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Terça-feira, 18 de novembro.

Primeira Leitura: simpatia do PT pela ditadura é demonstrada por Lula.

Terror sem fim

Dois dias depois dos violentos atentados em Istambul, que deixaram 24 mortos, a ameaça da rede Al Qaeda, de realizar novos ataques nos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Austrália, Itália e Alemanha, foi levada a sério pelos mercados financeiros de todo o mundo. Ontem foi dia de fortes perdas nas Bolsas, especialmente na do Japão, de queda do dólar e de alta do ouro, com a onça negociada perto dos US$ 400, a maior cotação desde 1996.

O poder das palavras

A ameaça da rede terrorista de Osama bin Laden, que inclui também países muçulmanos aliados dos EUA, foi transmitida por meio do Al Majallah, um jornal dissidente saudita baseado em Londres. O comunicado dizia que Tóquio seria alvo de ataques se o governo japonês enviasse soldados ao Iraque. "Se querem ter seu poder econômico destruído e esmagado sob os pés dos soldados de Deus, então que venham para o Iraque, e verão que nossos golpes alcançarão o coração de Tóquio", dizia o texto.

Tempos interessantes

O presidente dos EUA, George W. Bush, chega hoje a Londres, para uma visita de três dias. Ontem, ruas foram bloqueadas, e motoristas, revistados. Também foram adotadas medidas de segurança nos portos e aeroportos do país. Além do temor de um atentado terrorista, as forças de segurança britânicas se disseram preparadas para conter os milhares de ingleses que devem sair às ruas para protestar contra a presença de Bush.

Guerra depois da guerra

As tropas americanas bombardearam Tikrit, a cidade natal de Saddam Hussein, com mísseis guiados por satélite, um tipo de armamento que não era utilizado desde o fim da invasão e dos grandes combates, em 1º de maio passado. Diversos tanques e helicópteros também foram utilizados para atacar o que seriam posições da resistência iraquiana.

Fui!

Representante do governo italiano na Autoridade Provisória da Coalizão no Iraque, controlada pelos EUA, Marco Calamai, anunciou nesta segunda a sua demissão do cargo, alegando que a política da coalizão simplesmente "não funciona" e que o comando os americanos subestimam a situação no território iraquiano.

De olho no calendário

O aviso do ministro José Dirceu (Casa Civil) a empresários, na sexta-feira, de que os juros cairão de forma lenta, segura e gradual, não afetou ontem os ânimos do mercado em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que termina amanhã. A aposta majoritária ainda é de corte de um ponto percentual na taxa-Selic, que passaria a ser de 18% ao ano.

De olho na eleição

Uma queda mais lenta da taxa-Selic é esperada, mas só para o ano que vem, de forma a fazer convergir o momento de maior aceleração do crescimento econômico com as eleições municipais, o reduziria a munição da oposição contra governos petistas.

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

"Nem o mais ardoroso defensor dessa ortodoxia poderá dizer que ela resultou num planeta mais justo e mais seguro"

Do presidente da República, criticando a globalização e as políticas econômicas dos anos 90. Lula não explicou por que, pensando assim, aprofundou a opção por uma política econômica conservadora, prevista do Consenso de Washington -- documento símbolo da ortodoxia nos anos 90.

Tudo é história

A simpatia do PT pela ditadura militar, pelo visto, não fica só nas referências abonadoras do ministro José Dirceu à abertura lenta e gradual do general Ernesto Geisel (leia mais no site www.primeiraleitura.com.br). Nesta segunda, ao expressar a sua insatisfação com a Seleção Brasileira e opinar sobre a escalação do time, foi a vez de Lula lembrar um outro general, Emílio Garrastazu Médici, que criticou a equipe que disputaria a Copa de 70, dirigida por João Saldanha. O então presidente criticou o time.

A Saldanha, ligado ao Partido Comunista Brasileiro, se atribui a seguinte frase: "Eu não opino no ministério, e ele não opina no time". Verdade ou mentira, o fato é que Saldanha caiu, e Zagallo assumiu o seu lugar. Atribui-se à influência de Médici a escalação do jogador Dario, o Dadá Maravilha, atacante do Atlético Mineiro, que tinha uma condição técnica muito inferior à do grupo que trouxe o tricampeonato para o país. A resposta do técnico Parreira em nada fica a dever à de Saldanha: "Não vou dar palpite no Ministério. Cada macaco no seu galho", declarou, ressaltando que Lula tem o direito de se expressar "como torcedor".

Revista Consultor Jurídico, 18 de novembro de 2003, 9h52

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