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Segunda chance

Empresas satélites da Telecom Itália têm falência suspensa

Depois de terem a falência decretada pela 42ª Vara Cível de São Paulo, em novembro, as empresas fornecedoras da TIM (Telecom Itália Móbile) ressuscitaram, ao longo do mês de dezembro. As liminares foram concedidas pela 5ª e pela 6ª Câmara, pelos desembargadores Correia de Moraes e Percival Nogueira, respectivamente, às empresas Eudósia e Tecnosistemi. As outras doze coligadas (Metalpark, Acquasparta, Servsite, Cral, Denwabras, Palas Athena, Technosson, SAI Brasil, Tecnolux, Net Systems, Net Sinergy e Sisargas) foram automaticamente beneficiadas, segundo explica um dos advogados que atua no processo, o falencista Oanes Koutoudjian.

O decreto de falência fora assinado pelo juiz Carlos Henrique Abrão, para quem as dificuldades financeiras apresentadas à Justiça são artificiais. Os advogados repelem a suspeita e negam qualquer vínculo com a TIM, afirmando que as empresas são independentes. Não haveria, tampouco, vínculo com a Bombril, com a Parmalat ou com a Ericsson.

O caso, porém, foi encaminhado ao Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Procurada pela revista Consultor Jurídico, no dia 22 de dezembro, a assessoria de imprensa da TIM disse que só responderia às acusações no dia 26. Nessa data, contudo, a resposta foi de que a empresa havia liberado seus funcionários para que emendasse o feriado de natal e informou-se que os esclarecimentos solicitados seriam prestados nesta segunda-feira, o que não aconteceu.

Revista Consultor Jurídico, 29 de dezembro de 2003, 20h30

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