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Quarta-feira, 17 de dezembro.

Primeira Leitura: Pedro Malan elogia Lula e enaltece Palocci.

O nosso Copom

O Banco Central deveria reduzir hoje a taxa-Selic em 1,5 ponto percentual. A Selic fecharia o ano na marca de 16% -- taxa defendida por esta coluna faz cinco meses. Para a Primeira Leitura, o erro de operação do BC foi seu extremo conservadorismo, que implicou adiar o início da política de corte de juros, apesar de a inflação já ter dado demonstrações cabais de perda de fôlego desde o primeiro trimestre do ano. Foi esse atraso que desenhou o cenário de 2003, o ano da recessão petista. Está mais do que na hora de desmontar as medidas que construíram esse país sem renda.

Menos compulsórios

Um desses instrumentos é o compulsório bancário. Esta coluna considera que a necessária redução do compulsório, porém, deve ser feita com precaução para impedir que apenas o lucro do sistema financeiro, já extraordinário, seja ampliado com a possibilidade renovada de compra de mais títulos públicos. Ora, só deveriam ter acesso a compulsórios menores -- o corte poderia chegar a 15% -- os bancos que elevassem suas carteiras de crédito em termos reais para o setor privado.

Bateu cartão

O presidente em exercício, José Alencar, voltou a defender a redução dos juros, como sempre faz em vésperas de reuniões do Copom. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, defendeu queda 2 pontos percentuais na Selic e disse que se a redução for menor do que isso vai frustrar a indústria.

Malan e o PT, tudo a ver

O ex-ministro da Fazenda e vice-presidente do Conselho de Administração do Unibanco, Pedro Malan, fez uma nova aparição nesta terça e deu sua contribuição ao debate econômico com mais um exotismo teórico. Segundo ele, um dos principais motivos dos altos juros do crédito no Brasil é a incerteza da interpretação jurídica dos contratos. Malan disse que a maneira "paternalista" com que o Judiciário lida com as questões relacionadas ao crédito prejudica os credores e faz com que as taxas de juros sejam elevadas.

Viva Lula

O ex-ministro Malan, durante palestra promovida pelo Unibanco, em São Paulo, local onde hoje trabalha, elogiou presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas cobrou avanço no marco regulatório para os setores. E enalteceu o ministro Antonio Palocci (Fazenda) pela "grande capacidade" de ouvir e pelo pragmatismo monetário e fiscal, que reverteu o clima de "quase pânico" no fim do segundo semestre de 2002. Em relação ao acordo com o FMI, o ex-ministro o considerou "positivo, satisfatório e esperado".

Exportações históricas

O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) anunciou em Montevidéu que ontem o Brasil alcançou o recorde em exportações: US$ 70 bilhões, o que eleva o saldo da balança comercial a US$ 23,5 bilhões neste ano, outro resultado histórico, podendo chegar a US$ 24 bilhões até o fim do ano, de acordo com ele.

Assim falou... João Paulo 2º

"A paz e as leis internacionais estão intimamente relacionadas".

Do papa, em sua mensagem do Dia Mundial da Paz, ontem, quando criticou a iniciativa do governo americano de invadir o Iraque sem a aprovação da ONU. João Paulo afirmou ainda que a luta contra o terrorismo não deve só punir aqueles que o cometem, mas também eliminar as razões pelas quais os terroristas atacam: a injustiça social e a falta de respeito pela vida humana.

Sinais opostos e combinados

A produção industrial em São Paulo cresceu em outubro pelo terceiro mês consecutivo e, com isso, indicou que o processo de recuperação do mercado interno está em curso, segundo o IBGE. Diferentemente de outros Estados, nos quais o avanço da atividade está mais ligado às exportações, São Paulo é também um termômetro do consumo dos brasileiros. A expansão da indústria paulista, que corresponde a 40% no setor em todo o país, foi de 2,6% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, mais que o dobro da média nacional, que foi de 1,1%. Parece bom, mas há sinais opostos, que mostram o estrago que a falta de renda está causando nas vendas a crédito. O presidente do Banco do Brasil, Cassio Casseb, propôs ontem a prorrogação da linha de financiamento para a compra de eletrodomésticos de linha branca, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a juros mais baixos. Essa linha de crédito vigoraria até o fim deste mês. Ocorre que a demanda foi muito baixa. Dos R$ 100 milhões oferecidos pelo Banco do Brasil apenas R$ 7 milhões foram emprestados. Ou seja, sem demanda, até crédito barato encalha.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2003, 11h53

Comentários de leitores

2 comentários

Estou em total e completa harmonia com as asser...

José Reinaldo Marcondes de Andrade ()

Estou em total e completa harmonia com as assertivas lançadas pela colega Maria Lima e acrescento que o Sr. Malan defende interesses dos banqueiros, sendo, destarte, seu comportamento escuso para realizar tal afirmativa. É muito fácil assumir a postura de guardião dos interesses financeiros daqueles que escorcham e espoliam o povo, com a obtenção de lucros cada vez mais imorais, aprumado em vida de nababo demonstrando insensibilidade para com aqueles que lutam de forma diuturna para sobreviver a duras penas. As considerações do Sr. Malan devem, portanto, serem ignoradas, pois estão deslocadas do foco e da realidade de nós pobres mortais. Espera-se que o Judiciário julgue sempre com lisura, transparência e finacdo nos princípios da legalidade, equidade e sensibilidade

Ora, ora, ora! O aristocrático Malan acha "pat...

Maria Lima Maciel ()

Ora, ora, ora! O aristocrático Malan acha "paternalistas" as soluções do Judiciário para os contratos! Não fosse o Judiciário, a única e última esperança dos que contratam a prazo, a crédito, a juros que são verdadeiros assaltos, a classe média estaria perdida. Nada como defender os que assaltam, e poder ver as coisas do alto da montanha, indiferente à plebe...tenha dó!

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