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Operação Anaconda

TRF-3 recebe denúncias contra 12 investigados pela Operação Anaconda

Os 16 integrantes do Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região receberam, por decisão unânime, as denúncias por formação de quadrilha contra os 12 investigados na Operação Anaconda. Os juízes Casem e Ali Mazloum foram afastados do cargo. O juiz João Carlos da Rocha Mattos continuará preso.

Os desembargadores também receberam a denúncia por falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva contra Rocha Mattos e o agente da Polícia Federal Cesar Herman Rodriguez.

Além dos magistrados e de Cesar Herman, oito pessoas foram denunciadas por formação de quadrilha: os delegados da Polícia Federal José Augusto Bellini, Dirceu Bertin (corregedor) e Jorge Luiz Bezerra da Silva (aposentado), os empresários Wagner Rocha (o Peru) e Sérgio Chiamarelli Jr., os advogados Carlos Alberto da Costa Silva e Affonso Passarelli Filho e Norma Regina Emílio Cunha, ex-mulher de Rocha Mattos.

O julgamento, que começou às 9h, continua. Os desembargadores federais também decidirão se aceitam as denúncias por falsidade ideológica e intercepção de telefone, contra Casem; e ameaça e abuso de poder, contra Ali.

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2003, 19h00

Comentários de leitores

5 comentários

Respondendo ao sr. Morresi, empresário, devo di...

Eduardo Câmara ()

Respondendo ao sr. Morresi, empresário, devo dizer que, lamentavelmente o Congresso Nacional ainda não se deu conta, por conveniência de alguns Deputados e Senadores, para não se deixarem procesar por maracutaias praticadas ( termo cunhado pelo PT que agora é Governo), ainda não reviram essa Lei da Magistratura LOMAN, que, vergonhosamente é um monumento corporativista, já editada com esses privilégios para troca de fevores entre os dois POderes, que aposenta magistrados corruptos com dinheiro suado do contribuinte brasileiro, em especial , dos empresários , que vivem sufocados por essa imensa carga tributária. Todas essas Leis complementares corporativistas , editadas após a promulgação da Constituição de 1988, precisam ser revistas, porque os brasileiros não só não aceitam mais eticamente esses favores pagos com o seu dinheiro, seja porque, ainda que até consentissem , não têm mais condição de fazê-lo. Muita coisa absurda precisa ser mudada no Brasil, como essas Convocações Extraordinárias do Congresso Nacional, ´contra as quais até o Presidente da Câmara dos DEputados, João Paulo, se insurgiu, tachando-a de " escândalo", porque não há matéria urgente a ser votada, nem tempo hábil para se concluirem as votações. Mas esse é outro "favor" que os Presidentes da República fazem aos parlamentares , para que matérias , algumas muito mais de interesse da Presidência da REpública, do que do povo eleitor e pagador de impostos , sejam apreciadas. Se todo o dinheiro movimentado no Brasil pela corrupção e por "favores" deslavados fossem aplicados em programas de interesse do País, certamente seríamos a 5ª Economia do Planeta. O senhor tem toda a razão, mas pelo menos surge uma luz no fim do túnel, como o desta página, muito lida e democrática, em que esses fariseus e vendilhões do templo acabam lendo, gostem ou não. Antes da Internet e de uma tribuna como esta era a ESCURIDÃO TOTAL

Todos são iguais perante a Lei, diz a constitui...

Paulo Renato da Silva ()

Todos são iguais perante a Lei, diz a constituição federal, agora cabe ao STF fazer que cumpra-se. O que não vejo vir muito a baila é o outro lado da transgressão da Lei, ou seja, os corruptores, e que geralmente são duplamente culpados, pois corromper também é transgressão, assim como a origem, que é o motivo desta. Creio que a mídia e o próprio Judiciario não vem dando muito enfase a este lado, no que concerne à levar a conhecimento do Povo, e liberdade de expressão também consta na Constituição. Já que a "OPERAÇÃO ANACONDA" , devemos conhecer todos os partícipes.

O Judiciário pode também estar começando a aban...

Edvaldo Noronha Heltz ()

O Judiciário pode também estar começando a abandonar a independência. Aliás, acho que faltou independência para separar o joio do trigo.

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