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Mea culpa

Anaconda: Juiz Casem Mazloum admite que cometeu "erro ético".

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"Cometi um erro ético", admitiu o juiz federal Casem Mazloum, acusado na Operação Anaconda de interceptação ilegal de telefone, tráfico de influência e formação de quadrilha. "Mas não cometi nenhum desses crimes que estão querendo imputar a mim", asseverou, em entrevista à revista Consultor Jurídico.

O juiz não especificou em qual dos episódios considera ter cometido o erro, mas disse que entrará em detalhes na sua defesa. Casem, que ainda não foi notificado, afirmou que é um absurdo ficar sabendo das acusações contra ele "por informações truncadas da imprensa".

"Até agora, depois desse tempo todo no olho do furacão, não sei de que estou sendo acusado. Como posso me defender? As pessoas me pedem para comentar conversas de terceiros. Como posso responder por isso?", questionou.

Casem é acusado de ter pedido o grampo do telefone da ex-mulher de um prefeito e de ter usado sua influência para liberar o caminhão de um primo. O veículo foi parado na estrada por não estar com o licenciamento em dia.

O juiz disse que o Ministério Público, ao divulgar trechos das gravações, pode ser enquadrado no mesmo artigo que usa para acusá-lo. Motivo: "Quebrou o sigilo de interceptações telefônicas". O dispositivo em questão é o artigo 10, da Lei 9.296/96.

Laura Diniz é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2003, 17h49

Comentários de leitores

2 comentários

E a exoneração prometida pelo Magistrado caso a...

Rodolfo Hazelman Cunha ()

E a exoneração prometida pelo Magistrado caso alguma coisa fosse comprovada? Falta ética não se encaixaria no rol de irregularidades que nunca teriam sido cometida? É muito escândalo, e o fato notório é que o PT está por trás de tudo, com objetivos nítidos de desmoralizar o Poder Judiciário e o judiciário, por não ter agido antes - não venham com essa conversa de que não foi provocado - , é quem fica demonizado por inoperância em não observar a conduta de seus membros.

Francamente, confesso que fiquei e estou perple...

Henrique Mello ()

Francamente, confesso que fiquei e estou perplexo, chocado com fatos tào impiedosos com a dignidade do serviço público. Enfim, sempre experimentei de alguns juízes senào a falta de respeito para com o advogado, a própria pequenez espiritual de alguns deles. Mas confesso ainda que, se nao nutri por eles alguma paixao cristà, jamais imaginei ve-los escrachados como experimentados celerados. E hoje vejo de pé, uma Polícia Federal desacreditada e devendo para seus fornecedores até o papel higienico, apresentar a justiça magnifico trabalho de investigacào, sem prender ninguem ilegalmente ou mesmo dar um tapa em quem quer que fosse. O DR. Magistrado acusado podera até livrar-se, no futuro, das também impiedosas guarras da justica criminal, mas dúvido que o Conselho da Magistratura a que está subordinado encontre justificativas poderosas para relevar seus `erros éticos`. Enfim, no futuro, será mais um `colega` concorrendo no nosso aguerrido mercado de trabalho. Para um juiz, a falta de ética é a falta da própria alma e sua alma, bem de ver, é o seu carater . Isso dói, mas nào poderia deixar de ser dito. Demorei muito para entender e aceitar porque em todo lugar antiguidade se nào é posto, impòe respeito e garantia de antecipada satisfacào, enfim, sempre se resolve em previlégios. No poder judiciário tal lei nào funciona: desconhecer o merecimento e ignorar (preterir) a antiguidade, hoje, sào as únicas armas de que se tem valido a administracào pública para retirar a toga de alguns canalhas judicantes. Creio que o novo diploma da magistratura se corrigira tal situacào, nào criará outra mais delongada e de difícil eficacia pratica. O controle externo influira nas coisas que, secretamente, só podem ser ditas, ouvidas e debatidas por experientes juízes, e ninguém mais. E alguns juízes que hoje tremem quando veem seus nomes sendo alvo de deliberacào secreta desse Conselho, certamente respirarào mais aliviados. Enfim, os patricarcas dos Mazloum poderiam ter sido poupados de tamanho opróbio. É muita desonra para uma família só. www.hmello.adv.br

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