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PCC na Linha

"Ataques aos postos da PM foram feitos por nova geração do PCC."

Considerado a maior autoridade em PCC no Brasil, o promotor de Justiça Márcio Sérgio Christino já diz saber quem ordenou os ataques às bases da polícia paulista nos últimos três dias: a última e mais jovem geração de líderes do Primeiro Comando da Capital.

Christino, que há cinco anos lançou seu livro Por dentro do crime, está relançando a obra agora pela editora Escrituras. O livro trata dos bastidores do PCC que, diz Christino, arquitetou todas as ações dos últimos dias em decorrência do "aperto" judicial promovido contra seus líderes.

Leia a entrevista:

Os ataques foram ações do PCC?

Realmente, nós não temos dúvida na nossa concepção que tantos atentados ocorridos, tanto os de domingo para segunda, quanto estes últimos tem sua origem e determinação no Primeiro Comando da Capital. Nós já temos informações seguras que apontam duas lideranças como mentores intelectuais desses ataques. A ação já foi identificada.

É claro que essas investigações continuam até que nós possamos identificar toda a cadeia de comando. Mas não á dúvidas de onde emanou, de onde saiu a ordem para que essas ações fossem executadas.

Foi uma ação comandada de dentro do sistema carcerário?

A ordem original, a menção intelectual saiu de dentro do sistema penitenciário, isso não há dúvidas.

Quem são os líderes de tudo isso?

São denunciados como líderes, isto já objeto de processo, que está na décima segunda Vara Criminal, o Marcos William Camacho,o Marcola, o Julio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e o Sandro Henrique da Silva Santos, o Guru. Eles são apontados. Eles são a última geração, ou seja, a geração atualmente no poder, dentro da hierarquia do Primeiro Comando da Capital.

O que essa geração quer com isso?

As sucessivas investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital geraram recentemente a prisão de um advogado. Em virtude da prisão desse advogado, duas dessas lideranças foram reinternadas no regime disciplinar diferenciado, que funciona como uma espécie de castigo por tempo determinado. Como essas lideranças teriam infringido regulamentos ao receber mensagens, ao participarem das ações do Primeiro Comando da Capital, eles sofreram mais uma reinternação.

Este é o motivo mais forte para que tentassem este tipo de reação. Ou para que não fossem mais submetidos a esse regime ou para que este regime fosse a tal ponto flexibilizado que chegasse à sua descaracterização. Esta é a intenção destas últimas ações praticadas em São Paulo

Para combatê-los, qual a melhor ação agora?

A melhor atividade para impedir isso é uma combinação. A Quinta delegacia de roubo a bancos, do dr. Rui Fontes e do dr. Allberto Pereira Mateus faz um trabalho de inteligência, de investigação. Em cima dessas ações. Fora isso, é necessário combinar este trabalho de inteligência também com repressão, como o policiamento ostensivo e também ao mesmo tempo com uma ação direta dentro do sistema prisional. Somente a combinação dessas ações é que poderá dar uma resposta definitiva para este tipo de organização.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2003, 18h38

Comentários de leitores

1 comentário

Oi, eu ja sou mais radical a esses assuntos, po...

Edgar Santos ()

Oi, eu ja sou mais radical a esses assuntos, por mim eu mudaria o regime, o código e tudo mais que fosse possível para que possa ser aplicada a "pena de morte" !!! Creio eu que essa seria a única solução atualmente aqui no Brasil.

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