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Paparazzi na berlinda

Tribunal acolhe queixa da princesa Caroline contra paparazzi

Texto transcrito da Agência Estado.

O mais alto tribunal de direitos humanos da Europa acolheu nesta quinta-feira uma queixa da princesa Caroline de Mônaco acusando as autoridades germânicas de não a terem protegido contra os fotógrafos mais afoitos, os chamados paparazzi.

A princesa alega que uma decisão de uma corte alemã em 1999 permitindo a publicação não autorizada de fotos suas, algumas delas em companhia dos filhos, infringiu seus direitos à privacidade e vida familiar, como prevê a Convenção Européia de Direitos Humanos.

O máximo tribunal europeu acolheu a queixa, apresentada pela princesa com seu nome de casada, Princesa Caroline von Hannover, e marcou a audiência para 6 de novembro próximo.

Caroline e sua irmã mais nova, Stephanie, têm sido alvos favoritos dos paparazzi. Ambas são filhas do príncipe Rainier III de Mônaco e da falecida ex-atriz de Hollywood Grace Kelly.

Durante os anos 90, Caroline tentou evitar a publicação ulterior de fotos divulgadas pelas revistas alemãs Bunte, Neue Post e Freizeit Revue.

Uma decisão em 1999 da Corte Federal de Justiça alemã impediu a publicação de algumas das fotos que mostravam a princesa com seus filhos, por considerar que eles precisavam de maior proteção do que os adultos. Mas argumentou em favor da liberdade da imprensa e do interesse público ao recusar a proibição de fotos que mostravam apenas a princesa.

Revista Consultor Jurídico, 10 de julho de 2003, 14h39

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