Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quarta-feira, 10 de dezembro.

Primeira Leitura: Mãe de Celso Daniel não quer segredo em investigação

Lula e a Liga Árabe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, ontem, o poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) -- Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China e França -- 5 dos 15 países que integram o Conselho. "Se queremos todos viver em harmonia, não é possível que alguns sejam mais importantes e tenham direito a veto em coisas que a maioria aprova no Conselho de Segurança", disse o presidente em discurso de improviso a representantes dos 22 países da Liga Árabe.

Tradução

Dado o grupo escolhido para ouvir tal fala, é uma censura clara aos EUA e à Grã-Bretanha, em particular a Washington, que veta todas as resoluções que condenam a política de Israel em relação à Palestina. E nem cabe outra interpretação. Lula já esteve com Jacques Chirac e não tocou no assunto -- e a França tem direito de veto. O presidente já esteve com os líderes chineses e também evitou o tema -- e a China faz parte do grupo. Atacar tal princípio na reunião com os ditadores da Liga Árabe significa uma escolha de alvo.

Por uma vaga

Lula voltou a defender a alteração da estrutura da ONU, com a inclusão de mais membros permanentes no Conselho de Segurança, e reafirmou a candidatura do Brasil. "Não tenho dúvidas de que o Brasil fará a sua parte."

Coragem?

O discurso do presidente será vendido à opinião pública como um ato de suprema coragem. Mas corajoso, mesmo, seria defender a democracia diante de 22 ditadores.

Sobre os EUA

Esta coluna é crítica severa da política externa americana, do unilateralismo da era Bush, das muitas mentiras contadas para justificar a invasão do Iraque, até porque essa invasão se fez ao arrepio do Conselho de Segurança. A questão não está exatamente no direito de veto, mas na capacidade de um país impor ou não a sua vontade. Isso pode e deve ser debatido? Sim. É uma questão legítima? Sim! Deve ser discurso oferecido na bandeja de escorpiões de ditadores de meia-tigela? Não!

Enquanto o crescimento não vem -1

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que a instituição não vai ceder às pressões para acelerar a queda da taxa-Selic e que o governo não trabalha com metas de juros, só com metas de inflação. A declaração de Meirelles é uma resposta à recente defesa de uma taxa de juro real mais baixa, que mantenha a estabilidade, mas permita algum crescimento.

Enquanto o crescimento não vem - 2

A prova de que o crescimento não chegou é o quanto se fala nele. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, afirmou também ontem que a economia voltará a crescer e que o governo romperá com duas décadas de estagnação graças ao que classificou como as duas grandes conquistas obtidas neste ano: a consolidação da credibilidade da política monetária e o equilíbrio fiscal.

Com licença?

A onda de previsões otimistas para a economia encontra pouca gente disposta a desafinar o coro dos contentes. Entre esses poucos está economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados. Ontem ele declarou ter dúvidas sobre o ritmo de retomada da atividade econômica. Destacou que desde 1998 a renda média do trabalhador vem caindo e que esse quadro tem se agravado.

Crédito pra quê?

Por isso, segundo Mendonça de Barros, a expansão do crédito no sistema financeiro tem tido efeito limitado. Ele citou como exemplo o caso dos empréstimos com consignação em folha de pagamento, que, segundo disse, estariam, em alguns casos, sendo contraídos por trabalhadores não para consumir, mas para pagamento de outras dívidas com agiotas.

Assim falou...Henrique Meirelles

"A dúvida não é se o Brasil pode crescer até cerca 3,5% em 2004 e 2005, ele vai. A questão é se ele pode crescer com taxas maiores nos anos seguintes."

Do presidente do Banco Central, em entrevista ao Financial Times, na qual expõe suas dúvidas sobre a possibilidade de o Brasil poder crescer o que precisa -- mais de 4% para começar a gerar os empregos necessários -- de forma continuada.

Sabedoria e lucidez

Maria Clélia Belletato Daniel, de 83 anos, mãe do prefeito Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, pediu formalmente a suspensão do segredo de Justiça no processo que investiga o crime.

No pedido, que foi entregue à 1ª Vara Criminal de Itapecerica da Serra, onde tramita o caso, ela alega que não há "razão legal ou de fato que justifique tal segredo".

Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2003, 9h55

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 18/12/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.