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Denúncia aceita

Acusados de tráfico internacional de órgãos responderão ação penal

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia à Justiça contra 28 pessoas acusadas de envolvimento no esquema criminoso que levava recifenses pobres para vender um dos rins em Durban, na África do Sul. A juíza da 13ª Vara, Amanda Torres Galvão, já recebeu a denúncia e determinou a instauração de ação penal.

Os procuradores da República querem pena de 50 anos para os 13 integrantes da quadrilha. Já para as outras 15 pessoas, que venderam um dos rins, o pedido de punição varia de 3 a 8 anos.

Os acusados, que teriam movimentado 4,5 milhões de dólares em apenas um ano, vão responder processo por formação de quadrilha ou bando, compra e venda de órgãos humanos e aliciamento de pessoas para a prática criminosa.

O procurador da República Anastácio Nóbrega Tahin informou que aqueles que apenas 'doaram' um dos rins foram denunciados de acordo com o artigo 15 da Lei 9.437/97, na modalidade 'vender'. "Por todos os crimes cometidos, os integrantes da quadrilha podem pegar uma pena de até 50 anos. Se, nos autos suplementares, descobrirmos que alguns desses vendedores também faziam parte da organização, eles serão denunciados por essas práticas", assegurou.

Em entrevista coletiva, semana passada, os procuradores afirmaram que os integrantes se dividiam em cinco categorias que seguiam uma rígida hierarquia: gerente, assessores, diretores, vendedores/aliciadores e vendedores.

O procurador-chefe Wellington Cabral Saraiva e os procuradores Rafael Nogueira, Antonio Carlos Barreto Campelo e Marcos Antonio Silva Costa participaram da coletiva. (PR-PE)

Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2003, 17h51

Comentários de leitores

1 comentário

Esta quadrilha (mafia) possui organização hiera...

Paulo Renato da Silva ()

Esta quadrilha (mafia) possui organização hierarquica e poder de persuasão incrivel, mas o que me leva a este comentario, é tentar imaginar o que leva um ser humano ao ponto de deixar-se mutilar por dinheiro, além de que, nunca há 100% de garantia de vida em qualquer espécie de cirurgia, ainda mais um rim, que amanhã ou depois, poderá ser-lhe o diferencial da vida ou da morte, ou de um ente querido. Seria ignorância? Seria realmente o poder de persuasão de outrem? Seria a pobreza? Acho que não. Aposto na mais abrangente forma de MISÉRIA, inclusive cultural. A miséria é degradante, uma alienação mental incompreensivel e quiça até mesmo desmerecedora de qualquer pena imposta judicialmente.

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