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Urnas nervosas

Pesquisa eleitoral para OAB-SP não foi feita pela revista ConJur

Beneficiado pelos resultados apresentados por duas pesquisas eleitorais feitas pelo Instituto Brasmarket, o candidato Luiz Flávio Borges D'Urso tem-se empenhado na divulgação desse material. Mas, junto com o levantamento, o comitê do candidato dissemina um equívoco: o de que a pesquisa é da revista Consultor Jurídico.

O equívoco deriva de um mal entendido do Instituto Brasmarket, responsável pela pesquisa e que associou o levantamento ao site pelo simples fato de esta revista eletrônica ter-se interessado pela divulgação do material, assim como se interessa por todas as informações que digam respeito à comunidade jurídica.

O clima em torno das eleições da OAB-SP costuma ser tempestuoso e propício a reações passionais. As disputas normalmente são enfeitadas com manobras impublicáveis e atos impensáveis em tempos de paz, como o pedido de força policial para, dentro da sede da Seccional, impedir-se um suposto roubo de urnas.

Nesse plano, é compreensível a reação de comitês que, prejudicados pela mencionada pesquisa, elevaram a divulgação do levantamento à categoria dos crimes hediondos. Contudo, uma vez mais, esclarecemos que a citada pesquisa não teve o patrocínio da Conjur.

O candidato Luiz Flávio Borges D'Urso repeliu qualquer má-fé no episódio. "Jamais afirmamos que o levantamento foi encomendado, patrocinado ou feito em conjunto com o site Consultor Jurídico", afirmou, acrescentando que "a associação com o nome do site se fez pelo fato de termos tomado conhecimento da pesquisa através da revista".

Os resultados da pesquisa foram contestados, em carta distribuída aos advogados, por Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Carlos Miguel Castex Aidar, Roberto Podval e Rui Celso Reali Fragoso. Segundo eles, o resultado do levantamento não condiz com a realidade. Afirmaram, ainda, que outros levantamentos do Instituto Brasmarket também já foram questionados.

O presidente da Brasmarket, Ronald Kuntz, disse que o instituto faz pesquisa sobre a sucessão na OAB há três eleições e nunca errou resultado algum. Destacou, ainda, que "como está registrado na revista IstoÉ, numa edição de 1998, a Brasmarket é o único instituto de pesquisas do Brasil que pode ostentar a marca de 100% de acerto em todos os levantamentos eleitorais que fez".

Segundo Kuntz, "se a empresa não fosse íntegra e idônea não sobreviveria há 21 anos num mercado extremamente cruel como é o de pesquisas."

Ele afirmou, também, os candidatos só gostam das pesquisas em que aparecem na frente e que, quando isso não acontece, "procuram desacreditar o levantamento para evitar a desmotivação e a desmobilização de suas bases e de seus financiadores."

Leia, a seguir o texto de protesto enviado à redação pelo assessor de comunicação do candidato Valter Uzzo, Itiberê Muarrek:

"Como coordenador de Comunicação da Campanha do Dr. Valter Uzzo, e, em nome de todos que trabalham na Campanha OAB Para Todos, venho por meio desta repudiar os meios ilícitos que a Campanha do Dr. D'Urso e Approbato apresentam para "ganhar" a presidência da OAB-SP.

Objetivamente, tentam os doutores D'Urso e Approbato usar o nome e a credibilidade da Revista Consultor Jurídico como financiadora ou contratante das pesquisas realizadas pela Brasmarket que colocava o candidato na liderança. E, pior, criaram uma frase de efeito para mostrar uma tendência que não existe - "Pela quinta pesquisa seguida, D' Urso lidera e cresce".

A falsa propaganda é notória e revela um desvio de caráter incomum dentro da OAB-SP. Primeiro, pelo fato da própria revista Consultor Jurídico ter desmentido quando publicou o resultado da pesquisa as menções e indiretas da Coordenação do Dr. D´Urso que induziam os leitores a pensar ser a pesquisa produto da Conjur. Tudo isso, para esconder que a pesquisa fora contratada por seu aliado Raimundo Hermes Barbosa. Segundo, pelo fato de que o candidato requenta a quinta pesquisa de uma série que nunca existiu.

Convidamos todos os leitores e eleitores a verificar a mala-direta enviada pelo doutor D'Urso entrando neste endereço: http://www.valteruzzo.com.br/durso-farsa.html

Também é aconselhável e transparente que verifiquem a o texto que a Conjur publicou que desmente a assessoria do Dr. D'Urso quando fizeram uso indevido e incorreto do nome da revista para dar credibilidade à pesquisa contratada pelo aliado de campanha DR. Raimundo Hermes Barbosa: http://conjur.uol.com.br/textos/22399

Segue abaixo parte do texto do desmentido da Conjur sobre o caso:

"o fato de o levantamento ter sido produzido por encomenda de Raimundo Hermes Barbosa e de Everson Tobaruela, que hoje apóiam D'Urso, "deixa dúvidas no ar". A revista Consultor Jurídico, apontada como patrocinadora da pesquisa, na verdade, apenas prontificou-se a divulgar seus resultados, assim como faz com toda notícia de interesse da comunidade ..."

Enfim, são esses fatos que revelam o caráter dos postulantes ao cargo máximo da classe dos advogados de São Paulo. São esses fatos que revelam a conduta que marcará a gestão dos próximos 3 anos á frente da Ordem. São esses fatos que revelam quem são os verdadeiros advogados (as) a serviço dos advogados(as). São esses os fatos que revelam quem quer a Ordem para si, a qualquer custo, e quem quer a Ordem para todos.

Assessoria de Comunicação Dr. Valter Uzzo"

Leia a carta divulgada pela assessoria de Carlos Ergas

Nós da Chapa Oposição Independente queremos manifestar nossa indignação com a forma como candidato da chapa Nova OAB-SP vem fazendo sua campanha. Reconhecemos que essa é uma eleição acirrada, com oito candidatos, provavelmente a mais acirrada da história da OAB-SP, pelo menos em número de candidatos. Reconhecemos que no calor da campanha excessos são cometidos, mas o referido candidato passou do ponto aceitável.

Nós da Chapa Oposição Independente entramos numa disputa limpa e mostramos nossas armas o tempo todo. Lutamos com a nossa vontade e com as nossas propostas para, de fato, Reconstruir a Ordem!

Já o candidato da Nova OAB-SP optou por dar tom de verdade a uma pesquisa que não resiste sequer a uma análise superficial. Exemplo: ele propala o suposto primeiro lugar na preferência dos eleitores que a pesquisa lhe imputa, mas desconhece solenemente o percentual de indecisos.

Ora, senhores, não se deve insultar a inteligência de ninguém, muito menos a capacidade do advogado de distinguir o que é verdade do que é mentira, o que é legal do que é ilegal.

Essa mesma pesquisa que o candidato informa que o percentual de indecisos era, à época, 30%. É um dado tão duvidoso quanto o restante da pesquisa. Hoje - e não há um mês, quando a referida pesquisa teria sido feita - ainda há muitos advogados que sequer sabem que a eleição será no dia 27 de novembro, é de se duvidar que já tenham definido seu voto. Basta passar algumas horas na porta de um Fórum, como temos feito, para perceber que o grau de indecisão é enorme. Ou seja, só por isso o resultado da pesquisa já seria questionável.

Mais sintomático é o fato de que a pesquisa não tem pai nem mãe. O levantamento parece ter sido feito sem que ninguém o encomendasse. Pelo menos, o trabalho não foi feito a pedido de quem o candidato da Nova OAB-SP diz que foi.

Em seu panfleto, o candidato afirma que a pesquisa é da revista eletrônica Consultor Jurídico, mas o referido veículo já desmentiu duas vezes publicamente, em seu site (http://conjur.uol.com.br/), que tenha encomendado tal levantamento.

Sabe-se que, se feitos dentro da boa norma, esses levantamentos são custosos. Teria esse saído de graça? Em nome de quê, do apreço que o Instituto Brasmarket ou algum outro bem-feitor anônimo têm pela classe dos advogados ou pela OAB-SP?

Cabe a pergunta: que credibilidade tem uma pesquisa dessas? Bem, pelo que se lê na imprensa, a confiabilidade dos levantamentos do Instituto Brasmarket tem sido reiteradamente questionada, não por nós, mas por gente que costuma lidar com institutos de pesquisa com mais freqüência. Recentemente, o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, questionou publicamente dados apresentados em pesquisa do referido instituto.

O candidato afirma em seu panfleto que foram feitas cinco pesquisas. Até onde se tem notícia, só duas foram divulgadas. Onde estão as outras? Quem as encomendou?

Fica aqui, portanto, o nosso repúdio à forma como esse candidato tenta iludir o eleitor, tratando-o como se ele não fosse um profissional qualificado e como se essa não fosse uma eleição para ser levada a sério. Vale lembrar, colega adovogado, que o candidato que prega a Nova OAB-SP, participa e participou das diretorias da entidade nos últimos nove anos. Ainda assim, o que se quer é a disputa justa.

Advogado merece respeito! Em uma entidade de classe formada por profissionais que defendem a legalidade na sociedade, não pode existir o vale tudo!

Colega advogado, preste atenção. Na verdade, CARLOS ERGAS, é o único dos candidatos que nunca fez parte de uma diretoria da Ordem, apesar dos seus 33 anos de advocacia e de ter ocupado funções públicas e administrativas de peso. Ergas tem experiência para Reconstruir a Ordem com vocêr. Procure conhecê-lo e às nossas propostas em nosso site: www.oposicaoindependente.com.br

Leia a resposta da assessoria de D'Urso:

Em nenhum momento o candidato Luiz Flávio Borges D'Urso quis dar a entender que a pesquisa eleitoral teve a participação da ConJur. Ele sabe que a revista apenas limitou-se a divulgar seus resultados. Se ao menos suspeitasse da existência deste boato, certamente teria se apressado em tomar providências para desmenti-lo.

Conhecedor da credibilidade, honestidade e importância que a ConJur tem para toda a comunidade jurídica, seria no mínimo infantil deixar que esse boato assumisse tais proporções. Além disso, colocaria em dúvida a honestidade e transparência de uma campanha que tem sido acompanhada passo a passo por toda a imprensa. Veículos de comunicação da capital e do interior do Estado sempre pedem a opinião de D'Urso sobre os mais diversos assuntos da área criminal que, infelizmente estão em pauta todos os dias e dos quais ele é profundo conhecedor.

Quanto ao fato de o candidato não ser localizado, é perfeitamente explicável pela extensa agenda que cumpre nos últimos dias. Com a aproximação da eleição, as viagens ao interior estão cada vez mais constantes. O celular do candidato fica desligado durante a maior parte do tempo para respeitar os eventos de que ele participa. Por essa razão, muitas vezes, a caixa de recados também fica cheia.

Não é demais reiterar que, em momento algum, D'Urso disse que a referida pesquisa fora realizada ou encomendada pela revista Consultor Jurídico.

Também vale destacar que não existe nenhum motivo plausível para que o candidato Luiz Flávio Borges D'Urso -- um profissional com a reputação honestidade sobejamente conhecidas em toda a área jurídica, e tendo suas opiniões abalizadas, respeitadas e freqüentemente veiculadas na mídia do país - tenha pretendido fazer crer que a pesquisa fora encomendada pela ConJur, como quis fazer parecer o assessor do candidato Valter Uzzo.

D'Urso não usa e não usará em sua campanha nenhum desses artifícios desonrosos. E nem precisaria, já que a campanha alcançou em pouquíssimo espaço de tempo uma enorme repercussão e o inegável favoritismo.

Finalizando, gostaríamos de dizer que as impropriedades externadas pelo assessor certamente não traduzem o pensamento de um advogado de conduta impecável como é o candidato Valter Uzzo, que jamais usaria de tais termos para se referir a profissionais que, como ele próprio, pautaram sua carreira profissional com a mais alta dignidade, respeito, honestidade e ética exigidas -- qualidades indispensáveis não só para um presidente da OAB Nacional ou de São Paulo, como também para todo e qualquer advogado e demais profissionais.

Assessoria de Imprensa da campanha Nova OABSP-Independente

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2003, 16h52

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