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'Medida urgente'

Vantuil Abdala pede ousadia ao governo no combate ao desemprego

O presidente em exercício do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, afirmou há pouco que a notícia sobre aumento do desemprego em junho, mês em que o IBGE registrou a taxa de 13% nas seis maiores regiões metropolitanas, a maior da série histórica da nova pesquisa do instituto, "aumenta também a frustração da sociedade, que tinha uma esperança muito grande em relação ao novo governo, principalmente de que houvesse uma recuperação no mercado de trabalho". O ministro pediu "ousadia" do governo na adoção de medidas urgentes para minorar o drama do desemprego.

"Há que se tomar alguma medida urgente para atacar o desemprego", afirmou Vantuil Abdala. "Entendemos que já chegamos ao momento em que houve um certo reequilíbrio da economia e, agora, precisamos ter um pouco de ousadia do governo no estímulo ao desenvolvimento econômico".

O ministro disse também que a ausência de medidas imediatas para combate ao problema preocupa ainda mais, neste momento, diante de informações de que as montadores de automóveis estão planejando milhares de demissões em seus quadros.

Para o presidente em exercício do TST, a decisão tomada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar 1,5 ponto percentual na taxa de juros básica da economia (a Selic), reduzindo-a de 26% para 24,5% ao ano, é um fato positivo, mas ainda insuficiente. "A redução na taxa de juros vem num momento dos mais oportunos, porque renova as esperanças de um crescimento na economia com crescimento no mercado de trabalho", avaliou o ministro Abdala, reafirmando, contudo, a necessidade de "mais ousadia" do governo para resolver a questão do desemprego.

"Achamos que aquela fase que o governo precisava demonstrar credibilidade internacional, mediante a obtenção de um equilíbrio macroeconômico, isso já foi feito. Agora, temos que ter mais ousadia para estimular o crescimento econômico e, com isso, incentivar a geração de empregos", observou Vantuil Abdala.

Na opinião do ministro do TST, a notícia de aumento na taxa de desemprego -- que significou um número de 449 mil novos desempregados em junho, segundo o IBGE -- preocupa e frustra a população, sobretudo quando havia uma expectativa de queda no desemprego com o governo atual. "Claro que não se acreditava que fosse haver uma queda de imediato nas taxas de desemprego, ma também não se esperava que houvesse aumento continuado".

Para o ministro, as expectativas da sociedade se frustram ainda mais diante do desemprego porque, com ele, tem aumentado os índices de violência. "Certamente, esperava-se uma queda do desemprego até em virtude dos malefícios que ele causa, principalmente e mais gravemente, nos últimos tempos, em relação à segurança. Sem dúvida, entre outros problemas, a questão do desemprego tem levado a um aumento da criminalidade", afirmou. (TST)

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2003, 14h58

Comentários de leitores

1 comentário

O governo se preocupa com o primeiro emprego, m...

carntjr (Consultor)

O governo se preocupa com o primeiro emprego, mas esta esquecendo dos trabalhadores com mais de 35 anos e piorando mais os que infelizmente estão na casa dos 50 anos. Como exemplo,posso citar meu caso Tenho atualmente 53 anos(03/12/1950) comecei a trabalharem 1970.Tenho curso superior, sou formado em Administração de Empresas, com mais de 30 cursos de especialização e de idiomas.Desde 1997 estou desempregado, ou seja desde que completei 46 anos.Trabalhava numa multinacional que decidiu despedir quase todos os seus funcionários de um determinado nível por outros só que estrangeiros.Apesar de ter participado de varias entrevistas desde 1997 só escuto a desculpa da idade. E a minha experiência adquirida ao longo de varios anos de labuta não tem mais validade, de nada serve. Agradeço ao espaço. Atenciosamente, Carlos Arnt Junior

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