (11) 9981-7311, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado NIVALDO BERNARDI;

- telefone celular (11) 9251-7929, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado DIRCEU BERTIN;

- telefone celular (11) 9405-9957, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS;

- telefone celular (11) 9947-9800, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado CASEM MAZLOUM;

- telefone celular (11) 9654-8312, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 06/10 a 20/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS;

- telefone fixo (11) 3231-2352, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 07/10 a 21/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS.

- telefone fixo (11) 6440-4025, referente ao período inicial de monitoramento, correspondente ao período de 07/10 a 21/10/03. Referido terminal seria utilizado pelo investigado CASEM MAZLOUM.

DOS TELEFONES MONITORADOS: 1) TERMINAL (11) 9915-0451

Durante o período de monitoramento do terminal supra não foram registradas diálogos relacionados com os fatos sob investigação. As gravações estão sendo mantidas e não transcritas.

2) TERMINAL (11) 9985-6898

Durante o período de monitoramento do terminal acima foram gravados alguns diálogos suspeitos do investigado CÉSAR HERMAN, cujas sínteses são apresentadas abaixo.

Em 10.10.03, às 14 h 53 min, YUSSEF liga para CÉSAR e pergunta qual o ano da MERCEDES 500 do segundo. CÉSAR responde que é ano 94, modelo noventa e cinco. YUSSEF pergunta por quanto CÉSAR está vendendo. CÉSAR responde que está vendendo por noventa mil. YUSSEF pergunta se CÉSAR não vende por um preço melhor. CÉSAR argumenta que o carro tem 15 mil quilômetros rodados.

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Em 14.10.03, às 15 h 51 min, ZUBCOV liga para CÉSAR e conversam inicialmente sobre um compromisso adiado para o dia seguinte. ZUBCOV pergunta se CÉSAR está vendendo a LAND por oitenta, dólares. CÉSAR responde que está vendendo por oitenta e um, reais, a LAND ROVER DEFENDER 110. CÉSAR diz que o preço dela é noventa e poucos, acrescentando que comprou a preço de custo e a nota está com o valor maior.

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Em 15.10.03, às 09 h 21 min, ADAUTO liga para CÉSAR e pergunta se o mesmo fechou negócio com o CÍCERO naquele imóvel, acrescentando ao final que o REIS está interessado. CÉSAR diz que CÍCERO quer oitocentos mil mas vende para ele (CÉSAR) até por seiscentos.

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Em 16.01.03, às 14 h 32 min, CÉSAR liga para AFONSO e pergunta se o mesmo comprou uma Classe A em nome do escritório. AFONSO responde que não e pergunta porque. CÉSAR diz que tem uma Classe A, 2001, blindada, em nome do escritório. AFONSO diz: "então foi o Dr. JOÃO que comprou, porra. Mas sem meus documentos, sem nada?" CÉSAR diz que não foi ele. AFONSO em tom de brincadeira pergunta onde está para poder ir buscar. CÉSAR diz que está levantando. CÉSAR diz também que só queria confirmar. AFONSO diz que não faria sem contar para CÉSAR, o qual fala que AFONSO tem todo direito de fazer. CÉSAR diz que o carro foi comprado em uma concessionária AUDI e vai ligar para saber quem vendeu o carro lá. AFONSO diz que só pode ser o Dr. JOÃO. CÉSAR diz que ele nunca faria isso.

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3) TERMINAL (11) 9655-5425

Sobre o monitoramento do telefones celular do alvo JOSÉ AUGUSTO BELLINE foram registradas alguns diálogos suspeitos, cujas sínteses seguem abaixo:

Em 10.10.03, às 18 h 58 min, BELLINE liga para MÁRCIA e pergunta se a mesma está perto de alguém. MÁRCIA responde que está no escritório e pode falar com BELLINE a vontade. BELLINE pergunta se não tem ninguém. MÁRCIA responde: só o ALI. BELLINE pergunta se o ALI está do lado. MÁRCIA responde que está na sala dele. BELLINE falando de forma truncada diz para MÁRCIA que quer ter um "paralelo" com a mesma. BELLINE diz também que quer MÁRCIA amanhã em sua casa, às nove.

BELLINE diz ainda que é um "paralelo" profissional. MÁRCIA diz que entendeu. BELLINE diz que MÁRCIA não entendeu muito, pois não dá para falar "nesse" telefone. MÁRCIA concorda com o encontro e promete ligar amanhã para combinar um horário.

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Em 10.10.03, às 22 h 42 min, MÁRCIA liga para BELLINE e ambos conversam inicialmente sobre empréstimo de equipamentos para obra da primeira. Em seguida, BELLINE convida MÁRCIA para ir à sua casa. MÁRCIA comenta que tem oito meses que "a gente" está para fazer um monte de trabalho legal e o que impede é que "a gente" não resolve nada. A conversa prossegue com BELLINE tentando convencer MÁRCIA a ir à sua casa e em seguida almoçarem na chácara do mesmo. MÁRCIA no final aceita o convite e ambos marcam o encontro para o dia seguinte.

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Em 17.10.03, às 19 h 28 min, HNI (homem não identificado) liga para BELLINE para falar sobre um negócio bom. HNI diz que esteve com GALEB, dono do Shopping Tur. HNI diz também que GELEB é seu primo e em seguida que chama de primo porque ele é árabe. HNI conta que esteve com GALEB, pela manhã, para fazer uma proposta de parceria, para vincular os monitores, etc, os produtos que estão trazendo através de uma parceria com a BENG, esclarecendo em seguida que a BENGUE é como se fosse uma TOSHIBA. BELLINE pergunta o que quer HNI, informando em seguida que os telefones são todos grampeados. HNI diz que BELLINE tem razão e que foi falta de percepção. HNI propõe conversarem pessoalmente. Em seguida HNI e BELLINE mudam de assunto e tratam sobre um pedido de vinculação em jornal e televisão feito a GALEB.

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4) TERMINAL (11) 9723-2133

No período de monitoramento do terminal acima não foram registradas conversas relacionadas com o assunto da presente investigação. As gravações estão sendo mantidas e não transcritas.

5) TERMINAL (11) 9102-7315

Durante o período de monitoramento do terminal acima foram registradas conversas relacionadas com o assunto da presente investigação, cujas sínteses apresentamos a seguir:

Em 10.10.03, às 15 h 33 min, ARLINDO liga para ITARARÉ e pede para o mesmo informar sobre os antecedentes criminais de ALYSSON GUILHERME DE ALMEIDA, mãe VERA LÚCIA DE ALMEIDA, RG nº 13821340 de Minas. Em seguida conversam sobre assuntos referentes ao local de trabalho de ITARARÉ, provavelmente uma delegacia.

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Em 10.10.03, às 18 h 53 min, ITARARÉ liga para ARLINDO e informa que não tem nada no civil nem no criminal.

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6) TERMINAL (11) 9911-0394

Sobre o monitoramento do telefones celular do investigado SÉRGIO CHIAMARELLI JÚNIOR foi gravado um diálogo suspeito, cuja síntese segue abaixo:

Em 16.10.02, às 14 h 02 min, RICO liga para SÉRGIO para combinar a ida a ATIBAIA. RICO diz que tem que ir a PARATI para ver o negócio do barco. SÉRGIO pergunta se RICO vendeu. RICO responde que está quase vendendo. SÉRGIO solicita, em tom de brincadeira, para RICO levar o seu (barco) no "rolo", pedir quinhentos e cinqüenta mil, e entregar para ele (SÉRGIO) duzentos e cinqüenta. RICO diz que o seu preço é bem mais baixo, é cento e sessenta. SÉRGIO diz que o PERU vendeu o dele, 46 aberta, por cento e oitenta. SÉRGIO diz que o barco do PERU é igual ao do RICO, com dois VOLVO PENTA.

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7) TERMINAL (11) 9654-4479

No monitoramento do telefone celular do alvo VAGNER ROCHA, vulgo PERU, foram registradas alguns diálogos suspeitos, cujas sínteses seguem abaixo:

Em 10.10.03, às 16 h 39 min, GILBERTO liga para VAGNER e pergunta para o mesmo se ele conhece o Dr. JOSÉ MAURO PINTO NUNES. VAGNER pergunta de onde ele é. GILBERTO responde que ele é da força tarefa da POLÍCIA FEDERAL. VAGNER diz que não conhece e pede para GILBERTO passar "aqui" que ele vê esse assunto. GILBERTO diz que o "nosso" amigo do cartório recebeu uma notificação. GILBERTO diz também que não tem problema nenhum, mas surgiu uma dúvida sobre uma procuração falsa que foi feita no cartório. GILBERTO diz ainda que "ele" está com receio de ir lá sozinho. A ligação cai ou VAGNER desliga o telefone enquanto GILBERTO fala sobre a procuração falsa.

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Em 13.10.03, às 14 horas, GILBERTO liga para VAGNER e pergunta se o mesmo vai está no escritório às cinco. VAGNER responde que vai está e pede para GILBERTO passar lá. GILBERTO diz que a pessoa que ele falou na sexta é MAURÍCIO, sobrinho do CORSELE. GILBERTO diz que vai pedir para MAURÍCIO procurar VAGNER às cinco e meia. GILBERTO comenta para VAGNER que ele é a pessoa do cartório que na eventualidade vai os ajudar.

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Em 13.10.03, às 14 h 30 min, PAULO liga para VAGNER e pergunta o que houve e se aconteceu algum problema. VAGNER responde que parece que o "computa" não está bom. PAULO pergunta se o relatório da OPERAÇÃO SÃO PAULO ainda está com VAGNER, o qual responde que não está. PAULO pergunta se VAGNER jogou fora. VAGNER responde afirmativamente.

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8) TERMINAL (11) 9981-7311

O terminal supra está cadastrado na operadora VIVO em nome do investigado NIVALDO BERNARDI, mas está sendo utilizado por SÍLVIA REGINA FORTI BERNARDE, CPF 108396488-71. SILVIA e NIVALDO conversaram algumas vezes e trataram apenas de assuntos familiares. As gravações estão sendo mantidas e não transcritas.

9) TERMINAL (11) 9251-7929

O terminal supra está cadastrado na antiga operadora BCP, hoje CLARO, em nome do investigado DIRCEU BERTIN. A interceptação da referida linha resultou na gravação de uma conversa suspeita do investigado , cuja síntese segue abaixo:

Em 14.10.03, às 14 h 12 min, BERTIN liga para HNI (homem não identificado) e comenta sobre um personagem da nova novela da Globo, Celebridade. BERTIN conta que o personagem é um procurador que virou cantor e comenta que "o cara" odeia o Ministério Público e foi para tirar um "sarro". HNI diz que é uma pena pois é no horário que pode ver. BERTIN diz que quer ver se a sucessão deles não vai entrar, aquela coisa de "boiola". BERTIN comenta: "tomara que estaja grampeado esse aqui. Só tem o que, ou é viado ou é mulher, né meu? Ou é mal amada ou é gay". HNI diz que a instituição é aberta. BERTIN diz que ela é um imã e atrai tudo que é de "viado" e mal amada. HNI diz que ela concentra. HNI diz que estão "fudidos" se os pegarem. BERTIN diz que "fodam-se" por isso ouçam apenas a verdade e a verdade é essa, é um antro de "viado". HNI diz que isso é verdade. BERTIN diz que aquele SUYAMA é viado, é tudo gay, não tem só um, tem vários. HNI diz que é uma constatação. Em seguida continuam a conversa comentando assuntos de trabalho.

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10) TERMINAL (11) 9405-9957

O terminal supra está cadastrado na antiga operadora BCP, hoje CLARO, em nome do investigado JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS. Durante o período de monitoramento não foram gravados diálogos, apenas sinais de chamada. Através de consulta a citada operadora, fomos informados que o telefone monitorado esteve desligado.

11) TERMINAL (11) 9947-9800

O terminal supra está cadastrado na operadora VIVO em nome do investigado CASEM MAZLOUM. Durante o período de monitoramento não foram registrados diálogos relacionados com os fatos investigados. CASEM MAZLOUM utiliza a mencionada linha.

12) TERMINAL (11) 9654-8312

O terminal acima está cadastrado na operadora VIVO em nome do investigado JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS. Consta no cadastro da referida linha que o terminal foi desligado em 10/07/2003. Além da linha celular supra, JOÃO CARLOS DA ROCHA MATTOS tem cadastrado na mencionada operadora os seguintes telefones: (11) 9623-4535, (11) 9990-4187 e (11) 9749-1883.

13) TERMINAL (11) 3231-2352

O terminal acima está cadastrado em nome de CARLOS DA ROCHA MATTOS. Durante o período de monitoramento não foram registradas conversas relacionadas com os fatos sob investigação. Os diálogos gravados são de familiares do investigado, bem como do próprio. As gravações estão sendo mantidas e não transcritas.

14) TERMINAL (11) 6440-4025

A linha supra está cadastrada em nome de CASEM MAZLOUM. Durante o período de monitoramento não foram registradas conversas relacionadas com o assuntos apurados na presente investigação. Os diálogos gravados são de familiares do investigado, bem como do próprio. As gravações estão sendo mantidas e não transcritas.

CONCLUSAO:

Ao acompanharmos os diálogos dos investigados CÉSAR HERMAN RODRIGUEZ, JORGE LUIZ BEZERRA DA SILVA, JOSÉ AUGUSTO BELLINE, SÉRGIO CHIAMARELLI JÚNIOR, DIRCEU BERTIN e VAGNER ROCHA, vulgo PERU, observamos que os mesmos evitam falar de certos assuntos por telefone, bem como comentam que aparelhos estão "grampeados", fato também observado em períodos anteriores, a partir da prisão do Delegado ALEXANDRE CRENITTE. Em função disso, a investigação pouco avançou.

Mas apesar da desconfiança dos alvos sobre seus telefones, vieram à tona fatos importantes sobre as atividades dos integrantes da quadrilha, tais como: diálogos sobre a compra e venda de imóveis e veículos de alto valor por parte de CÉSAR HERMAN; o envolvimento de VAGNER ROCHA com assuntos ligados a Polícia Federal, bem como operações suspeitas como a OPERAÇÃO SÃO PAULO; a provável ligação entre JOÃO CARLOS e o escritório AFFONSO PASSARELLI E GUIMIL ADVOGADOS ASSOCIADOS, revelada em um diálogo entre CÉSAR HERMAN e AFFONSO PASSARELLI, o novo contato entre BELLINE e advogada MÁRCIA (possivelmente MÁRCIA REGINA STRANO, CPF nº 127302248-31, OAB/SP 118471) e a proposta de negócio suspeita feita a BELLINE por HNI (homem não identificado), envolvendo monitores e outros produtos através da parceria com a empresa BENG (empresa estrangeira fabricante de produtos de informática, inclusive monitores) e o empresário árabe GALEB, dono do SHOPPING TUR.

Além dos resultados obtidos como o monitoramento, julgamos importante a identificação de C.M., feita através da análise dos históricos de chamadas. O nome de C.M. foi mencionado em um diálogo entre CÉSAR HERMAN e JOÃO CARLOS em 24/04/03. No diálogo JOÃO CARLOS comentou que M. "combina e não paga". J.C.M., CPF 578620018-34, figura como parte em várias ações na JUSTIÇA FEDERAL de SÃO PAULO.

Diante dos fatos acima, torna-se necessária: a) A prorrogação do monitoramento dos terminais: (11) 9915-0451, (11) 9985-6898, (11) 9655-5425, (11) 9723-2133, (11) 9102-7315, (11) 9911-9394, (11) 9659-4479 (11) 9251-7929, (11) 9947-9800, (11) 9405-9957, (11) 3231-2352, (11) 6440-4025 e (82) 9302-6551;

b) O encerramento do monitoramento dos terminais: (11) 9654-8312, em virtude de a linha ter sido desligada em 10/07/2003, (11) 9981-7311, em virtude de não está sendo utilizada pelo investigado NIVALDO BERNARDI.

Segue anexo um CD com 01 (um) arquivo onde estão gravados este relatório parcial de inteligência e o áudio das conversas.

É o Relatório.

Brasília/DF, 20 de outubro de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2003, 13h01

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