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Segunda-feira, 7 de julho.

Primeira Leitura: PT tenta esvaziar greve de servidores federais.

PT fura-greve

O governo já mobiliza seus principais articuladores políticos para esvaziar a greve de servidores federais convocada para esta terça-feira (8/7). A estratégia para furar a greve começou na semana passada.

CUT fura-greve

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, afirmou que a entidade não apóia a paralisação e não mobilizará suas bases.

É proibido parar

O governo avisou ocupantes de cargos de confiança que a adesão ao movimento não será permitida.

Propaganda

Paralelamente, o governo encontrou formas de driblar a proibição judicial de fazer propaganda das reformas. Em vários sites oficiais - pelo menos no do Ministério da Previdência e no do IBGE, consultados na sexta-feira por Primeira Leitura - foi colocado um banner com os dizeres "Nova Previdência do servidor: um grande passo para o Brasil de todos".

Até mala-direta

Nesta semana, professores e outras categorias de servidores devem receber correspondência por mala direta defendendo as reformas. Por fim, dois ministros devem ocupar rede nacional de rádio e TV para defender as propostas: na terça, será a vez de Ricardo Berzoini falar da proposta para a Previdência, e, na quinta, Antonio Palocci (Fazenda) defenderá a reforma tributária.

Mobilização geral

A mobilização se estende em audiências públicas sobre a emenda previdenciária nesta segunda, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, e em infindáveis reuniões com líderes governistas para fechar a estratégia de votação das medidas. Tanta articulação não contará diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viaja na quarta-feira para um giro pela Europa que incluirá Lisboa, Londres e Madri.

Mais deflação?

Na quarta-feira, o IBGE divulga o IPCA - índice oficial usado no sistema de metas de inflação - de junho. Alguns analistas falam em deflação, outros em inflação zero, mas em qualquer hipótese estará justificada uma queda mais acentuada da taxa básica de juros (Selic) neste mês.

O imbróglio da telefonia

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Nilson Naves deve decidir nesta semana qual tribunal deverá julgar a questão dos reajustes das tarifas de empresas de telefonia autorizados há duas semanas. Na sexta, ele deu cinco dias para que os presidentes dos tribunais informem sobre as liminares que já concederam sobre o assunto antes de arbitrar a quem cabe a competência.

Conflito de competência

Telemar, operadora de telefonia de Estados do Norte, Nordeste e Sudeste, entrou com o pedido de que o STJ julgue o chamado "conflito de competência" entre vários tribunais em que começam a pipocar ações contra a aplicação do IGP-DI nos reajustes.

Assim falou... Roberto Faldini

"Deflação é um sintoma de economia doente"

Do diretor-adjunto de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, sobre a safra de índices de inflação negativos por falta de empregos, renda e consumo.

A história se repete como farsa

E lá se foi mais uma promessa do presidente Lula. O prometido "espetáculo do crescimento" foi trocado por um certo "momento de reativação gradativa da economia, rumo à retomada do crescimento" no discurso presidencial de sexta-feira última. Enfim, para manter a alegoria, virou uma novela. O crescimento virá, se vier, em capítulos. Mas Lula garante que virá. As bases, segundo ele, já foram lançadas. Quais seriam? O próprio presidente responde.

"A estabilidade reconquistada é o nosso alicerce. Sobre ele, vamos construir o edifício do desenvolvimento", afirmou. Ou seja, a promessa de Lula é a mesma, quase com as mesmas palavras, que já foi feita por FHC. O detalhe é que essa idéia - a estabilidade gerando crescimento - já se mostrou um equívoco. A estabilidade é uma precondição, mas nunca foi uma condição suficiente para o crescimento. Até porque se o centro de gravidade da política econômica atual for mantido, há pouco espaço para, por exemplo, uma política industrial ativa ou para a realização dos investimentos necessários no aumento da oferta de energia.

Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2003, 14h41

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