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MP pode acionar buscadores por listar sexo com animais

A pornografia é um dos principais veículos de difusão comercial e de "democratização" da exploração sexual das mulheres. Para quem tenha dúvidas da validez moral desta prática, citaremos à UNESCO que têm qualificado à pornografia - entre outras práticas - como uma "Forma Contemporânea de Escravidão"

Sempre existiu em diferentes formas ao longo da história. O que fazem a estes tempos daqueles nos que estava censurado desde o ponto de vista religioso e social não têm sido, a pesar do que poderia pensar-se, a falta de controle atual.

O que realmente têm permitido tão alta difusão foi a revolução dos canais e médios de comunicação: TVs privadas, por cabo, etc., unidades de grande armazenamento, Internet, etc.

Por que aumenta a pornografia?

O aumento de pessoas que vêm a pornografia, é empurrado por cinco elementos relacionados à tecnologia da Internet: acesso, anonimato, privacidade, rapidez e independência

Acesso: Fazem cinqüenta anos, a pornografia estava principalmente disponível aos adultos em lojas escuras. Agora, o usuário da Internet pode encontrar grandes recursos pornográficos quase intermináveis com grande variedade e depravação e muito desta pornografia é gratuita e está ao alcance as 24 horas do dia.

Os endereços às páginas pornográficas aparecem em buscas para o material não pornográfico. Isto representa um risco que pai nenhum pode ignorar.

Anonimato: Em vez de arriscar-se a ser reconhecido ao entrar num cinema de filmes XXX, os usuários podem guardar e ocultar normalmente sua identidade na Internet. Tecnicamente, o computador de um usuário pode ser descoberto por servidores de Internet que gravam todos os clicks a este tipo de páginas, usando software especial para registrar os acessos a essas páginas, e também usando "cookies" digitáis que fornecem informação de acesso a anunciantes de publicidade. Inclusive quando a gente compra ou usa o e-mail tradicional, sua informação nem sempre é privada, porém muitos usuários ainda sentem-se anônimos, e esta ilusão os resguarda, outorgando-lhes a confiança para aceder a estes sites.

Privacidade: Já que os computadores usam-se freqüentemente detrás das portas fechadas de um quarto, o escritório no serviço ou numa sala de uma faculdade, os usuários podem ver a pornografia sem medo algum a serem expostos. A maioria dos usuários são o bastante expertos para saber como terminar rapidamente e destruir a evidência da sua atividade.

Rapidez: Podem transmitir-se e ver-se imagens ou podem apagar-se dentro de poucos segundos, animando mais a atividade e diminuir a possibilidade de descobrimento. Ver um site de Internet pornográfico é quase tão rápido como recolher uma revista numa banca de jornal, sem o problema de ter que guardar e ocultar a revista para leva-la a casa.

Independência da Internet: A diferença com a pornografia na Internet e as outras vias, é que na Internet não pode controlar-se ou serem resguardados eficazmente ou absolutamente. Nem o software mais popular para bloquear a pornografia não pode negar acesso a todo o número crescente de sites orientados sexualmente.

Estes aspectos da Internet são insidiosos porque fazem que as opções prejudiciais se tornem mais fáceis de aceder. Algumas vezes nós mesmos escolhemos não fazer coisas incorretas porque não queremos ser vistos tomando opções equivocadas, em vez de faze-lo por razões desejadas que são moralmente adequadas. Os Executivos não guardam um monte de revistas pornográficas no seu escritório porque suas reputações sofreriam.

O negócio do sexo na Internet

O negócio do sexo na Internet

Se navegarmos durante algumas horas na Internet pelas infinitas Webs pornográficas comprovaremos duas coisas muito importantes. Por um lado, o desenho de muitas destas páginas têm um caracter muito profissional. Não são improvisadas por qualquer amador, mas existem expertos desenhadores para estas Webs.

Outro fato notável é a grande difusão de banners comerciais (também a outras Webs pornográficas) e a tendência a pôr mel nos lábios mediante imagens de forte caracter excitante que prometem ao internauta que, se paga um pouco de dinheiro com o seu cartão de crédito, o conteúdo ao qual acederá será quase ilimitado e renovado freqüentemente.

É fácil observar que muitos negócios econômicos antes centrados exclusivamente na pornografia no papel (revistas) e a cinematográfica têm se adaptado a este novo canal. (Das numerosíssimas empresas que têm encontrado um novo negócio na Internet citaremos a Playboy na pornografia suave e Private na dura).

Junto com elas, outros oportunistas têm visto que mediante a busca e posterior exposição de fotos pornográficas dispersas a milhões pela rede também pode-se fazer negócio... fácil e desde casa.

Sempre haverá quem possa qualificar como antigas estas considerações, porém parece muito moderno e liberal que estas coisas estejam disponíveis e liberalizadas.

Se considerarmos que a pornografia é uma forma explícita de prostituição e esta é por sua vez uma forma de escravidão sexual talvez mudemos ligeiramente de opinião.

Então... é fácil supor quem, nesta "festa econômica tão divertida", sai perdendo....

Verónica López Fitanovich

Março de 2001

Revista Consultor Jurídico, 6 de maio de 2003, 12h54

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