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Quinta-feira, 11 de dezembro.

Primeira Leitura: decisão da Justiça sobre Sombra desagrada PT.

O PT e o mundo das sombras

O juiz Luiz Fernando Migliore Prestes, da comarca de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, aceitou ontem a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o empresário e ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sérgio Sombra. Os promotores o acusam de ser o mandante do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), ocorrido em janeiro do ano passado.

Denúncia

Segundo a denúncia, Sombra fazia parte de um esquema de corrupção na Prefeitura -- que sempre foi usada pelo PT como modelo de administração do partido. Ainda de acordo com os promotores, Celso Daniel, ao descobrir a fraude, teria iniciado investigações, o que teria lhe custado a vida.

Contradições...

As investigações dos promotores apontam contradições em depoimentos de integrantes da quadrilha da favela Pantanal, acusados do seqüestro do prefeito na primeira versão do inquérito, e trazem um relato de Aílton Alves Feitosa, que teria ficado sabendo, com antecedência, do seqüestro.

... e morte

Em janeiro de 2002, Feitosa foi resgatado de helicóptero do presídio José Parada Neto, em Guarulhos, em companhia de Dionísio de Aquino Severo, apontado como o comandante da operação contra Daniel. Em abril de 2002, Severo foi assassinado num Centro de Detenção Provisória, em Belém (PA), pouco tempo depois de dizer à polícia que tinha informações sobre o caso, mas só as revelaria em juízo.

Depoimento

Segundo Feitosa. Daniel não foi uma vítima escolhida ao acaso, como constava na conclusão do inquérito da Polícia Civil. Ao contrário, a morte dele teria sido encomendada "por um empresário", que, no dia do seqüestro, estaria num carro, em companhia da vítima, e deixaria o dinheiro no banco de trás do veículo. Apesar do pedido da família para que as investigações não corressem em sigilo, o pedido foi indeferido pelo juiz.

O PT

A decisão da Justiça desagrada à cúpula do PT. O presidente do partido, José Genoino, chegou a afirmar que a reabertura do caso significaria matar Daniel uma segunda vez. Ninguém entendeu o sentido da avaliação nem ele disse por quê.

Assoprando o balão

Prossegue o esforço do governo para provar que está crescendo, sim. O ministro Guido Mantega (Planejamento) disse ontem a empresários do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que há indicadores que sugerem que o país está crescendo entre 2,5% e 3% neste último trimestre, liderado pela indústria de bens de capital.

Nem Natal aquece as vendas

Levantamento realizado pela Fecomércio-SP mostra que as vendas no varejo na região metropolitana iniciaram dezembro em queda: para 45% dos lojistas, o movimento foi menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Apenas 29% dos comerciantes afirmaram que venderam mais do que em 2002, enquanto 26% disseram que o resultado foi igual ao do ano passado.

Assim falou... José Alencar

"Não podemos acumular uma política fiscal ultraconservadora com uma política monetária ultra-restritiva porque a economia não tem como deslanchar. Temos que despertar"

Do vice-presidente da República, ao analisar sinais de que o crescimento não está sendo o esperado

Improvisos e imprudências

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tentou ontem justificar a política externa do governo. Segundo ele, o Brasil manterá a postura independente em relação a assuntos polêmicos, como a desocupação do Iraque pelos Estados Unidos e dos territórios palestinos por Israel. "Quem não tem posição própria não é chamado a discutir nada", disse. Também declarou, questionado sobre eventuais prejuízos comerciais que isso possa trazer ao Brasil, por conta do descontentamento dos Estados Unidos, que o país "não trocará princípios por produtos".

Na verdade, são crescentes as dúvidas e questionamentos sobre o saldo político do giro que o presidente fez pelo Oriente Médio, encerrado ontem. O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, por exemplo, afirmou que Lula faz diplomacia "para a torcida", o que "afeta o interesse nacional". A informação de que os Estados Unidos excluíram o Brasil da lista de países que podem participar de licitações para a reconstrução do Iraque reforçou a percepção de que posições assumidas pelo governo em relação à política internacional têm também seus custos, daí a necessidade de não haver improvisos nessa área. Nas palavras de Lafer, "se o governo Lula transpuser para a política externa sua visão sindicalista de operário versus patrão, há risco de complicar a vida".

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2003, 11h37

Comentários de leitores

2 comentários

A Prefeitura de São Paulo "tá que tá!". Não bas...

Priscila Gomes ()

A Prefeitura de São Paulo "tá que tá!". Não bastasse essa estranhíssima posição que tem tomado no caso Daniel, ainda tem o Deputado que, em conversa informal, "desabafou" - como ele mesmo disse - que existem 45 pessoas envolvidas em venda de votos para aprovação de lei e somente 15 fora do esquema. Será que a digníssima prefeita de São Paulo está muito ocupada com suas passeatas cor-de-rosa pra ver o mundo negro e sujo de corrupção? Ou será que as passeatas cor-de-rosa são apenas para ocultar o lado LIXO (ah...agora entendi o pq da Taxa do Lixo!!!) do que está acontecendo por lá? É o velho dilema: TOSTINES VENDE + PQ É FRESQUINHO OU É FRESQUINHO PQ VENDE MAIS??? MP, vê se põe as cabeças pra rolar, pq senão todas vão rolar antes de vcs conseguirem provas concretas pra acabar com essa palhaçada.

Por que será que um dos comentadores do texto d...

Antonio Fernandes Neto (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Por que será que um dos comentadores do texto diz, em seu comentário, que não reabrem o caso citado por que não há petista nele envolvido??? Será que insinua que o Juíz de Itapecerica da Serra, que recebeu a denúncia, cumprindo, assim, com a sua obrigação funcional, é, por acaso, "malufista"??? Pois o Dr. Paulo Maluf sempre foi tido como o maior inimigo a ser vencido pelo PT, não é mesmo??? Ô Robson Ribeiro, também já me fiz essas mesmas perguntas. E faço mais uma: Por que será que o "guerrilheiro do Araguaia", infeliz, como sempre, disse aquilo, hein??? As políticas desse (des)governo que aí está aboletado no Planalto Central são essas mesmas: "prá sua torcida", e, agora, também "prá líbio e palestino verem".

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