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Coração das trevas

Novas acusações mostram desdobramentos no caso Banestado

A CPI que investiga o escândalo da lavagem de dinheiro a partir do Banestado de Foz do Iguaçu (cerca de US$ 30 bilhões de ablução monetária em dois anos) pode dispor, a partir desta terça-feira (15/7) de novas e preciosas pistas: os caminhos para tornar legais US$ 428 milhões de dólares oriundos de lavagem.

Informações vindas dos Estados Unidos nesta segunda-feira (14/11) destinadas ao Ministério Público e à Polícia Federal, condicionadas ao sigilo absoluto da origem, dão o "caminho das pedras" de um novo episódio no escândalo do Banestado. A fonte combinou com o MPF que agentes da PF, que embarcam para os Estados Unidos nos próximos dias, se encontrariam com ele para receber as possíveis provas documentais das novas acusações.

Tais acusações dão conta de que US$ 428 milhões "lavados" no Brasil teriam obtido sinal verde de autoridades dos EUA para que fossem transferidos de bancos americanos, nos próximos dias, para contas bancárias na Itália, na França, e sobretudo no banco Isle of The Man, no Reino Unido. As autoridades do Departamento de Justiça dos EUA, especificamente da cidade de Dallas, no Texas, teriam concordado com a saída do dinheiro lavado nos EUA mediante taxação. Obviamente, é aí que entra o MPF: mostrar aos EUA que esse dinheiro seria fruto do escândalo Banestado também.

O caminho desses US$ 428 milhões passaria, segundo o MPF, pelo Banco Rural de Minas Gerais, pelo Banestado de Foz do Iguaçu, e por outros bancos em Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Nos EUA, o dinheiro chegou em 1994, passou por Miami, Dallas, Nova York e Minnessota.

Originariamente, o dinheiro foi remetido paulatinamente pelos chamados "formulários W 8", de contas pessoas, e lentamente foi convertido em contas de empresas "off shore". Há três anos o dinheiro teria sido bloqueado no Texas, a partir do Bank One, em Dallas, mas esta semana está sendo liberado pelas autoridades dos EUA. Esse dinheiro consta, nas contas pessoais W 8, como em nome de um empresário que atua no eixo São Paulo-Pernambuco e assinaria a titularidade das contas com as iniciais "F.O.C."

Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2003, 19h07

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