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Quinta-feira, 18 de dezembro.

Primeira Leitura: petista critica vazamentos pelo Ministério Público.

Alerta vermelho

A cúpula do PT decidiu mudar a estratégia diante da reabertura das investigações sobre o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel. Depois de condenar as novas investigações, dizendo que equivaleriam a "matar novamente" o petista, o presidente do partido, José Genoino, anunciou que o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira (governos Sarney e Collor) passará a acompanhar o caso como advogado do PT, no lugar do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (SP). O partido agora diz pleitear a quebra do segredo de Justiça do caso.

Alerta vermelho - 2

Primeira Leitura apurou que a guinada na tática petista foi decidida depois de constatado o desgaste que o caso está impondo ao partido e, em conseqüência, ao governo Lula. A avaliação é que, agindo na defensiva, o PT estaria reforçando a idéia de que o partido tem implicações no caso. "Temos de ter acesso às investigações para não sermos sempre surpreendidos pelos vazamentos seletivos do Ministério Público", disse ao site um petista próximo ao caso.

Aquele que crê

Greenhalgh afirmou que resolveu se afastar porque tem convicção de que a primeira conclusão da polícia -- a de crime comum -- é a verdadeira. "Meu compromisso nesse caso é com o Celso Daniel, com o qual fiquei sozinho, 45 minutos, até o legista chegar. Naquela sala, disse a ele que envidaria os melhores esforços para elucidar o crime, e envidei", disse Greenhalgh.

A culpa é do MP (!?)

Junqueira evitou dar sua opinião sobre o caso, mas criticou o Ministério Público por, supostamente, estar exorbitando de suas atribuições constitucionais ao promover uma investigação paralela à da polícia. Ele disse que "não faz sentido" haver audiências e depoimentos sigilosos no caso.

CPI, já?

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), espera conseguir, até esta quinta, as duas assinaturas que faltam num requerimento para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o caso.

AI-5

Em Santo André, a socióloga Marilena Nakano, casada com um dos irmãos de Celso, Bruno José Daniel Filho, que defendeu a reabertura do caso, foi exonerada da Fundação Santo André, uma autarquia municipal, sem justificativa, depois de 20 anos de vínculo empregatício. A versão de perseguição política evidentemente foi aventada. O afastamento provocou protestos na própria bancada do PT local.

Na economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa-Selic em apenas 1 ponto percentual, de 17,5% para 16,5% ao ano, sem indicar viés. Trata-se da sétima queda de juros consecutiva e da menor taxa desde abril de 2001. Em breve nota nesta quarta, o Banco Central informou que a decisão foi unânime e que, além da convergência da inflação para a trajetória das metas, "as perspectivas favoráveis para a evolução da atividade econômica" permitiram o corte.

Melhor para os bancos

Parte dos analistas considerava que havia espaço para a redução de 1,5 ponto percentual. Mas a aposta majoritária dos bancos era de redução de 1 ponto, apenas. Se a opção tivesse sido por 1,5% ponto, a taxa real de juro cairia para 1 dígito. Fica para outra...

Assim falou...Arthur Virgílio

"Isso aí [o corte de juros de só 1 ponto] significa a opção definitiva pelo conservadorismo. (...) A economia permanece a mesma, o governo se alimenta de notícias virtuais, e o povo da vida real está sofrendo e começando a ficar inquieto."

Do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), comentando a decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic de 17,5% para 16,5%, o que mantém o juro real em dois dígitos.

Direita para quê?

Um raciocínio dos mais exóticos está em curso. Consiste no seguinte: a vítima é a grande responsável pelas penas que a tornam, justamente, vítima. É uma revolução cujo alcance não está apenas no mundo da política, mas também da narrativa. Assim, Heloísa Helena, João Fontes, Luciana Genro e Babá, os expurgados, seriam, na verdade, expurgantes.

Segundo essa versão, os quatro parlamentares não se bateram, em nenhum momento, contra a cúpula do PT, José Dirceu, José Genoino, o núcleo duro, ou o que seja. Bateram-se, em verdade, contra si mesmos, contra a própria pusilanimidade. Causa estupefação que tal avaliação ganhe o estatuto de análise política autônoma. E o culpado de sempre, ora, ora, é a tal direita, a quem os expurgantes estariam prestando um serviço. Ocorre que tal raciocínio não tem resposta para a seguinte pergunta: "Direita para quê se já tem o PT?"

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2003, 12h55

Comentários de leitores

2 comentários

Ê, Good Fellows! Maria Lima

Maria Lima (Advogado Autônomo)

Ê, Good Fellows! Maria Lima

Vamos avaliar a verdadeira disposição do PT qua...

Rogério Campos ()

Vamos avaliar a verdadeira disposição do PT quando da colheita e instauração da citada CPI de Santo André. Quem não deve, não teme.

Comentários encerrados em 26/12/2003.
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