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CPI do Banestado

Ministro da Justiça pedirá ajuda dos EUA no caso Banestado

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse nesta quarta-feira (16/7) aos dirigentes da CMPI do Banestado que vai solicitar a intervenção do Itamaraty junto ao governo dos Estados Unidos para rastrear nos bancos norte-americanos os dólares que saíram do Brasil através das contas CC5. O presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), disse que a boa vontade do governo americano facilitará o trabalho de identificação dos beneficiários da evasão de divisas e de repatriamento do dinheiro enviado irregularmente ao exterior.

O senador esteve hoje no gabinete do ministro da Justiça acompanhado do vice-presidente, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), do relator, deputado José Mentor (PT-SP), e dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Ideli Salvatti (PT-SC), integrantes da CPMI do Banestado, para pedir a Márcio Thomas Bastos que acione a cláusula 18 do acordo de cooperação entre os governos do Brasil e dos Estados para combate ao crime organizado, de forma a acelerar o rastreamento das contas bancárias nos Estados Unidos.

A secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, que também participou do encontro, explicou que as autoridades americanas interromperam o fornecimento de informações e que a intervenção do Ministério da Justiça e do Itamaraty poderão reabrir pela via diplomática os canais para troca de informações.

"A colaboração do governo é fundamental para o sucesso da CPI. Sem a quebra de sigilo e o rastreamento das contas nos bancos americanos, não vamos avançar nas investigações e dificilmente conseguiremos repatriar os dólares que saíram ilegalmente do Brasil", afirmou Antero Paes de Barros. Segundo ele, há pelo menos 25 bancos que receberam depósitos de recursos que passaram pela agência do Banestado em Nova Iorque.

Nesta quarta-feira (16/7), às 16 horas, a direção da CPI do Banestado terá encontro com embaixador do Uruguai em Brasília, Agustín Espinosa Llovera. No encontro, o presidente e o relator da CPI pedirão apoio da embaixada para sensibilizar o governo de Montevidéu a colaborar no rastreamento dos quase U$ 6 bilhões que deixaram o Brasil via contas CC5 e foram depositados em agências bancárias no Uruguai. (Assessoria de imprensa)

Revista Consultor Jurídico, 16 de julho de 2003, 15h10

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