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Prisão no Rio

Ex-policial militar é condenado por morte de traficante no Rio

O ex-policial militar Sirley Alves Teixeira foi condenado, nesta segunda-feira (15/12), pelo II Tribunal do Júri a 19 anos de prisão pelo homicídio do traficante Alexandre da Conceição Costa, vulgo Kung, em março de 1993 na favela do Jorge Turco, em Coelho Neto. Dos crimes de violação de domicílio, extorsão mediante seqüestro e formação de quadrilha, ele foi absolvido a pedido do Ministério Público.

O processo foi desmembrado em relação aos ex-PMs João Ricardo do Nascimento Batista e Carlos Alberto Moreira, além de Pedro Dimitri Amaral, o Paraibinha.

Em setembro deste ano, também no II Tribunal do Júri, Sirley foi condenado pela participação na chacina de Vigário Geral, ocorrida em agosto de 1993. Ele foi denunciado pelos crimes em setembro do mesmo ano mas estava foragido até o ano passado, quando foi preso durante um assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal. Por esse crime ele pegou uma pena de oito anos na justiça federal.

Segundo a denúncia, Kung teria sido morto pelas costas por João Ricardo, que também teria furtado seus objetos. Ele, Sirley, Carlos Alberto, Pedro e outros dois policiais militares, não identificados foram até a favela e perseguiram o traficante. Horas antes eles teriam invadido a casa da mãe da vítima, no mesmo morro, sem mandado de busca, para procurar drogas. Ainda segundo o Ministério Público, Kung já havia sido detido três vezes pelos ex-PMs, que exigiram e receberam dinheiro para sua liberação. (TJ-RJ)

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2003, 20h30

Comentários de leitores

1 comentário

São com dois sentimentos que tomo ciência de no...

Luiz Fernando Nader Damasceno ()

São com dois sentimentos que tomo ciência de noticias como essa. Um de alívio em verificar que policiais desse porte estão sendo afastados da instituição, e outro de tristeza, pelo fato de ter a policia abrigado e ainda abrigar gente com essa. Quando estava para assumir o posto de Delegado de Polícia, há cerca de 3 anos, confesso que temia encontrar delegacias com corrupção e violência. Me surpriendi quando em primeira lotação na Baixada Fluminense, com a grata satisfação de verificar que a coisas não eram como pensava, encontrei um grande número de policiais nas duas instituições, altamente profissionais,com grandes trabalhos, que resultaram destaque na imprensa. Claro que ví coisas que me causaram desconfiança, preucupação e decepção, procurei averiguar e passei tal impressão para o MP , em especial em despacho de Auto de Prisão em Flagrante, e Chefia das duas Instituições, ocasião em que desconfiava da lisura na conduta dos policiais envolvidos em ocorrências. Sem dúvida ainda temos um número significativo depessoas que jamais poderiam ter entrado nas duas polícias, mas o quadro ainda muito animador, sobretudo no interior onde atualmente me encontro há cerca de dois anos, em que a grande maioria, é honrada e trabalha com amor a profissão, e que graças a isso, temos a confiança para um trabalho integrado com a Polícia Militar, trocando informações, com raríssimos casos de desconfiança de que algum policial, tivesse atrapalhado em razão de algum comprometimento. Quando cheguei encontrei uma delegacia, com policiais, já a alguns anos na instituição, não deformados, e que não querem sair de lá, e a certeza veio, pelo fato de ser uma cidade pequena,em que a população tem um grande carinho e confiança nos polícias, que lá estão lotados em média há 8 anos, fato que não aconteceria se tais policiais, tivessem um comportamento diverso, ou seja com atos de corrupção e violencia. O que procuro passar, é o temor que tinha em razão da repercussão ruim dos fatos negativos, e a comprovação positiva que tive, quando do convívio na instituição.

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