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Pingo no i

Anaconda: Jacques Eluf foi vítima de uma casualidade.

O empresário Jacques Eluf, presidente da I.A.T. Companhia de Comércio Exterior, não teve participação no caso Anaconda. Ele foi citado na operação apenas como ex-proprietário do apartamento comprado por Norma Regina Emílio, ex-mulher de Rocha Mattos.

Ele disse que não conhece o juiz João Carlos da Rocha Mattos. Diferentemente do que foi publicado na revista Consultor Jurídico, Eluf afirmou que não conhece o ex-presidente José Sarney nem tem contato com a família Gerdau.

Leia a entrevista:

O senhor conheceu o juiz Rocha Mattos ou sua ex-mulher, Norma Emílio?

Não conheço o juiz Rocha Mattos. Provavelmente devo ter conhecido a sua ex-esposa.

Como o senhor entrou em contato com ela (ou vice-versa) para a venda do imóvel da Praça da República?

Em 1990, a corretora Ana Maria Miotto ou Miozzo que me procurou e realizou a venda.

Os policiais que investigam o caso nada têm contra o senhor obviamente. O seu nome entrou na história apenas por constar de uma escritura. Foi consultado pelos policiais um site da Internet donde consta o seguinte:

The nominees chosen by BCCI were extremely prominent members of BCCI's elite. Jacque Eluf, who it was guaranteeing against loss, was one of the wealthiest men in Brazil, owner of IAT Co., Brazil's largest exporter of industrial alcohol, with a net worth in 1986 of about $100 million. BCCI nominee Carlos Leoni Siqueria was one of Brazil's leading attorneys, on the board of directors of companies such as IBM Brazil and Grupo Gerda, Brazil's largest privately owned steel manufacturing company. BCCI Nominee Sergio da Costa was at the time the most senior member of the Brazilian diplomatic corps and a close associate of then Brazilian president Jose Sarney.(41)

O senhor tem relações com Sarney e família Gerdau?

No texto em inglês acima, não consegui ver nenhuma vinculação minha com o ex-presidente Sarney ou a família Gerdau. Não conheço e nem tive o prazer de conhecer o presidente Sarney e não tenho amizade com a família Gerdau.

O que o senhor faz hoje?

Continuo exercendo a minha atividade desde 1975 de presidente da I.A.T. Companhia de Comércio Exterior.

O que aconteceu com o BCCI?

O Banco de Crédito e Comércio Internacional, instituição financeira brasileira, foi desativado por decisão dos acionistas do qual era majoritário. Posteriormente, vendemos o banco, com passivo zero, operação feita com total anuência e conhecimento do Banco Central e Receita Federal. Reitero que o banco nunca foi fechado e nem deixou nenhum cliente, literalmente falando, com as calças nas mãos.

O senhor já chegou alguma vez a ser procurado pela PF pelo fato de ter vendido um imóvel a uma pessoa ligada a Rocha Mattos?

Não.

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2003, 16h38

Comentários de leitores

2 comentários

A imprensa e a polícia tem se utilizado muito d...

Jose Aparecido Pereira ()

A imprensa e a polícia tem se utilizado muito do proverbio "diga com quem tu andas que te direi quem és", mas nem sempre isso é verdade, motivo pelo qual é necessário tomar cuidado na divulgação de fatos e de ligações que não se relacionam com o fato criminoso. Ser amigo, parente ou conhecido de uma pessoa acusada de cometer crime, e que tem conduta ou profissão idônea na sociedade não pode ser sinonimo de comparsa ou cumplice.

Pois é. Apenas porque exerceu um direito seu, d...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Pois é. Apenas porque exerceu um direito seu, de alienar um imóvel de sua propriedade, a pessoa vê seu nome ligado a inquérito policial (que deveria ser sigiloso, sim senhor)que busca investigar assunto outro, que nada a tem com essa venda e compra. Aos Inquéritos policiais, devem ter acesso somente o investigado, seu advogado, o Delegado de Polícia que o preside, o Escrivão de Polícia encarregado do caso e o Membro do Ministério Público acompanhante das investigações. A imprensa divulga certos atos e alguns atos e boatos, e depois se queixa de condenações indenizatórias que acabam sofrendo por não saberem exercer com ponderação e dignidade a sua função. Existe uma lei que obriga todos os Tabelionatos de Notas a comunicarem à Receita Federal, por escrito, todas as escrituras lavradas em suas notas. PORQUE, fugindo do assunto em tela, mas pegando esse gancho da Receita Federal, A PREVIDÊNCIA SOCIAL NÃO TEM UMA LEI QUE OBRIGUE TODOS OS CARTÓRIOS DE REGISTRO CIVIL A COMUNICAREM, POR ESCRITO TODOS OS REGISTROS DE ÓBITO, EVITANDO-SE, COM ISSO, A SAFADEZA QUE FIZERAM COM OS MAIORES DE 90 ANOS? Se nós, pobres mortais, utilizamos nossos pensamentos para contribuirmos para a melhoria do País e o bem estar social, PORQUE OS TODO PODEROSOS TAMBÉM NÃO O FAZEM?

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