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Justiça isenta jornalistas e jornal de indenizar filho de Covas

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Os jornalistas Carlos Brickman e Palmério Doria de Vasconcellos, o Diário Popular e a Arc Filmes estão isentos de indenizar o advogado Mário Covas Neto em R$ 100 mil por danos morais. A decisão é da 38ª Vara Cível de São Paulo. Ainda cabe recurso.

O filho do ex-governador Mário Covas alegou que se sentiu ofendido com nota publicada em coluna do site www.ebarbaro.com.br, assinada pelo jornalista Palmério Doria -- sob o título "Filhos, melhor não tê-los?" e subtítulo, "Zuzinha: a chuva ácida". A nota tratava de tráfico de influência em concorrências, contratos e obras do governo estadual.

Em um dos trechos afirmou-se: "não por acaso, o padrinho de casamento dele é o português Antônio Dias Felipe, dono das empresas Tejofran e Power (...) Suas empresas são campeãs em contratos com o governo". Na ocasião, Brickman mencionou a nota do colega no Diário Popular.

Os jornalistas foram representados pelos advogados Tânia Lis Tizzoni Nogueira e Clayton Caboclo. Eles alegaram que Palmério Doria apenas reproduziu um discurso do senador Renan Calheiros. Também argumentaram que Brickman somente narrou os fatos publicados no site produzido pela Arc Filmes e nada acrescentou ao texto.

A Justiça de primeira instância acatou os argumentos e afirmou que a nota era de "indiscutível interesse público". Também lembrou que o autor da ação "sequer" negou diretamente as acusações.

Processo nº 000.00.628379-9

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2003, 17h33

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