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Terça-feira, 16 de dezembro.

Primeira Leitura: militantes históricos começam a abandonar o PT.

PT e FMI, tudo a ver

O FMI aprovou empréstimo de US$ 14 bilhões para o Brasil em 2004. Trata-se do primeiro acordo do governo Lula com o Fundo e, a despeito dos discursos do PT sobre uma negociação em termos melhores para o país, todos os sacrifícios exigidos neste ano foram mantidos. Ou seja, as linhas gerais do entendimento, que foram divulgadas no dia 5 de novembro, não sofreram alteração. Dos US$ 14 bilhões, US$ 6 bilhões são dinheiro novo e US$ 8 bilhões correspondem a parcelas não sacadas do acordo anterior, firmado no governo FHC.

Os mesmos sacrifícios

A meta de superávit de 4,25% do PIB no ano que vem foi mantida no acordo com o Fundo, com a possibilidade de utilizar recursos poupados neste ano em projetos de saneamento em 2004 - um total de R$ 2,9 bilhões. Em relação à dívida do país com o FMI, ficou acertada uma reprogramação de pagamentos, que se darão até 2007. A renovação do acordo parte do pressuposto de que o superávit primário do país deve somar R$ 71,5 bilhões em 2004. Para 2003, o valor do superávit deve ser de R$ 65 bilhões. O aumento do valor em dinheiro se deve à previsão de que a economia crescerá 3,5% em 2004.

Crescer como?

A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai decidir a nova taxa de juros do país e, em conseqüência, o ritmo do crescimento que o governo deseja impor em 2004. O mercado chegou a apostar majoritariamente em um corte de 1,5 ponto percentual da taxa-Selic, que cairia para 16% ao ano, mas passou a fazer previsões mais modestas nesta segunda: talvez o corte do juro básico seja de apenas um ponto, já que 2003 está perdido e, para um governo conservador como o atual, talvez seja mais interessante preservar margem de manobra para 2004.

Desilusão

Descontentes com a atuação do PT no governo, militantes históricos do partido começam a abandonar a legenda. O sociólogo Chico de Oliveira anunciou formalmente seu desligamento da sigla no domingo, em artigo publicado na Folha de S.Paulo. Também no domingo, o ex-deputado Milton Temer, o filósofo Leandro Konder e o professor de teoria política da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Nelson Coutinho, que estão no partido desde a segunda metade dos anos 80, decidiram deixar o PT depois do anúncio da expulsão dos parlamentares rebeldes.

"Funcionalização da pobreza"

No texto, Chico de Oliveira afirmou que não votou em Luiz Inácio Lula da Silva para que "conduza uma política econômica desastrosa, uma caça às bruxas ressuscitadora das piores práticas stalinistas, um conjunto de políticas que fingem ser sociais quando são apenas funcionalização da pobreza". Disse ainda não ter votado no PT para "vê-lo governando com um programa que não foi apresentado aos eleitores" e para executar "o terceiro mandato de FHC".

No mundo

O efeito da prisão de Saddam Hussein sobre o mercado acionário americano foi curto. As Bolsas abriram em alta, mas logo houve uma inversão dessa tendência. No mercado de câmbio, o movimento foi semelhante ao das Bolsas. O dólar abriu em alta em relação ao euro devido à captura do ditador, mas notícias de dois atentados em Bagdá provocaram o recuo da moeda americana. O euro foi cotado a US$ 1,2306 em Nova York, e ultrapassou o recorde da última sexta, quando chegou a ser negociado a US$ 1,2323.

Assim falou... José Serra

"O PT, pela primeira vez, não vai poder propor o sonho e culpar o governo pelas trovoadas e enchentes."

Do presidente do PSDB, comentando a campanha eleitoral municipal no ano que vem, na qual os tucanos usarão como mote o "arrocho social e fiscal" do governo Lula, enquanto petistas não terão a quem criticar.

Imprensa oficial

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República vai lançar, nos próximos dias, uma revista com balanço do primeiro ano da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Luiz Gushiken.

Segundo ele, a revista poderá ser usada pela militância para defender o governo, embora não seja esse o objetivo da publicação.

"A revista poderá ajudar a militância a fazer um diálogo mais proveitoso [com a população]", declarou. O governo, com essa iniciativa, revela duas coisas: 1) que segue acreditando no marketing acima de todas as coisas, inclusive de um programa de governo; 2) que, de fato, a militância petista anda com problemas para explicar à população por que o governo do PT ampliou o desemprego, derrubou ainda mais a renda e pagou muito bilhões mais aos credores internacionais às custas da paralisia do investimento público.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2003, 9h30

Comentários de leitores

2 comentários

Meses atrás comentava numa sala de aula de estu...

Marta Otoni Marinheiro Rodrigues (Advogado Sócio de Escritório)

Meses atrás comentava numa sala de aula de estudos jurídicos que o inesperado tinha ocorrido na eleição de 2002: FHC CONSEGUIU FAZER SEU SUCESSOR!!! E eu que tinha votado em Lula justamente para que isso não ocorresse... Coitada de mim! Coitados de nós brasileiros, estamos todos com aquela bolinha vermelha no nariz. Que palhaçada!

Afinal, o que é o pt ?

rubens (Contabilista)

Afinal, o que é o pt ?

Comentários encerrados em 24/12/2003.
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