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Sexta-feira, 4 de julho.

Primeira Leitura: Cunha vai rever pontos da reforma da Previdência.

A reforma...

O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), um dos principais negociadores do PT e do governo para as reformas, acenou quinta-feira com mudanças significativas na proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso.

...Da reforma

Segundo João Paulo, da extensa lista de alterações propostas pelos sindicalistas, três pontos podem ser objeto de negociação: a criação de uma regra de transição do atual sistema para o novo; a manutenção da aposentadoria especial dos professores; e a mudança do cálculo da aposentadoria, adotando a média de 15 anos de salários, e não 35 anos como se propôs.

Mudança

João Paulo é a primeira pessoa próxima ao governo a admitir mudanças no chamado "núcleo central" das mudanças originalmente propostas, coisa que o Planalto vinha se recusando terminantemente a fazer.

A política e a terra

O Senado aprovou nesta quinta a abertura de uma CPI para investigar as recentes invasões promovidas pelo MST. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), conseguiu recolher as 38 assinaturas necessárias na esteira da transgressão institucional do presidente Lula, que anteontem usou um boné com o logotipo do MST.

Lula e o boné

A atitude de Lula escandalizou tanto que vários ministros de Estado vieram a público nesta quinta para tentar amenizar o impacto da cena, que apareceu na primeira página de quase todos os grandes jornais e foi destaque nos noticiários da TV.

Feira de desculpas

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou que Lula costuma experimentar os bonés que ganha em todos os eventos - inclusive nas sete feiras agropecuárias que visitou neste ano. José Dirceu (Casa Civil) lembrou que, aonde vai, o presidente "coloca diferentes bonés de forças sociais". Thomaz Bastos (Justiça) disse que houve uma "histeria absurda".

Diferenças óbvias

Uma coisa é uma feira agrícola, um evento legal, lícito e apolítico. Outra coisa é o MST, que tem protagonizado ações violentas e ilegais: invasões de terras particulares e de prédios públicos, além de saques em rodovias.

Torniquete

Três índices divulgados ontem mostraram deflação nos preços ao consumidor em junho, evidenciando que houve exagero no rigor da política monetária. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fipe em São Paulo, teve variação negativa de 0,16%. É o menor valor em três anos.

Sufoco

O IPC havia registrado inflação de 0,31% em maio. A queda do índice foi puxada pela redução nos preços de alimentos e transportes. O Índice do Custo de Vida (ICV), do Dieese, também medido na capital paulista, registrou deflação de 0,26%. No comércio varejista do Rio, a deflação foi de 0,29%. Tudo por conta da recessão, que derrubou o consumo.

Feira de CPIs

Deputados da base governista querem criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os reajustes das tarifas de telefone autorizados na semana passada. Daniel Almeida (PC do B-BA) disse já ter as 171 assinaturas necessárias para abrir a comissão. É mais um jogo de cena do governo para posar de indignado em relação ao assunto.

Assim falou...Miro Teixeira

"Se eu estivesse nesta negociação, esse aumento não teria sido dado."

Do ministro das Comunicações, incentivando o questionamento na Justiça do reajuste das tarifas de telefonia concedido pela Anatel. O que Miro não disse é que ele esteve, sim, envolvido no assunto, mas, ao que parece, seu poder negociador é pequeno.

Tudo é história

A taxa de desemprego dos EUA, divulgada ontem, atingiu 6,4% em junho, o maior nível desde 1994. O país perdeu 30 mil postos de trabalho no mês passado. Já seria um desastre em si, mas, posto no contexto histórico fica pior ainda. O The New York Times mostrou que, em termos de geração de empregos, George W. Bush só não foi pior que Herbert Hoover, que governou o país entre 1929 e 1933. Justamente o período da Grande Depressão, talvez o período mais duro da história econômica americana.

Naquela crise, o país perdeu 7,7 milhões de empregos, o que correspondeu a uma perda de 9%. Com dois anos e meio de Bush, a conta já está em 2,37 milhões de postos, ou 0,7%. Só como comparação, Bill Clinton é o presidente do século 20 que mais gerou empregos em termos absolutos: 22,7 milhões. Bush pai, que perdeu a eleição por causa da crise econômica, gerou 2,6 milhões de empregos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2003, 9h23

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