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Domingo, 21 de dezembro.

Primeira Leitura: Lula usa linguagem de botequim em brincadeira.

Linguagem de botequim - 1

Em solenidade oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou, na sexta-feira, com a virilidade do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Ao fazer mais um balanço de seu primeiro ano de governo na entrega da Ordem do Mérito Cultural, Lula disse: "Eu duvido que o Gilberto Gil tenha trabalhado na vida dele metade... ele está com 50, 60 anos de idade, mas está com um gingado de 40... Eu vou perguntar para a Flora como é que está a sua idade...". Nesse momento, o presidente gesticulou, com a mão espalmada para baixo, dando a idéia de que se referia ao vigor físico do ministro.

Linguagem de botequim - 2

A insistir nessa linguagem de botequim, Sua Excelência presidencial pode mandar logo às favas a liturgia do cargo e transferir a sede do Executivo do Palácio do Planalto para um daqueles bares e restaurantes que são sucesso na noite de Brasília. Na missão, pode até ser assessorado por ninguém menos que o amigo de peladas de fim-de-semana e empresário da noite candanga, Jorge Ferreira.

O mapa da birita

Só de Ferreira, Lula pode escolher o Feitiço Mineiro, o Bar Brasília, o Monumental e o Armazém do Ferreira. O presidente vai se sentir em casa, pois os "bares do Ferreira", estão lotados de petistas, dos que estão no centro do governo e ostentam na lapela dos ternos uma estrela mais para o cor-de-rosa até aos vermelhões, a turma que ocupa as beiradas do poder.

Clássicos

Para nivelar as conversas e discursos do poder aos papos de botequim, Lula pode ainda optar pelos "clássicos" Faisão Dourado, Ki-Filé e o pai de todas as tradições etílicas de Brasília, o Beirute. Esses três já foram palco para festejos de mais de uma troca de poder, do regime militar para Tancredo -- que não assumiu --, de Tancredo para Sarney... Collor, Itamar, FHC, FHC outra vez e agora Lula.

Balanço legal

A prática de fazer um balanço de um ano de gestão com muita fantasia e pouco fato começa a se alastrar. O ministro José Graziano (Segurança Alimentar) anunciou na sexta que o Fome Zero beneficiou, do início de janeiro até o último dia 12, cerca de 4 milhões de famílias em todo o país. De acordo com o ministro, apesar dos percalços na implantação do programa, 5.461 dos 5.560 municípios brasileiros já estão cadastrados e recebem recursos.

Detalhe

Graziano omitiu, porém, que misturou no seu balanço dados de outros programas, unificados no Bolsa-Família, coordenado pela especialista em políticas sociais Ana Fonseca, que não está subordinada a seu ministério. O Fome Zero, na prática, é hoje apenas uma marca. Mesmo assim, Graziano respondeu à pergunta de jornalistas sobre a avaliação que fazia de sua gestão: 8 ou até 9, afirmou. Então, tá...

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

"Sabemos que tem navios grandes de pesca oceânica, mas sabemos também que tem pequenos barquinhos de companheiros que eram metalúrgicos, que estão desempregados e que, muitas vezes, precisam de um financiamento para ter um barquinho para poder ir pescar. E nós vamos financiar, através do BNDES, para que essa gente também tenha direito a ter um financiamento."

Do presidente da República.

Agenda da semana

Lula fará, na segunda-feira, a segunda festa de confraternização em cinco dias para comemorar o fim do ano. O casal presidencial reúne os ministros para um jantar na Granja do Torto. Mas o ano político ainda não acabou, apesar do otimismo presidencial. Na segunda, o Senado ainda tenta votar a medida provisória da Cofins. No mesmo dia, a Comissão de Orçamento deve votar a parecer do relator Jorge Bittar (PT-RJ).

No dia seguinte, a proposta vai a plenário - o governo tentará um acordo para que a votação seja simbólica. Só depois de encerrar essas votações o Congresso poderá iniciar o recesso. O governo terá de anunciar nesta semana, oficialmente, se haverá ou não convocação extraordinária em janeiro.

Ainda na segunda, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP) - que, na sexta, classificou a convocação como um "erro" e um "escândalo" - deve ocupar cadeia nacional de rádio e TV para comemorar os projetos aprovados neste ano. O Natal de Lula pode ser atrapalhado pela divulgação da taxa de desemprego do IBGE em novembro. Depois de ter dito, em seu balanço, que o crescimento e a recuperação dos salários já começaram, Lula tem de esperar que os números não o desmintam - como os conhecidos até agora fizeram.

Revista Consultor Jurídico, 21 de dezembro de 2003, 11h01

Comentários de leitores

4 comentários

Sou favorável às elites, em lugar da mediocrida...

Plinio Gustavo Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Sou favorável às elites, em lugar da mediocridade. O Senhor Presidente deveria ser o primeiro a contribuir para que este País seja mais elitista, já que ser elite não é nem pode ser entendido como sendo algo pernicioso. Ser elite, em todos os ramos do fazer e do saber humanos, é atingir níveis de excelência, de qualidadade, de aprimoramento, de edução. Uma nação sem elites só poderá ser uma pobre nação e uma nação pobre. Assim como precisamos criar mais elites, precisamos aumentar (ao invés de diminuir), o número de ricos neste País, pois a melhor distribuição de riqueza está na possibilidade de haver um maior número de pessoas e empresas com capacidade de gerar empregos, bens e serviços. A justiça social não se faz pelo empobrecimento dos ricos para "distribuir aos pobres", mas pelo maior oferecimento de oportunidade aos pobres para que deixem de ser pobres, ainda que não cheguem, necessariamente, a ser ricos. A "justiça social distributivista" tem-se caracterizado pelo empobrecimento do rico e da classe média, em benefício do engordamento do Estado e pela ampliação da pobreza geral. Que "nosso" Presidente tenha isso em mente e do alto de sua sabedoria popular deixe de lado a demagogia e busque ser um verdadeiro estadista com olhos voltados para um futuro melhor e mais promissor para este País, sem, nesse percurso, persistir nesse populismo barato, de quem muito fala e pouco faz. E, no que fizer, que o seja para favorecer a nação e não apenas os cofres públicos, já, ademais, abarrotados em razão do garrote fiscal-tributário. Plinio Gustavo Prado Garcia Prado Garcia Advogados www.pradogarcia.com.br

É demais... É ou não o é "ESTANDARTE DO SANATÓ...

Maria Lima (Advogado Autônomo)

É demais... É ou não o é "ESTANDARTE DO SANATÓRIO GERAL"? O Chefe do Sanatório Geral deve estar absolutamente sem os neurônios! QUE VERGONHA!

Pois é. Cada dia que passa, vemos, com verg...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Pois é. Cada dia que passa, vemos, com vergonha, em que mãos foi jogado o poder executivo federal (assim mesmo, muito menor do que o pequenino). Para o ocupante do cargo de chefe do executivo federal, tudo é brincadeira. Nada é levado a sério. Compostura?? O que é isso?? O cargo de Presidente da República, ficou pequeniníssimo (será que existe este termo?) nas mãos do "metalúrgico" (sempre ouvi dizer que nunca trabalhou). Alguém sabe dizer o que é "segurança alimentar"?? - Esse Ministério foi criado como mais um cabide de emprego, pois não?? Esse talde "fome zero" foi ou não foi mesmo um engôdo? Tanto foi que o tal ministro da segurança alimentar, engloba todos os "programas sociais" (??) no tal de "fome zero", que, aliás, não passou mesmo de um "caça-trouxas". Pelo amor de Deus e do País, Srs. Ministros do Itamarati e Chefe do Cerimonial da Presidência da República, não deixem o "homi" fazer discurso de improviso, principalmente no exterior, chega de envergonhar-nos. E somente conseguiu a aprovação das tais "reformas previdenciária e tributária" (quá, quá, quá, o que foram isso?) com a promessa de CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONGRESSO, ou seja, mediante o pagamento de mais um salário para os srs. "representantes do povo". E ainda chamou os generais do exército de BANDO. Pode? Parece que em nosso País, pode-se tudo. Até quando??

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