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Pá de cal

Acordo entre MP paulista e empresas de amianto azeda

Foi literalmente para o vinagre o acordo que seria feito, na segunda-feira (15/12), numa audiência pública, entre o MP paulista e advogados das três maiores empresas produtoras de amianto no Brasil: Eternit, Brasilit e Etebrás. O MP de São Paulo entrará com ação civil pública contra as três empresas no mês de janeiro.

Cerca de 100 trabalhadores da indústria de amianto estiveram na audiência. O amianto, um potente cancerígeno, é proibido pela Comunidade Econômica Européia e é usado com moderação nos EUA e Canadá. Estima-se que no Brasil estejam com doenças graves, decorrentes do amianto, cerca de 2,5 mil trabalhadores. Destes, 78 morreram em 2003. Os dados são da engenheira Fernanda Gianazi, da ONG Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto.

Fernanda esteve na audiência cujo acordo naufragou. "As empresas queriam que os critérios médicos atestando doenças graves fossem dados por médicos de convênios indicados por elas, entre outras coisas. As empresas estão confiantes na morosidade da Justiça brasileira", disse.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2003, 16h13

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