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Quinta-feira, 6 de outubro.

Primeira Leitura: criminosos estão acuados, diz ministro da Justiça.

Crescimento, enfim

A produção industrial brasileira cresceu em setembro 4,3%, na comparação com agosto, o terceiro resultado positivo nesse tipo de comparação. Em relação a setembro do ano passado, a expansão foi de 4,2%, o que interrompe seqüência de quatro quedas. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada ontem pelo IBGE. Mesmo com esse resultado, que ficou acima do esperado pelo próprio governo e pelo mercado, de janeiro a setembro, a produção da indústria cresceu apenas 0,1%.

Mercado interno

O destaque no mês de setembro foi a reação do mercado interno, de acordo com o IBGE. Pelo menos 16 dos 20 ramos pesquisados aumentaram o ritmo de produção. Os que tiveram desempenho mais expressivo foram os de mobiliário (14,5%), material elétrico e de comunicações (13,9%) e farmacêutico (10,7%). O de bens não-duráveis cresceu 4,6%.

Ainda as exportações

O IBGE também chamou a atenção para o fato de o segmento de bens de capital ter crescido 8%. Esse resultado, porém, vem bastante influenciado por máquinas agrícolas (+30,8%, dado evidentemente ligado às exportações). No caso de máquinas para a indústria em geral, a produção cresceu 10,2%.

Paizão

Setores ajudados pelo governo também foram decisivos para o desempenho da indústria. Neste caso, as comparações são em relação a setembro do ano passado: o automobilístico, que teve redução de IPI, cresceu 8,7%; e o de eletroeletrônicos, 11,7%, já que o governo criou linhas especiais de crédito ao consumidor para esses produtos.

Realismo

Os dados são muitos e devem ser lidos com realismo. O mercado interno começa a apresentar desempenho positivo, mas ainda contido pela falta de renda na sociedade -- índices vistosos resultam mais da base de comparação fraca, que foi o mês de agosto deste ano e o de setembro do ano passado, auge da turbulência eleitoral. Além disso, as exportações permanecem como motor do crescimento e razão primeira dos investimentos dos empresas.

Ambição pouca

Bem lida, a pesquisa do IBGE não sugere um espetáculo do crescimento, mas é compatível com uma expansão do PIB de 3,5% no ano que vem. Ou seja, corresponde a uma expectativa pouco ambiciosa de recuperação econômica do país.

Partido-pêndulo

A estratégia do PT de usar discursos diferentes para capitalizar as ações do governo esbarrou no humor do mercado ontem. Um dia depois de a área econômica anunciar a decisão de renovar o acordo com o FMI, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em Moçambique, pela manhã, que o país não precisa de um novo acordo e que, se ele vier, virá só em dezembro, de forma preventiva e se não trouxer impedimentos para a retomada do crescimento. No Brasil, à tarde, Palocci anunciou o acordo com o FMI de US$ 14 bilhões para 2004 e a manutenção do superávit de 4,25% do ano que vem. Contradição? Não. Lula fala para o eleitorado. E Palocci, para o mercado.

Assim falou...Luiz Inácio Lula da Silva

"Não é possível que se faça um acordo [com o FMI ] com o presidente da República em Moçambique."

Do presidente da República, deixando o mercado financeiro desconfiado de um enfraquecimento do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Mais tarde, essa sensação foi desfeita (veja acima).

O nome do jogo

O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) voltou a dizer que os ataques à polícia de São Paulo são uma reação dos criminosos à ação do governo federal e do estadual, do tucano Geraldo Alckmin. Ele elogiou a polícia paulista e também a operação "Pressão Máxima", do Rio. Afirmou que os criminosos "estão acossados e acuados". Com seus elogios, o ministro tenta esconder o fato de que não foi implementada uma política nacional de segurança.

O jogo é mais ou menos o seguinte: eu faço de conta; ele faz de conta; nós fazemos de conta. Essa "estratégia" é aceita por todos: o governo federal elogia os estaduais, que retribuem não denunciando a falta de avanços na área de segurança. E todos apontam a onda de ataques como a prova dos noves de que se está a "encurralar" o crime. Deus nos livre, então, de novos avanços...

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2003, 12h23

Comentários de leitores

2 comentários

O Ministro do Justiça corre o sério risco de ve...

ramos (Advogado Sócio de Escritório)

O Ministro do Justiça corre o sério risco de ver desmoronar a reputação que construiu ao longo de sua carreira jurídica. O governo do PT é uma farsa, um estelionato político. O Presidente Lula está aproveitando seu "precioso" tempo para, mesianicamente, difundir pelo mundo um discurso vazio, tosco e sem nenhum conteúdo aproveitável. Apenas um amontoado de "idéias" retóricas lançadas ao vento, do tipo daquelas usadas durante a campanha eleitoral para enganar os eleitores e induzi-los a votar no PT. Hoje, 06/11, a canalha governista, de certo obedecendo ordens de um insano, torturou pessoas com mais de noventa anos !!! Em troca do que ? Disseram as bestas, que em troca do combate à corrupção. A criminosa ordem de sustar o pagamento dos benefícios deveria ser objeto de apuração pelo Ministério Público, tão "empenhado" em combater a corrupção. De atrocidade em atrocidade o Brasil avança, apesar da caterva de plantão. Uma pergunta fica: quais serão as próximas insanidades ? Que outros discursos vazios seremos forçados a ouvir, assassinando nossos tímpanos e ferindo de morte nossas inteligências ?

O Ministro da Justiça ao fazer essa absurda dec...

Marcone Silva Bezerra (Advogado Autônomo - Empresarial)

O Ministro da Justiça ao fazer essa absurda declaração, na verdade, quer, institucionalizar o pacto da mediocridade: o Estado finge que nos dá segurança, e nós fingimos que estamos seguros!

Comentários encerrados em 14/11/2003.
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