Consultor Jurídico

Artigos

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Marketing jurídico

Escritórios podem usar estratégias de marketing sem violar ética

Por 

Advogados e comunicação andaram por muito tempo separados e interpostos pelo Código de Ética do Conselho Federal da OAB. Desde o Provimento 94/2000, um dos pequenos avanços desse código, permitiu-se então a comunicação sem excessos para alguma divulgação junto a possíveis clientes. Embora muitos pensem que o uso de estratégias de marketing esteja invariavelmente dissociado da advocacia em razão de limitações éticas, isso está bem longe da verdade.

Muito mais do que propaganda ou vendas, o marketing tem por objetivo estabelecer parâmetros para a amplitude profissional e trazer o enfoque para os clientes e suas necessidades, ajudando no planejamento de estratégias capazes de abranger novos campos e reforçar a imagem institucional do escritório ou do advogado junto ao público.

Obviamente, num mercado em crise, investimentos em marketing podem encontrar uma barreira quase intransponível e serem reduzidos a patamares mínimos. De um lado, a prática mercadológica não pode ser totalmente abandonada. De outro, o estabelecimento de estratégias mais complexas (e custosas) pode esbarrar no inevitável processo de hierarquia e priorização de gastos mais prementes. O custo com marketing ainda pode variar de acordo com a necessidade e satisfação. Quanto mais equilibrado for esse conjunto de ações e idéias, computadas as devidas relações de custo/benefício, melhores serão os resultados.

Um escritório de advocacia pode conduzir uma série de atividades sem quebrar a ética imposta pela profissão. As possibilidades para intervenção emergem desde os elementos mais simples, como a maneira como um cliente é indicado ou conhece o escritório, passando pela recepção telefônica e agindo até sobre a constituição do ambiente de trabalho. Cada atitude ao longo de todo esse caminho que separa o potencial cliente de seu advogado de confiança pode ser determinante na escolha de um escritório ou outro.

Muitos clientes preferem a grandeza, a tradição e o bom nome de alguns escritórios fortes. Já outros preferem a confiabilidade, o tratamento personalizado e a competência oferecida por escritórios de menor porte, que, por isso mesmo, podem se posicionar muito mais próximos do cliente e oferecer um tratamento de qualidade igual ou muitas vezes superior.

Os diferentes tipos de público fazem com que escritórios escolham caminhos diversos, ampliando a gama de opções disponíveis aos potenciais clientes e ao mesmo tempo maximizando a possibilidade de um escritório de advocacia estruturado a partir desses princípios atingir com sucesso seu potencial mercado. Uma das principais ações do marketing será, num primeiro momento, determinar o atual posicionamento de mercado, identificando o chamado "público-alvo".

Numa segunda instância, a meta passa a ser apontar, e implementar, ações que possam permitir que um dado escritório atinja uma comunicação efetiva com o mercado que quer atingir, sem infringir os princípios que colocam em lados opostos propaganda e advocacia.

A comunicação e seus meios nunca poderão ser separados das profissões atualmente, por isso seja qual for a área, deve existir uma adaptação para que os resultados possam vir com planejamento, investimento e competência.

 é graduando no curso de Publicidade e Propaganda da Faap

Revista Consultor Jurídico, 2 de julho de 2003, 15h31

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 10/07/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.